sexta-feira, 11 de novembro de 2011

MARIONETE

Cordas suspensas e um objeto involuntáriado afixado a elas.  Por essas cordas, uma infinidade de intenções são passadas, veladas, tais como convencer a plateia de algo ou o simples prazer do manuseador e o seu aperfeiçoamento na arte.
Emoções como alegria, amor, fraternidade, compaixão, carinho são passadas, assim como tristezas, decepçoes, os dramas. Cercada por uma cortina vermelha a cena é montada, o roteiro é criado, e a marionete transmite toda a intenção do autor da peça!
 Parece belo, exceto pelo fato de que a marionete nem sempre é feita de madeira e sim de carne e osso, e mesmo não parecendo possui sentimentos, uma alma que se fere, vontades (que se anulam) , são seres humanos, por mais medíocres e inúteis que pareçam. Há quem pense que algumas pessoas nasceram para ser usadas para sua satisfação e há quem se nega a pensar assim, mas age em concordância com esse absurdo. Pessoas sem amor, sem noção do humano, verdadeiros bárbaros. Você é assim, prezado leitor? Tem prazer em usar marionetes em suas peças, primeiro, os apresenta algo que figure o verdadeiro amor, e depois lágrimas... não pense que sua marionete não sente nada, ela sente! E não se acomode, infelizmente somos todos em algum momento marionetes de alguem, seja do sistema, seja das pessoas que você crê que lhe ame... somos sempre parte de algo que não compreendemos, uma peça de um quebra cabeças que parece não fazer sentido, e isso tanto pode te ser agradável como não. Você vai ter um sorriso em determinados momentos que só existe porque alguem o acha conveniente, seu corpo em ação, pode ser apenas um coadjuvante, não acredite que se compadecerão da dor de seus membros pelo desempenhar cenas e mais cenas, uma papel apenas. Não se engane, não há muitos que se preocupem com você fora de cena, dentro de seu armário. Sua dor, (risos) lembre-se, ela não existe, você não passa de um objeto.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Não era pra chover... encharcou,
não era prara secar... esvanesceu,
não era pra morrer... se findou!
Era pra ir, seguir, sem rumo como estava, sem sentido, sem noção...
era pra beber da fonte da indecisão, da paixão imprecisa,
era pra ser simples, e continuar... apenas.
Descendendo... de mim e de ti.
Era pra ser...
qualquer coisa de ser...
humano!
Era pra você ser... um tanto!
e não o pranto...
que é e era meu!
Não era pra doer... e tanto
E de doer... sufocou, esfaqueou, queimou...
rasgou o peito sem pudor,
dilacerou e de tanto torturar... 
a vítima quase, o ultimo ar suspirou.
Não se foi, resistiu e esperou o proximo... quase ir,
 na fila, no ponto, como quem não tem para onde ir,
como quem gosta de seguir assim e suporta,
se sente morte, mas depois vive e revive,
o desassossego de sua sorte!

dez_interessantes

About Author