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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Fé lis, para sem pre(ssa)!

Eis-me aqui, no meu solilóquio esporádico... Vacilante entre escrever aqui, ou não. Os "prós", são só meus, pra mim tanto faz as potocas que eu colocar aqui, os "contra" são seus, e deles... Coisas como, péssima escrita, exposição desnecessária, falta de relevância ("uma bobagem uma irrelevância, coisas que pareceriam obvias até pra uma criança"). 
Dito isto, uma repreensão internalizada... a memória de ouvir professores recomendando a não exposição pública... bem, talvez eu não seja tão obediente e não almeje o lugar deles (ou o caminho trilhado pelos mestres), falta-me sabedoria, fato. 
 Eu ainda não sei o que me faz vir aqui, o que me faz escrever, talvez a falta de escuta..., ou o excesso de dizer....
Não sei qual a real fantasia presente no ato,  mas a minha, ronda em torno de materializar o que me afeta, e afetos mais incômodos são sempre o foco, escrevo também para lembrar do que senti, pra criar, enfim... não tenho feito isso, as vezes me sinto como uma velhinha que tenta lembrar de algo em vão, velhinha também para acompanhar os demais, para aceitar, ser tolerante com certos desrespeitos, acho que é isso, estou velha.
Voltando ao incômodo, (lembrei de Los Hermanos "sei do incômodo e ela tem razão..." ) algumas coisas me incomodaram hoje, além dos eternos incômodos do dia a dia:
Não bastasse estar atrasada na faculdade um ano já, estamos pra mais do meio do ano e semana que vêm começam as aulas. Me inscrevi em sete matérias, mas esse semestre tenho que escrever o TCC, tinha planos de fazer nas férias, mas vejam ( um mês e meio se passou), cá estou. Nada feito! Ia começar hoje, maas... descolori o cabelo no lugar disso, de amanha não passa, vou com tudo(tenho três meses agora, óh! que tempão!)... assim espero. Esse é o dilema de todos os dias, as matérias da faculdade que parece não acabar mais, a falta de um emprego, i.e. dinheiro, sem hobby, sem roupas legais, mimimi...
Além desses pormenores hoje uma notícia me incomodou, quebrou o vidro do marasmo que havia se instalado e me atingiu. Um laço foi reatado, não devia me entristecer com isso, mas... para apresentar o fato, vou "fantasiar". Algo que devia exercitar mais, o "fabular" já que nada vem sendo criado.... o resultado do que vou escrever aqui já se sabe, nada bom, mas quem está aqui para avaliar? Eu não!

Era uma vez... eu...  que há menos de uma semana caminhava no sol quente do reino e avistei uma árvore, então, cansada dado o sedentarismo me sentei sob sua sombra.
Encontrei então um trevinho de quatro folhas, colhi, levei para casa...
A noite o príncipe encantado (que havia "encalhado" há menos de sete horas) solicitou que participasse da corte(amizade no Facebook), eu muito contente, já ensaiei a valsa, mandei mensageiro no castelo da princesa pra ver se era verdade o romance desfeito e era. 
Mas de repente, a fada madrinha bate a minha porta, metamorfoseada em uma amiga semi bêbada, que já havia passado na adega do reino e trazia uma garrafa de um bom rum, chorosa e desprezada me deu um conselho que "zé ninguém" segue: " cuidado amiga, pode ser mais uma daquelas, olha só como eu estou. Juro que não caio mais...!" (Ok... sei, a gente sempre diz que não vai se deixar levar e quando vê....) 
O feitiço da varinha do príncipe passou (kkkkkkkk) e coloquei um pouquinho de "razão" no caldeirão das memórias e lembrei de quem ele realmente é, afinal eu não sou "ninguém" ou "todo mundo" pra seguir o script ( ahan... tá!)
.... Eu não aceitei o pedido, mas continuei ensaiando a valsa, afinal, pode ser que ele apareça no vilarejo, lutando contra todos os feitiços e afins... Ahan... (Nada disso! ) Confesso, fiquei esperando ele aparecer, mas... 
Hoje saiu a notícia pela língua do povo do vilarejo, o príncipe voltou com a princesa, pobre de mim! Pobre mesmo! Nem sei quem sou nessa história! Nem sei se devia ser uma história! 
Pelo menos hoje, nos pátios do castelo, há um feliz para SEM pre! Não sei se dura, mas se for como sempre foi contada, a história vai se repetir, o fato, é que não quero mais esse conto de fadas, afinal, minha fada nem é fada, e o príncipe... melhor não (kkkk) 

Eu sigo, Fé lis, para sem pre(ssa)!


segunda-feira, 16 de julho de 2012

CaFé frio!

