sexta-feira, 9 de abril de 2010

Vírus

Por vezes tenho que me recuperar de falhas no meu sistema que permiti que fossem causadas,por  brechas abertas a vírus que se apossa primeiro dos sentidos, depois das emoções e por último se faz estímulo de minhas ações. Vírus não tão facilmente controlável, dada a fragilidade da resistencia do organismo.
Nesse estágio tudo já está perdido, é crônico, vivo em função da "virose" o olhar é de um doente, o tocar é febril, o andar é despreocupado quase a cair. E não há antídoto, nem médico que resolva. E ainda que esse estado cegue, é anestésico e não permite que se veja as chagas que já começam a surgir, nem perceber que há algo errado, que há que se tomar providências antes que se generalize pelo todo.
Haveria prevenção, me cuidar, me alimentar bem? Talvez sim.
Mas mesmo que se aplicasse depois do contágio um "remédio" a cura é mais fácil quando o "vírus" se alimentou como pôde, se saciou ,quando não mais vê vantagem nesse corpo lesado e parte enfím para um novo lugar, ou corpo, e liberta para uma possivel reestruturação e logo em seguida nova contaminação. Infelizmente é assim, se adoecer, curar-se, adoecer-se novamente!
Meu remédio, amor-proprio? Desapego´! Assim não há vírus que mexa facilmente com minhas frágeis sensações, como minhas abaladas (sempre) emoções, e que em última instância afete minhas ações, me desnorteando, tomando atitudes por mim.
Uma boa dose de auto confiança talvez, seja suficiente para impedir que novos ataques sejam sofridos. Enquanto isso! Vou tomando meus compostos e vacinas, sentindo ainda dor. E que da proxima vez, não AFETE tanto, que seja um resfriar apenas, sem vermelhídão nos olhos, talvez uma coriza de nada, sem mais dores.

Um comentário:

"Caldeira Silva" disse...

Quantos conhecimentos de biologia vc usou para colocar tanto antíginos nesse reflexivo texto? (risos) Gostei dos possíveis anticorpos expressos! Abraços na alma,
Caldeira Silva

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