segunda-feira, 31 de maio de 2010

Achados de alguns anos atrás.

Não faça mais isso, eu lhe imploro!

Não me faça desejar a morte antes de qualquer coisa.

Não faça com que a minha última lembrança seja seus braços me envolvendo, me aquecendo e me molhando pelas lágrimas de ter perdido alguém que insipidamente conheceu, mas não quis amar. Eu sentindo seu cheiro de pureza de lividez ouvindo seus gritos por ajuda.

Não me deixe ir sem provar um pouco da vida, sem conhecer a liberdade, sem testemunhar o amor.

Seu coração está preso a uma ilusão, que se prendeu a outra e eu estou presa a você, um cárcere voluntário, és minha ilusão.

És parte de um sonho lindo, que não pode se concretizar, pois sendo assim, seria eu a primeira pessoa a presenciar toda plenitude celestial em terra.

Mas agora, já estou me sentindo fraca, pois já senti todos os sentimentos dos mais diversos e sinto o último deles desistindo de me acompanhar, a esperança. Essa se morresse talvez te levasse com ela e eu tornaria a viver, tornaria a pensar em outras coisas, a sorrir, a gostar de outras cores... Sim, a esperança de te ter ao meu lado se vai e com ela meu fluido vital.

Perguntaram-me porque da insistência em usar a cor preta. Acho que “essa é a cor que me sorri” A cor que meu coração aceita para representá-lo.


2 comentários:

Donald Mark disse...

A pessoa para a qual escreveu esse poema sabe o que vc sente?

Se não... está na hora de ser
mais direta!

Larissa Ferreira disse...

que bom que gostou...
volte sempre
beijos!


(P.S: bom..eu continuo solteira, não achei nenhum individuo que tenha se curado dessa maudida babaquice emocional ;)

dez_interessantes

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