Esses dias em que se acorda devagar, tomando de gole em gole o café frio e velho,  esses goles são as horas com um péssimo gosto e passam numa lentidão desmotivadora.  Horas essas imaginadas já no momento do café matinal, quente e forte pensado para espantar desânimo e suas desventuras!
Esses dias são como o café frio que não se aproveita mais, sem aroma e com uma cor que engana. Tomado assim frio forte e puro, quase intragável!
São o resto do dia de ontem empurrado goela abaixo e se requentado, oxida e ganha um gosto férreo, café que se é tomado é por engano, por achar que era um novo que alguém teve a graça de fazer, ou tomado ainda pela miséria de espirito de não ter coragem de fazer outro ou de não ter mais pó, ou gás, qualquer dessas coisas das receitas do café _cada um com uma_.
Café frio que nada pode acompanhar, nada combina... café frio que nada rende, além da dor estomacal e pensamentos terríveis, sobre o ter, ser e querer, sobre a necessidade do açúcar, e de quaisquer graus de calor no líquido...

Tem sido dias a fio desse caFÉ frio!!


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Cheguei de Urutaí ha certo tempo, não tenho a mínima vontade de fazer qualquer coisa, apenas ver TV. Meu celular permanece desligado e não tenho vontade de liga-lo, sei que não terei a ligação que espero, ou a mensagem, enfim a resposta que pedí.
 Ultimamente tenho me sentido muito mau, na verdade, já faz mais de um ano, muita insegurança, desconfiança, fraqueza, raiva, nenhum sentimento construtivo, eu de fato não sei e não tenho mais nada o que fazer. Já tentei exigir atenção, fui ignorada, já tentei merecê-la com afeto e diálogo, não fui entendida.  A única resposta que tive foi a desconsideração, a prova de que existem pessoas sem escrúpulos que não se comovem com pedidos ou com qualquer outra coisa que venha do outro, olham para sí e agem apenas para se beneficiar. Queria a resposta do por que de tudo que passei, mas nem todas as pessoas tem a grandeza de assumir seus erros ou de confessar seus motivos acabam se apegando a outras pessoas fracas  as quais os dão suporte, dessa forma sua fortaleza não pode ser destruída, lançando mão disso  e de sua habilidade de convencimento e astúcia em inventar ou amentar algumas histórias, se transformam em mocinhos, a verdadeira pintura de um arcanjo, mesmo para alguém para a qual já deve ter feito algum mau, nesse ponto, me refiro às pessoas fracas em quem se apoiam, é irônico isso, se apoiar em alguém fraco. Não pense que isso é impossível, uma pessoa fraca, precisa de alguém que “cuide” delas, mas a recíproca também é verdadeira. É uma relação que se sustenta dada pela necessidade de ambas as partes!
Voltando, tenho aprendido que existem sim pessoas que apenas se importam consigo e farão de tudo para manter seu “lugar seguro” usarão degraus que tanto podem ser uma oportunidade de uma melhor colocação no emprego quanto a destruição de um “rival”, ou até mesma a desconsideração à outra pessoa se essa ameaçar sua estabilidade! O ser humano pode ser o que quiser, pode ser um anjo ou um demônio, depende apenas do que o motiva, o egoísmo ou a compaixão!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

