sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Me perdoe!

Eu só queria que você me perdoasse
por ter entrado em tua vida
naquele dia, sem sentido
de uma forma, sem motivo
e continuar sendo algo
que não tem porque, que não tem existido,
continuar sendo o fantasma
que assombra sua vida
nesse seu mundo prazeroso

não quero ser o eco choroso
do seu sorriso
ou algo a se lamentar,
não guarde remorsos, nem pena
não preciso deles,
só peço que me perdoe
por ser uma péssima distração
não sei atuar!

E não faça de conta que nunca existi
Porque no fundo o esforço para esquecer
E a vontade de lembrar
E me perdoe por não ser ou estar por ai!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Se fosse importante não estaria só.
Não estaria com muitos e só!
Se soubesse o que realmente vale a pena,
se fizesses com que valesse ...

a fundo.. quem são as pessoas?
são os momentos que as fazem?
E se não fores parte desses momentos?

sábado, 2 de janeiro de 2010

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

[...] Ou [.] ?

Lá estava ele oitenta e alguns tombos, não serei injusta foram mais tombos quanto mais agora! Mas é certo que também se levantou muitas vezes dessa escada que agora ele peleja em subir, na verdade, como o vejo, não sobe escada alguma, anda lentamente pelas ruas e também é lento seu olhar até porque, seus olhos custam a ver os velhos conhecidos e também os não conhecidos mas que desde que se entendem por gente o conhecem e reconhecem, dificuldade no andar, no falar, quando fala por vezes tosse uma tosse aguda e pensa em se retirar do local para que não incomode ninguém, mas logo: “incomodar? O mundo é que me incomoda, com sua velocidade e suas regras que me impõem limitações!” Mas a experiência o ensinou sobre paciência, com a qual percebe que a vida lhe sorriu outrora e que ainda lança olhares ternos a ele, de vez em quando, por isso segue, esperando algo que pode não tardar, mas que pode também demorar e somado as dores no seu corpo se tornar um sentimento de morte em vida.
Ao andar pela rua, não espera pena, e sim respeito, sabe sobre a mudança das eras, das gerações, a sente em nervos a flor da pele, sente a hostilidade da impaciente juventude e a rejeição muitas vezes vinda dos seus, é uma espécie de mix ambulante, aprendeu muitas coisas, em um certo intervalo de tempo, mas a sua inacessibilidade aos meios de transmissão do seu conhecimento impedem que ele o transfira, talvez até a mascara que agora jaz em sua face o afaste da atual geração impingindo em si um desuso, pois não está mais dentro do padrão aceitável é retrogrado, ultrapassado. Mas ainda assim consegue ver o mundo com calma.
Não trato de outra coisa senão de um idoso qualquer que vi andar pelas ruas, ele caminhava só, muitos já não podem fazer isso, não são coisas da idade são as durezas da vida, a forma como expusera seu corpo para a convivência, (sobrevivência é melhor) . Alguns já não apresentam os calos nas mãos e sim uma pele fina que a qualquer arranhão sangra, muitos tem diabetes e tantas outras... Eles choram, sorriem, tem lembranças, exceto pelos afetados pelo Alzheimer, viveram como cada um de nós, eles amaram, mas agora tem ainda desejos e um corpo fraco, mas uma alma rica. Muitos acabam ( ou terminam seu processo de definhamento) em asilos, que por mais humanos, acolhedores e outras “qualidades” tiram o idoso de seu lar, de seu mais de meio século de produção, e mesmo que seja por opção deles, é sim doloroso estar longe do que se viu construir e mais ainda saber que não se tem forças para manter, seja um bem material , ou a família, os poucos amigos que restam. Envelhecer é ganhar e perder! É ter conhecimento mas não ter tempo ou forças para usá-lo, é ter experiências de vida que encontram barreiras nas tentativas de serem transmitidas!
Envelhecer requer paciência, como no processo de aprender, assim como em todas as fases da vida, uma nova etapa com muitas barreiras, e como na infância, ou na adolescência ... é sempre aprender, é precisar de amparo! Por mais que se aprenda com a vida, as boas emoções são necessárias a vida toda e em toda ela se sofre com as más, o apoio a assistência podem tornar cada dia, não como uma espera para algo ruim, como o cair da escada da vida, mas como mais um degrau na escada vencida com persistência.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Quando nos colocam em perigo!! hahahahah

Em uma tarde de domingo...
Após o almoço e também após tentar, inutilmente, ficar acordada para estudar e claro me render àquele soninho bom,no auge de um sonho qualquer que não me lembro, ouço ao longe uma voz feminina chamar:"Reginaaallldo", e eu nem ai!!
Ouví uma porta abrir, e ela continua ::"Reginaaallldo vâmo!"... e eu nem ai!! E isso se repetiu por mais ou menos duas vezes... De repente...
Abre-se a porta do meu quarto... E eu nem ai.... MENTIRA.. Fiquei em choque, uma velha loira me olhando e eu... parecia mesmo não estar nem ai.. não me movia, ela fechou a porta e eu... ESTATICA!! E ela continuou.. ::"Reginaaallldo cadê você vâmo..." Até que uma boa alma (era uma pessoa msm) que estava no outro quarto encontrou a perdidona e disse,você está casa errada! Dai ela se desculpou e saiu rindo... Aí eu agí... Rí!!

O FATO: haviam esquecido o portão destrancado...
A CONCLUSÃO: Duas casas iguais uma do lado da outra confundem velhas (ou será q era pq ela era loira.. hahaha tá parei!)
AS SUPOSIÇÕES: São muitas não caberiam aqui!! não resisto vou colocar uma.. poderia ser uma também possivel namorada da boa alma que jazia no outro quarto!

MORAL DA HISTORIA: as coisas mais estranhas acontecem quando vc não está nem aí!

CONCLUSÃO: foi tenso!!

sábado, 21 de novembro de 2009

...

O que faz com que em uma pequena fração de dias nosso humor se altere? E que querendo verificar se é mais uma mudança que logo volta ao normal,se espere,até que se perceba que é em vão, foi uma situação, uma condição que se instalou que por mais que se movam as lágrimas, e as decepções, não vai mudar.Que não há palavra de consolo, que em sí lá no fundo essa tristeza vai permanecer. O que fazer quando ao olhar no espelho não há nada de seu agrado, quando ao olhar ao redor se vê indigna da beneficiência dos outros, quando tudo parece grande e difícil demais, quando tudo que te pertence parece não ser seu? Quando se perde noção de tempo e espaço?
O que fazer quando não se pode tomar decisões, pois não se pode perceber qual caminho é melhor?
O que fazer agora?

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

"O amor é nosso estado natural quando não optamos pela dor, pelo medo ou pela culpa."
[...]

dez_interessantes

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