Existem algumas flores pelo caminho,
mas elas são tão frageis, o tempo
o implacavel tempo, há de destruir
as odoriferas flores
as nobres flores do caminho.
Sim!! Restam poucas flores pelo caminho
e em torno delas há espinhos
pobres flores...
sangram, atingidas pelos espinhos.
Uma única flor ornamenta agora o caminho
mas logo alguem ao colhe-la
punge-lhe um fatídico fim
sem seiva, secará prematuramente.
Flores... belas e trágicas em seu fim
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
beijo do destino
Quero um beijo do destino
Mais um para eu amar...
Impossível, imprevisível...
E que gosta de me enganar
Mais um para eu amar...
Impossível, imprevisível...
E que gosta de me enganar
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
LEVEZA DO "MEU" SER..
Flutuo parida de sonhos
em belos cristais de luz
ao soneto de uma música
que ainda não traduz
o doce universo,
como um livro que
se abre ao contato
do sol,
onde os olhos brilham
de emoção ao ver
as rosas que ainda
não abriram,
de primavera antecipada
neste verão guardado
em suores...
São recordações de
dias vividos num
romantismo em que
o pensamento dá voltas
girando no mesmo lugar,
visitando poemas antigos,
na beira do rio que passa
cantando águas cristalinas
feito colar de moça bonita...
Coração bate solto
igual sino de Igreja,
embargado em suspiro
ouvindo música suave
de anjos com asas quebradas,
das torres castelares,
onde meus sonhos construo...
Leveza do meu ser,
fantasio caminhos
entre flores e borboletas
que enfeitam os jardins
de meus dias...
Vivo acariciando a vida,
emocionada com as tardes
de um dia de verão...
Assim, a cada passo
colho um tempo de delicadeza,
um monte de incertezas
no silêncio dos ventos...
Nessa colheita de palavras
vou acasalando versos,
pelas manhãs,
exibindo colibris febris
fazendo canteiros
com a nostalgia,
" de mim "...
dedete
Publicado no Recanto das Letras em 28/01/2010
Código do texto: T2055448
Me perdoe!
Eu só queria que você me perdoasse
por ter entrado em tua vida
naquele dia, sem sentido
de uma forma, sem motivo
e continuar sendo algo
que não tem porque, que não tem existido,
continuar sendo o fantasma
que assombra sua vida
nesse seu mundo prazeroso
não quero ser o eco choroso
do seu sorriso
ou algo a se lamentar,
não guarde remorsos, nem pena
não preciso deles,
só peço que me perdoe
por ser uma péssima distração
não sei atuar!
E não faça de conta que nunca existi
Porque no fundo o esforço para esquecer
E a vontade de lembrar
E me perdoe por não ser ou estar por ai!
por ter entrado em tua vida
naquele dia, sem sentido
de uma forma, sem motivo
e continuar sendo algo
que não tem porque, que não tem existido,
continuar sendo o fantasma
que assombra sua vida
nesse seu mundo prazeroso
não quero ser o eco choroso
do seu sorriso
ou algo a se lamentar,
não guarde remorsos, nem pena
não preciso deles,
só peço que me perdoe
por ser uma péssima distração
não sei atuar!
E não faça de conta que nunca existi
Porque no fundo o esforço para esquecer
E a vontade de lembrar
E me perdoe por não ser ou estar por ai!
sábado, 23 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
[...] Ou [.] ?
Lá estava ele oitenta e alguns tombos, não serei injusta foram mais tombos quanto mais agora! Mas é certo que também se levantou muitas vezes dessa escada que agora ele peleja em subir, na verdade, como o vejo, não sobe escada alguma, anda lentamente pelas ruas e também é lento seu olhar até porque, seus olhos custam a ver os velhos conhecidos e também os não conhecidos mas que desde que se entendem por gente o conhecem e reconhecem, dificuldade no andar, no falar, quando fala por vezes tosse uma tosse aguda e pensa em se retirar do local para que não incomode ninguém, mas logo: “incomodar? O mundo é que me incomoda, com sua velocidade e suas regras que me impõem limitações!” Mas a experiência o ensinou sobre paciência, com a qual percebe que a vida lhe sorriu outrora e que ainda lança olhares ternos a ele, de vez em quando, por isso segue, esperando algo que pode não tardar, mas que pode também demorar e somado as dores no seu corpo se tornar um sentimento de morte em vida.