MARIONETE

Cordas suspensas e um objeto involuntáriado afixado a elas.  Por essas cordas, uma infinidade de intenções são passadas, veladas, tais como convencer a plateia de algo ou o simples prazer do manuseador e o seu aperfeiçoamento na arte.
Emoções como alegria, amor, fraternidade, compaixão, carinho são passadas, assim como tristezas, decepçoes, os dramas. Cercada por uma cortina vermelha a cena é montada, o roteiro é criado, e a marionete transmite toda a intenção do autor da peça!
 Parece belo, exceto pelo fato de que a marionete nem sempre é feita de madeira e sim de carne e osso, e mesmo não parecendo possui sentimentos, uma alma que se fere, vontades (que se anulam) , são seres humanos, por mais medíocres e inúteis que pareçam. Há quem pense que algumas pessoas nasceram para ser usadas para sua satisfação e há quem se nega a pensar assim, mas age em concordância com esse absurdo. Pessoas sem amor, sem noção do humano, verdadeiros bárbaros. Você é assim, prezado leitor? Tem prazer em usar marionetes em suas peças, primeiro, os apresenta algo que figure o verdadeiro amor, e depois lágrimas... não pense que sua marionete não sente nada, ela sente! E não se acomode, infelizmente somos todos em algum momento marionetes de alguem, seja do sistema, seja das pessoas que você crê que lhe ame... somos sempre parte de algo que não compreendemos, uma peça de um quebra cabeças que parece não fazer sentido, e isso tanto pode te ser agradável como não. Você vai ter um sorriso em determinados momentos que só existe porque alguem o acha conveniente, seu corpo em ação, pode ser apenas um coadjuvante, não acredite que se compadecerão da dor de seus membros pelo desempenhar cenas e mais cenas, uma papel apenas. Não se engane, não há muitos que se preocupem com você fora de cena, dentro de seu armário. Sua dor, (risos) lembre-se, ela não existe, você não passa de um objeto.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Não era pra chover... encharcou,
não era prara secar... esvanesceu,
não era pra morrer... se findou!
Era pra ir, seguir, sem rumo como estava, sem sentido, sem noção...
era pra beber da fonte da indecisão, da paixão imprecisa,
era pra ser simples, e continuar... apenas.
Descendendo... de mim e de ti.
Era pra ser...
qualquer coisa de ser...
humano!
Era pra você ser... um tanto!
e não o pranto...
que é e era meu!
Não era pra doer... e tanto
E de doer... sufocou, esfaqueou, queimou...
rasgou o peito sem pudor,
dilacerou e de tanto torturar... 
a vítima quase, o ultimo ar suspirou.
Não se foi, resistiu e esperou o proximo... quase ir,
 na fila, no ponto, como quem não tem para onde ir,
como quem gosta de seguir assim e suporta,
se sente morte, mas depois vive e revive,
o desassossego de sua sorte!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

10/10/11

Hoje por aqui resolvi dar uma passada! Como dito outrora, nada produtivo a dizer, nada artístico, a não ser as emoções trazidas pelo vivenciar, um segundo após o outro. Talvez não devesse dizer, mas feriados como esse, não me fazem muito bem, todas as pessoas vão visitar suas famílias, ou curtir com os amigos... por algum motivo ( não sei qual!) não fui fazer nada disso, Eu detesto televisão, e não tenho como ir ao cinema, de "bus" é triste, talvez alugue um filme...! Cada uma dessas atividades tem seus prós e contra, eu pesei, por WO os contra venceram! Não sei dizer se isso é vantagem ou não, enfím, estou aqui!
Fui hoje nas "barraquinhas" da festa do rosário, aqui de Catalão, e presenciei a passagem de alguns "ternos" das congadas, não há expressão tão bela de cultura aqui na cidade, sem falar no apelo religioso (apesar de que muitos alí não ligam nem um pouco para isso!) Mas por outro lado, não passa despercebido a má organização do lugar, a falsificação, os preços por peças inferiores! Cada um tem uma opinião, a população estava lá, os figurões que tem um dever a cumprir, passaram por lá em algum momento! Os que tem a bala na agulha e que teoricamente não devem nada para ninguem, não passaram nem perto, mas seus funcionários, ou os que mantém esse sistema de pé, estavam por lá, gastando o que é gastado anualmente nas lojas em preços abusivos ( honestos... o material, o trabalho e além de tudo o nome!).
Bom... vou encerrando, com dores por todo o corpo e na consciencia também, devo dizer, sentimentos da tentativa frustrada de cumprir o dever de uma futura/atual integrante do sistema captalista, em ascensão, ou quase isso! Um grande bj!"

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Confiança e sinceriade



Tenho pensado muito em temas como sinceridade e confiança, como somos seres sociais dependemos da relação com o outro e em diversos níveis de comprometimento. Em nossas relações mais próximas com o outro, com um nível maior de compartilhamento dos nossos diversos aspectos, é primordial o sentimento de confiança.

Essa confiança não depende, como sabemos, apenas dos outros, não implica simplesmente em uma pessoa querer confiar em mim, eu tenho que fazê-la sentir que sou uma pessoa confiável. Tenho/temos que ser sinceros para que as pessoas nos conheçam e dispensem ou não, seu sentimento de confiança em nós.

