quinta-feira, 1 de abril de 2010

mel[o]drama (lê-se:meu drama)



Hoje tenho que crescer sem as hastes, sem estacas de sustentação, tenho que conseguir meus nutrientes da terra e não esperar que eles venham de qualquer lugar. Hoje é como se fosse um daqueles 31 de dezembro, em que se fazem promessas e planos de uma vida diferente, um belíssimo projeto de vida. 
A verdade é que hoje caí, e lesei todos os esquemas já aprendidos, a partir de agora terei que aprender a andar novamente, me locomover, sorrir... bom, chorar já sei! Vou ter que aprender a buscar o que quero, o que preciso, sem intermediários como antes. Sou uma pessoa inválida e só! 
Não, não é tão alarmante assim! Mas dentro de mim, é o que sinto, tudo isso por me sentir inquieta diante da inquisição, das interrogações acusatórias que me são dirigidas, por (apesar de ter feito analogia a um vegetal) não estar estática diante do que me vem e seguir as regras impostas por essa troca, eu cresço, eu penso, sou crítica sim, e não nego que minha naturalidade está em me defender, animalidade, a melhor defesa é o ataque e isso um ser não racional é capaz de nos mostrar.
Quem é mais racional, um homem que tira o outro do sério, logo, o priva de razão, ou o infeliz que perdeu o sentido, o bom senso? Não tenho resposta, mas já senti isso.
Bom, sem respostas vou levar o meu barquinho nessas águas de tormenta, há que se navegar mesmo sem saber em que mar, se desvendar o além, se nortear pelas estrelas, e tentar viver com o nada, até quando puder, até o acaso nos mostrar terra firme a frente!
Posso demorar quinze anos para percorrer um caminho que demoraria cinco, mas vou fazer como quero, sem ter que ser investigada, se errar vou saber onde, vou poder escolher, e ter clareza das minhas opções, não vou simplesmente ouvir e seguir. Talvez isso seja um erro, mas vou pagar o preço.

Um comentário:

Donald Mark disse...

Não sei o que aconteceu, mas, pela melancolia do texto, parece que terminou com o namorado... (oba!!!)

dez_interessantes

About Author