Ao andar pela rua, não espera pena, e sim respeito, sabe sobre a mudança das eras, das gerações, a sente em nervos a flor da pele, sente a hostilidade da impaciente juventude e a rejeição muitas vezes vinda dos seus, é uma espécie de mix ambulante, aprendeu muitas coisas, em um certo intervalo de tempo, mas a sua inacessibilidade aos meios de transmissão do seu conhecimento impedem que ele o transfira, talvez até a mascara que agora jaz em sua face o afaste da atual geração impingindo em si um desuso, pois não está mais dentro do padrão aceitável é retrogrado, ultrapassado. Mas ainda assim consegue ver o mundo com calma.
Não trato de outra coisa senão de um idoso qualquer que vi andar pelas ruas, ele caminhava só, muitos já não podem fazer isso, não são coisas da idade são as durezas da vida, a forma como expusera seu corpo para a convivência, (sobrevivência é melhor) . Alguns já não apresentam os calos nas mãos e sim uma pele fina que a qualquer arranhão sangra, muitos tem diabetes e tantas outras... Eles choram, sorriem, tem lembranças, exceto pelos afetados pelo Alzheimer, viveram como cada um de nós, eles amaram, mas agora tem ainda desejos e um corpo fraco, mas uma alma rica. Muitos acabam ( ou terminam seu processo de definhamento) em asilos, que por mais humanos, acolhedores e outras “qualidades” tiram o idoso de seu lar, de seu mais de meio século de produção, e mesmo que seja por opção deles, é sim doloroso estar longe do que se viu construir e mais ainda saber que não se tem forças para manter, seja um bem material , ou a família, os poucos amigos que restam. Envelhecer é ganhar e perder! É ter conhecimento mas não ter tempo ou forças para usá-lo, é ter experiências de vida que encontram barreiras nas tentativas de serem transmitidas!
Envelhecer requer paciência, como no processo de aprender, assim como em todas as fases da vida, uma nova etapa com muitas barreiras, e como na infância, ou na adolescência ... é sempre aprender, é precisar de amparo! Por mais que se aprenda com a vida, as boas emoções são necessárias a vida toda e em toda ela se sofre com as más, o apoio a assistência podem tornar cada dia, não como uma espera para algo ruim, como o cair da escada da vida, mas como mais um degrau na escada vencida com persistência.
Ao andar pela rua, não espera pena, e sim respeito, sabe sobre a mudança das eras, das gerações, a sente em nervos a flor da pele, sente a hostilidade da impaciente juventude e a rejeição muitas vezes vinda dos seus, é uma espécie de mix ambulante, aprendeu muitas coisas, em um certo intervalo de tempo, mas a sua inacessibilidade aos meios de transmissão do seu conhecimento impedem que ele o transfira, talvez até a mascara que agora jaz em sua face o afaste da atual geração impingindo em si um desuso, pois não está mais dentro do padrão aceitável é retrogrado, ultrapassado. Mas ainda assim consegue ver o mundo com calma.
Não trato de outra coisa senão de um idoso qualquer que vi andar pelas ruas, ele caminhava só, muitos já não podem fazer isso, não são coisas da idade são as durezas da vida, a forma como expusera seu corpo para a convivência, (sobrevivência é melhor) . Alguns já não apresentam os calos nas mãos e sim uma pele fina que a qualquer arranhão sangra, muitos tem diabetes e tantas outras... Eles choram, sorriem, tem lembranças, exceto pelos afetados pelo Alzheimer, viveram como cada um de nós, eles amaram, mas agora tem ainda desejos e um corpo fraco, mas uma alma rica. Muitos acabam ( ou terminam seu processo de definhamento) em asilos, que por mais humanos, acolhedores e outras “qualidades” tiram o idoso de seu lar, de seu mais de meio século de produção, e mesmo que seja por opção deles, é sim doloroso estar longe do que se viu construir e mais ainda saber que não se tem forças para manter, seja um bem material , ou a família, os poucos amigos que restam. Envelhecer é ganhar e perder! É ter conhecimento mas não ter tempo ou forças para usá-lo, é ter experiências de vida que encontram barreiras nas tentativas de serem transmitidas!
Envelhecer requer paciência, como no processo de aprender, assim como em todas as fases da vida, uma nova etapa com muitas barreiras, e como na infância, ou na adolescência ... é sempre aprender, é precisar de amparo! Por mais que se aprenda com a vida, as boas emoções são necessárias a vida toda e em toda ela se sofre com as más, o apoio a assistência podem tornar cada dia, não como uma espera para algo ruim, como o cair da escada da vida, mas como mais um degrau na escada vencida com persistência.
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