Quando a confiança é arquitetada sobre um terreno de inverdades não se torna sólida é o contato/relação, vai balançando como uma pilha de coisas empilhadas sem planejamento, e em um certo momento, desmorona! Aí o desgosto é evidente.

Não devemos ser ingênuos, em certo nível, todas as nossas relações vão nos causar danos, pois o que é intrínseco do ser humano é a mudança. O não pertencimento a um padrão imutável, estamos sempre nos reajustando, o que de fato interfere em nossas relações. É exatamente aí que a sinceridade vem em nosso auxílio, em se dizer, dizer suas verdades, seus momentos, mesmo que esses não se pareçam permanentes.

Há pensamentos como:

"A sinceridade imprudente é uma espécie de nudez que nos torna indecentes e desprezíveis." Marquês de Maricá

"Nenhum homem merece uma confiança ilimitada - na melhor das hipóteses, a sua traição espera uma tentação suficiente."
Henry Mencken

"A sinceridade imprudente é uma espécie de nudez que nos torna indecentes e desprezíveis."
Marquês de Maricá


... Nos fazem pensar sobre o quão devemos ser sinceros, o quanto serão sinceros conosco...

Mas só quem é verdadeiro a qualquer custo, entende a tranquilidade que isso traz, o prazer de não se atormentar com algo pendente!

"Um ato de confiança dá paz e serenidade."
Fiodor Dostoievski


“A confiança por vezes pode levar à ruína”, se encontra muita coisa dita a esse respeito. Por isso a necessidade de se confiar em pessoas que se mostrem o mais verdadeiras possível. Isso não significa que essa relação não vá causar "dor" mas as possibilidades diminuem!

A confiança exagerada, ilimitada, é decorrente da falta de auto-confiança, e é de fato desesperador, quando precisamos confiar em outra pessoa, pois estamos tão enfraquecidos que não somos um bom juizo!



"O mais importante para o homem é crer em si mesmo. Sem esta confiança em seus recursos, em sua inteligência, em sua energia, ninguém alcança o triunfo a que aspira."
Thomas Atkinson


Mais alguns pensamentos acerca dessas duas palavras mediadoras de toda nossa vida relacional com o outro. Seria bom para nossa geração começar a pensar e agir com maior sinceridade, orientados à honestidade e respeito, para que possamos confiar, não de forma cega e alienada, (assunto muito delicado, com muita possibilidade de explanação!) mas de modo que saibamos o que acontece e quem é digno de assumir o lugar de outro nas nossas tão preciosas relações. Afinal, esse outo pode ser, o nosso representante político, o nosso companheiro, nossos amigos!




bjos à quem ainda anda lendo o que eu raramente posto, vocês são demais!! heheh
Eu daria um prêmio a vocês, mas não tenho recursoso!

bjos... até qualquer post!


"Coloque a lealdade e a confiança acima de qualquer coisa; não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir teus erros."
Confúcio


"O homem que tem confiança em si ganha a confiança dos outros."
Textos Judaicos


"Presta confiança às acções dos homens, mas não ao que eles dizem." Demófilo


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

E... As coisas sempre voltam a ser como antes, o mesmo medo de tudo, a mesma apatia de sempre, a imobilidade diante de tudo, a falta de vontade das festinhas de confraternização, o desespero da inadequação, da evidente desaprovação! A cada fim de ano sinto como se fosse uma prova diferente, como fosse uma retrospectiva que me desagrada, que me mostra o tempo perdido.
O futuro é assustador, é a certeza de que mesmo mudando algumas coisas, o ciclo permanece!
Sinto um descontentamento, com tudo, com cada coisa. E isso não é um bom presságio. É fato, isso passa, mas hoje tanto dores no que se pode dizer alma, ou ego, orgulho, ou coisas assim, me atemoram e me atormentam, mas também dores físicas, de cansaço, dores no peito, nas costas, de cabeça. Enfím a vida começa a doer, mas espero que as festas de bom ano, me mascarem essas dores, e que me sinta com esse efeito placebo, uma enganosa felicidade, mas que por ser felicidade, nunca deixa de ser bem vinda. E que o ânimo venha, ancorado a essa felicidade, enquanto ela durar, e que se não durar, que pelo menos o ânimo desanime e não queira ir fazer morada em outro lugar.

"Alguém que não sorri, não convida. A apatia não é boa anfitriã."
Jucely Regis

segunda-feira, 17 de maio de 2010

reflexão

Tive medo de a cada dia, ver se esvair cada vez mais a já tão insuficiente beleza, nesse caso seria então a jovialidade, tal qual uma rosa que seca rapidamente em meio a um incêndio, e exala seu perfume em incenso e perde cor, perde textura e vira pó, que vai compor algo posteriormente.
Questionei minha benevolência, minha tolerância para com erros de um ser que se diz metade de mim, pensei que talvez fosse achar essa metade nada mais que isso, um incompleto sem sentido, que não entendo por que me ligo ao mesmo. A metade inacabada de meu ser inacabado.
Pensei nunca um dia ser capaz de gerar seres que amaria mais que a mim mesma, pelos quais suportasse qualquer coisa, minha pele arriscada por seres vindos de mim, pensei como seria um ser que se criasse a partir de mim! Eu ri!
Senti o impacto de ver fragmentarem-se algumas amizades, que vão “seguindo suas vidas, construindo família” me senti ficando para traz .Questionei o meu futuro, que incerto se apresenta, que põem em risco minhas tentativas atuais de moldá-lo de forma que seja “tranqüilo”.
Me avaliei , me esforcei em ver a projeção de meus atos em possíveis conseqüências, não tive resultados, talvez por não ser dada ao cientificismo, se isso pode se enquadrar em tal.
No fundo me aterrorizei ao pensar que poderia um dia acordar totalmente insatisfeita com a vida, depois de verem morrer uma a uma as esperanças que carregava na bagagem como impulsos para caminhar, e por qualquer coisa que fosse. Seguir uma vida mecanicamente, como agora, no entanto com a diferença de não mais contar com a possibilidade de um futuro “promissor” em qualquer que seja o sentido, pois é isso que me gere hoje.
Quando passei por todos os caminhos que minha mente me apresentou, apenas notei o tamanho da minha insegurança com relação às perspectivas que tenho do futuro, do que absorvi do meu passado, do que me apresenta o presente, e de minhas forças para me levar onde quero, do que na verdade eu quero coisa que de fato não sei. Tive medo do amanhã, diante do chão inseguro do hoje. E nem sei se queria alguma certeza, visto que possivelmente não gostaria de sabê-la.
A única coisa que lamento é o quão breve é a vida e antes que perceba terei passado por tudo isso, terei rido, ou chorado, ou sido indiferente, ou qualquer outra coisa. Terei passado, melhor ou pior, sem nem ter me atentado para as possibilidades de ser diferente, vai ser quase automático. Só vou refletir no momento que esse momento tiver passado.
(tive duvidas sobre minha capacidade de um dia ser mãe, ou dona de casa...
marido espalhado no sofá em um dia de domingo e o filho na mesma situação
quais as funções dos elementos familiares. Qual a garantia da coesão dessa estrutura mediante o seguir dessas "regras"?)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Seguirei


Não se aflija!
Eu vou sorrir
aquela risada
que tenho guardada
há de me servir.

Não se entristeça!
Vou sim seguir,
O “plano” que está posto
Contanto que meu "eu" não desapareça
Vou fazer-lhes este gosto

Se aperceba!
A regra é de outros.
A execução
é da maneira singular
de se adaptar
de quem queira.

Não se atemore
Transgredir pelo agir,
Não irei.
Quanto ao pensar não vou garantir
Em minha mente não suportarei!

E... atentamente observe,
Para cada palavra guardada,
Um grito reprimido...
Resposta apresentarei.
Estarão no meu olhar
Em minhas palavras,
no meu sofrer...

E me aguarde!
Tudo que digo é de agora
Meu sentimento de amanha
Não garanto que o sei.
Destarte a certeza do espanto
É a que carregarei

Diante dos instantes...
Do que tenho pra ser...
Do que de tudo absorví
Do que... serei!
Seguirei!

sábado, 17 de abril de 2010

Lonely Day



Caminhando nas ruas de Catalones city e ouvindo SOAD, estive pelos breves minutos da execução de Lonely Day dentro da música. Obviamente não posso de forma alguma, aludir a mesma (Catalão) ,à grande e movimentada cidade do clip.


...Pessoas caminhando como em câmera lenta, destacando as atividades do seu dia, a correria desacelerada, proposta no vídeo.


E dentre esse desacelerar do rítmo, começa a se incendiar fragmentos da realidade, que não se deixam ser percebidos,a não ser por nós espectadores.


Elementos como um símples semáforo que dita num conturbado transito, através de um complexo sistema pré determinado, quem pode ou não atravessar ao outro lado, por um símples comando seu, o cadeado de um portão que trancado, cerceia a liberdade, prédios parques, latas de lixo, carrinho de compras abandonado, árvores, carros, postes... E diante disso as pessoas, assim como os SOAD's seguem sua rotina, como se nada estivesse alí. Elementos que o fogo nos revela, como mediadores componentes dos nossos dias. Nós solitários.


O fogo que pode ainda assumir o papel de destruidor daquilo que nós mesmos outrora construímos, que marcou a história da civilização e que possui caráter de destaque para além, para uma possível destruição. Em alguns casos, sim, aceito que há que se incendiar muitas práticas que na verdade são o vício, a fumaça toxica que tragamos do cigarro que compramos, não no sentido do cigarro em sí, mas das práticas que assumimos conosco e com os outros. Do se tratar e do tratar o outro, do consumir desmedidamente, do incendiar árvores como o piscar de olhos, adquirir atos símples de respeito com tudo, inclusive com o pedaço de chão cansado que nos tolera.


E nisso me incluo, devo aprender a queimar minhas más ações,que não sejam também como o mesmo cigarro que incendeio para contrair um câncer, que seja no sentido de expurgar de mim tudo que prejudique o que me permeia.


Caminhando me lembrava do clip e em minha mente incendiava, minha arrogância, meus medos, fantasmas, minha quietude diante do que exige de mim postura radical, minha preguiça, alguns padrões atuais, algumas opiniões que nada tem a acrescentar, preocupações como posturas ideais. Enfím,tentava fazer em cinzas pedaços que se apresentam a mim, outros que não me dou conta, desejo incendiar-los, pedaços que estagnam meu crescimento, que me isolam.


Pode ser que esse pedaços sejam o semáforo, para mim é uma opinião mediada, um conceito formado por outros que se inserem a mim, que aceitei sem intentar.

Não me sentir solitária e aceitar essa solidão que é causada por deixar que o modelo me cegue e continue cegando os que estão ao meu redor. Não calar e se limitar a mecanicamente agir da forma como se deve, e muitas vezes esse dever ser ou agir, foi conquistado por uma necessidade de liberdade agora transfigurada em libertinagem.
O que sei é que nos perdemos, me perdí em minhas solidão, mas agora não mais a quero, e vou ser o fogo que começa a atiçar, que queima a minhas e as demais vidas.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

V(eu)C ou vocêeu.. vêceu

Eu queria todo dia saudar a alegria
de não te querer.
Eu queria mais um dia
a infame fantasia
de não te conhecer.

De não ter te tido
entre os meus
confusos sentidos
entre meus desejos soluços
entre minha mente abafada de tudo.

Não ter estado inebriada
por um estado que nada fez acontecer
por nunca saber o que fazer,
não ter nada o que fazer.

Queria um dia em que pudesse
esquecer a parte de mim que contém você

Quem é você?
Um recorte que fiz
da realidade que não condiz
um ser conjunto aos demais
composto por eles
Um pedaço do mundo;

Um sorriso arrebatador,
um toque acalentador,
uma atitude compreensiva,
um espírito paciente,
um olhar penetrante em um foco só;

É uma figura,
um painel ideal
onde tento encaixar
os que se arriscam

e que me riscam
por motivos
que longe vão!

E assim carrego
em minha mente
o que serão
o que seriam
se não fosse em vão,
Pedaços que eu queria na composição.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Dias

"Tem dias que eu me sinto tão dawn". rs' uma risada amarela por traz da piada, uma piada preto e branco para fazer surgir sorrisos.
Tem dias que eu queria querer ouvir aquela voz, A voz, que mudaria o dia, ver aquela face, sentir aquela presença...
Uma, um, indefenido.
Tem dias que queria ser diferente, dispistar de mim a sombra da culpa, por ser menos que poderia, tem dias que queria surpreender, aos outros e a mim, talvez não só eu, todos tenhamos essa vontade (?)
Tem dia que nem sequer amalerado consigo sorrir, (mesmo que se meus dentes se aparecessem em um sorriso o forçariam a assim sê-lo).
Tem dias que me sinto inútil, preguiçosa, completamente desnecessária. Isso pela solidão que as vezes se mostra... por dias!
Nesses dias, tenho tido a única coragem de dizer, coisas sobre mim, mas me acovardei para as verdades do mundo, que são as que eu precisava saber.É dificil sentir o mundo, ouvir tantas vozes, tantos pensamentos, sei que é, pois difícil se torna as vezes, me ouvir.
Acabei de perceber, tem dias que contradigo a outros dias.
E tem dias que preferia noite. Que noite fosse!
Tem dias que quero colo, dias que tenho medo, sei tem os que queria fugir, os que queria voar, os que queria ser apenas uma partícila no oceano ( e me pergunto se não sou isso agora).
Tem dias que meu ser é noite!

Vírus

Por vezes tenho que me recuperar de falhas no meu sistema que permiti que fossem causadas,por  brechas abertas a vírus que se apossa primeiro dos sentidos, depois das emoções e por último se faz estímulo de minhas ações. Vírus não tão facilmente controlável, dada a fragilidade da resistencia do organismo.
Nesse estágio tudo já está perdido, é crônico, vivo em função da "virose" o olhar é de um doente, o tocar é febril, o andar é despreocupado quase a cair. E não há antídoto, nem médico que resolva. E ainda que esse estado cegue, é anestésico e não permite que se veja as chagas que já começam a surgir, nem perceber que há algo errado, que há que se tomar providências antes que se generalize pelo todo.
Haveria prevenção, me cuidar, me alimentar bem? Talvez sim.
Mas mesmo que se aplicasse depois do contágio um "remédio" a cura é mais fácil quando o "vírus" se alimentou como pôde, se saciou ,quando não mais vê vantagem nesse corpo lesado e parte enfím para um novo lugar, ou corpo, e liberta para uma possivel reestruturação e logo em seguida nova contaminação. Infelizmente é assim, se adoecer, curar-se, adoecer-se novamente!
Meu remédio, amor-proprio? Desapego´! Assim não há vírus que mexa facilmente com minhas frágeis sensações, como minhas abaladas (sempre) emoções, e que em última instância afete minhas ações, me desnorteando, tomando atitudes por mim.
Uma boa dose de auto confiança talvez, seja suficiente para impedir que novos ataques sejam sofridos. Enquanto isso! Vou tomando meus compostos e vacinas, sentindo ainda dor. E que da proxima vez, não AFETE tanto, que seja um resfriar apenas, sem vermelhídão nos olhos, talvez uma coriza de nada, sem mais dores.

sexta-feira, 26 de março de 2010

A peculiaridade de hoje (?)

Hoje quando acordei, olhei pela janela e o céu foi minha primeira alegria do dia, o sol ainda não havia nascido e o céu numa coloração alaranjada com nuvéns espalhadas ao acaso um tanto distantes umas das outras, me perdí por alguns instantes nessa visão esperando que o sol se mostrasse por inteiro em toda sua majestade. Nesse momento nada me passava pela cabeça, mas agora a pouco me peguei lembrando essas imagens ( É realmente uma pena não ter tido a oportunidade de registrar um dos amanheceres mais lindos que já ví e o anoitecer de ontem também não deixou a desejar!).
Como nem tudo "são sóis"!! Fui pra faculdade normalmente, um pouco atrasada por me permitir esse momento de deleite, e lá presenciei as mesmas coisas de sempre, a minha imperfeição acrescida à incompreensão das pessoas ao meu redor e a recíproca também é aplicável. Viajei nos pensamentos um pouco, me detive neles, me restringí sem querer a uns conteúdos exteriores à aula e assim, nessa abertura ou por vezes fechamento, pude contribuir negativamente para minha formação, pois alí deveria me ater ao conteúdo da aula. No intervalo ouví uma história que já rendeu e que ainda vai render muito! E grandes características dessa história é o desapego que algumas pessoas conseguem ter ( eu não consigo!). A despreocupação com os sentimentos dos outros em detrimento de suas próprias sensações ( um mal de nossa geração, apesar de eu não me sentir parte dessa "surubagem") esse tipo de historia se ouve e se vive todos os dias, a cada piscar de olhos.
Voltei para casa, fiz as coisas que me é de costume em minha rotina, senti por vezes, um deslocamento de meu eu, como se não estivesse ali, senti muitas saudades de quem amo, e de quem ainda não amei medo de minhas ações, determinantes de quem serei, alegria por ter superado em partes o passado e por ter forças para a cada dia curar as feridas que podem voltar a doer.
Agora à noite ao recordar meu dia sinto que poderia ter feito algo a mais para que as coisas que eu quero que aconteçam de fato acontecessem, mas que por um motivo ou outro não agi nesse sentido, talvez minha ação ajudasse, talvez piorasse, questão que me leva a pensar, sou dona do meu destino ou estou determinada a ele, quer ele seja como for? Olhei pela janela novamente, (afinal isso se tornou um hábito constante) não vi a lua, como posso terminar meu dia sem ver a lua? Mas talvez isso tenha se dado pelo estado extremo de grandeza do sol, não há lugar no universo para a magnificência de dois elementos. Rs’ (onde estará meu esplendoroso sol?) , não costumo planejar os dias, nem esperar muito deles, mas o que espero é que seja melhor que hoje e que se isso realmente existir, forças do destino, conspirem ao meu favor /risos/, talvez se alguém gastar de seu precioso tempo lendo esse texto cansativo e sem sentido, a essa altura pense, a autora não pensa em agir por sua própria conta? Respondo, todos nós ansiamos pela ascensão eu não sou diferente, e diante de minhas possibilidades modifico minha realidade, de acordo com minhas forças, ( que são quase nada diante do universo e das circunstancias de nossas vidas.) almejo o crescimentos e subo meus degraus, um de cada vez para que não me precipite e tropece quando tentar dar um salto da ordem.


domingo, 21 de março de 2010

vidaminha!

Quem me dera ter te apagado dos meus sonhos, vida minha!
Quem me dera esta última brisa de verão ter te apagado da minha vida.
Como poderia esquecer aqueles beijos, vida minha!
Se estão gravados em minha pele, memória traidora,
quando penso que te esquecí o brilho dos teus olhos está nas estrelas
e a imensidão do seu sorriso para além do horizonte que vejo da minha janela.
Lembro seu gosto sem te sentir, tua presença sem que esteja, vida minha!
Pois você vai sempre estar em mim!
Os anos estão passando e a sua presença ausente está me matando, vida minha!
Tentei como num jogo de peças te substituir,
mas em um milhão de vezes tive a confirmação,
só você cabe em mim.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sem tidos





Mais uma vez o sentimento de vazio, de oco

de mente vazia, de coração, alma e corpo

A anestesia dolorosa da inércia,

o estar não estando entre a gente.



Um sorriso sem conteúdo

ou ainda sem sentido,

pelo não compreender realmente o mundo.



Como um gão de areia no imenso mundo

um insignificante gão de areia,

que não sabe ao certo porquê está alí.



Pra que serve um grão de areia?

Para estar com outros?

Não sei onde é minha praia!



Um pedaço de uma saudade

que não diz a que vêm,

saudade do conhecido e do desconhecido

do que passou mas não foi!



Na verdade sou como uma pluma no ar

que de longe é bela, mas não tem um motivo para alí estar,

encanta mas não é fixa é fluida e se esvai

não estará sempre bela no ar

no solo não vai ser a mesma, não será mais graciosa,

logo não será querida.



Como algo que perde o sentido, sempre...

grão, chão, areia, pluma...

e que será qualquer coisa depois,

depois de alguma coisa!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Flor frágil

Existem algumas flores pelo caminho,
mas elas são tão frageis, o tempo
o implacavel tempo, há de destruir
as odoriferas flores
as nobres flores do caminho.
Sim!! Restam poucas flores pelo caminho
e em torno delas há espinhos
pobres flores...
sangram, atingidas pelos espinhos.
Uma única flor ornamenta agora o caminho
mas logo alguem ao colhe-la
punge-lhe um fatídico fim
sem seiva, secará prematuramente.
Flores... belas e trágicas em seu fim

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

beijo do destino

Quero um beijo do destino
Mais um para eu amar...
Impossível, imprevisível...
E que gosta de me enganar

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Me perdoe!

Eu só queria que você me perdoasse
por ter entrado em tua vida
naquele dia, sem sentido
de uma forma, sem motivo
e continuar sendo algo
que não tem porque, que não tem existido,
continuar sendo o fantasma
que assombra sua vida
nesse seu mundo prazeroso

não quero ser o eco choroso
do seu sorriso
ou algo a se lamentar,
não guarde remorsos, nem pena
não preciso deles,
só peço que me perdoe
por ser uma péssima distração
não sei atuar!

E não faça de conta que nunca existi
Porque no fundo o esforço para esquecer
E a vontade de lembrar
E me perdoe por não ser ou estar por ai!

dez_interessantes

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