Nostalgia!! Lindíiissima essa musica.
domingo, 21 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
choque!
Há uns três dias atrás estava vendo TV, como não podia deixar de ser, fui surpreendida com uma cena, que me horrorizou. Como não bastassem todos os nossos problemas individuais, ficamos na volta do dia interados sobre os problemas para além do nosso campo de contato ( É bom saber que os perdidos não somos apenas nós, a podridão está generalizada). Para não repetir a charlatanice de falar de política e relações externas e condutas "duvidosas" dos "cabeças" do nosso gado... Falo de uma separação, brusca, uma agressão aos direitos que nem sei se existem.
Uma verdadeira vergonha, mais uma prova do despreparo em lidar com diversidade cultural, um exemplo de como se pode ser contraditório.
Uma criança criada em um meio considerado danoso, pois está em contato direto com a rua e seus perigos, sem ir a escola regularmente como deveria, exposta a doenças, pedindo dinheiro, e sendo usada como "isca" para comover pessoas a dar-lhes dinheiro, são suposições sobre as condições da criança que foi literalmente arrancada dos braços da mãe, aos prantos de ambas, mas me resta a dúvida, estaria em melhor condição uma criança cuidada por um “abrigo”? Sem sua mãe, sem poder escolher se quer pertencer ou não à cultura de seus pais? E quanto a crianças realmente abandonadas pelas mães? Não seriam com essas crianças que se deveria ter uma relação semelhante, de “tomar conta”?
Essas medidas me parecem muito mais uma forma desesperada de acabar com a mendicância, e além de tudo, evidenciam uma desarticulação das partes desse sistema de extermínio da vergonhosa “pobreza”, pois não executou de forma silenciosa esse plano maquiado, deixou vazar para além de seus tapetes a sujeira que tentam esconder silenciosamente.
E mais uma pergunta me fica, onde estão os direitos, da mãe e da criança, de estar juntos? É adequado considerar as características da cultura dessa mãe nociva à criança? E não tentar por algum meio garantir esse contanto de forma que não prejudique a criança, uma intervenção de profissionais que ajudassem na criação dessa(s) crianças (talvez agora tenha sido visionária demais!) Ou ainda, é justo tirar de mãe e filha o contato, sem saber, ou ter uma justificativa comprovada, bem fundamentada?
Uma verdadeira vergonha, mais uma prova do despreparo em lidar com diversidade cultural, um exemplo de como se pode ser contraditório.
Uma criança criada em um meio considerado danoso, pois está em contato direto com a rua e seus perigos, sem ir a escola regularmente como deveria, exposta a doenças, pedindo dinheiro, e sendo usada como "isca" para comover pessoas a dar-lhes dinheiro, são suposições sobre as condições da criança que foi literalmente arrancada dos braços da mãe, aos prantos de ambas, mas me resta a dúvida, estaria em melhor condição uma criança cuidada por um “abrigo”? Sem sua mãe, sem poder escolher se quer pertencer ou não à cultura de seus pais? E quanto a crianças realmente abandonadas pelas mães? Não seriam com essas crianças que se deveria ter uma relação semelhante, de “tomar conta”?
Essas medidas me parecem muito mais uma forma desesperada de acabar com a mendicância, e além de tudo, evidenciam uma desarticulação das partes desse sistema de extermínio da vergonhosa “pobreza”, pois não executou de forma silenciosa esse plano maquiado, deixou vazar para além de seus tapetes a sujeira que tentam esconder silenciosamente.
E mais uma pergunta me fica, onde estão os direitos, da mãe e da criança, de estar juntos? É adequado considerar as características da cultura dessa mãe nociva à criança? E não tentar por algum meio garantir esse contanto de forma que não prejudique a criança, uma intervenção de profissionais que ajudassem na criação dessa(s) crianças (talvez agora tenha sido visionária demais!) Ou ainda, é justo tirar de mãe e filha o contato, sem saber, ou ter uma justificativa comprovada, bem fundamentada?
O fato, é que agora mãe e filha voltaram a estar juntas, retornarão para uma casa numa cidade ( ciganos tem casas para estar de acordo com a assistência social!) e viverão por um tempo sendo acompanhadas, desagregadas do convívio com os elementos de sua cultura.
Lamento estar falando sem conhecimento adequado, tanto desses casos de complicação familiar diante da justiça, pois remete a risco de algum indivíduo da mesma, quanto da cultura cigana e das atitudes consideradas “erradas” desse povo (mitos talvez!). Mas não me coloco cega, surda e muda e mesmo pouco entendendo, me inquieto, em outros casos também, mas a permanência de um assunto “em discussão” na mídia leva a saturação, e quero evitar fazer parte dos papagaios que repetem e repetem incansavelmente, a despeito de nossos ouvidos blindados a tal repetição.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Sem tidos
Mais uma vez o sentimento de vazio, de oco
de mente vazia, de coração, alma e corpo
A anestesia dolorosa da inércia,
o estar não estando entre a gente.
Um sorriso sem conteúdo
ou ainda sem sentido,
pelo não compreender realmente o mundo.
Como um gão de areia no imenso mundo
um insignificante gão de areia,
que não sabe ao certo porquê está alí.
Pra que serve um grão de areia?
Para estar com outros?
Não sei onde é minha praia!
Um pedaço de uma saudade
que não diz a que vêm,
saudade do conhecido e do desconhecido
do que passou mas não foi!
Na verdade sou como uma pluma no ar
que de longe é bela, mas não tem um motivo para alí estar,
encanta mas não é fixa é fluida e se esvai
não estará sempre bela no ar
no solo não vai ser a mesma, não será mais graciosa,
logo não será querida.
Como algo que perde o sentido, sempre...
grão, chão, areia, pluma...
e que será qualquer coisa depois,
depois de alguma coisa!
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Quem já tocou o amor?
Quem já tocou o amor pelo sabor do gesto?
Sentiu na boca o som? Mordeu fundo a maçã?
Na casca, a vida vem tão doce e tão modesta
Quem se perdeu de si?
Eu já toquei o amor pelo sabor do gesto
Confesso que perdi, me diz quantos se vão?
Paixões passam por mim, amores que têm pressa
Vão se perder em si
Se o amor durou demais, bebeu nas suas veias
Seus beijos de mentira não chegam muito longe
Paixões correm por mim, são só suaves febres
Seus beijos mais gentis derretem pela neve
Pra que tocar o amor pelo sabor do gesto
Se o gosto da maçã vem sempre indigesto?
Amarga essa canção, os dias e o resto
Se perde como um grão
Mas se eu ousar amar pelo sabor do gesto
Te empresto da maçã, vai junto o coração
Esquece o que eu não fiz
Te sirvo o bom da festa
De um jeito mais feliz
Paixões correm por mim, eu sei tudo de cor
carinho sem querer me cansa e me dói
Se o amor vem pra ficar, faz tudo mais bonito
Me basta ter na mão e o corpo tem razão
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
poema gótico
E no momento sepulcral
Do enterro do meu corpo
Encontrarei a paz afinal
pois enfim estarei morto
De que me vale a juventude
Se a desperdiço pensando
Jovem sem atitude
Por pensar demais vai definhando
Sinto falta do que nunca tive
Quero coisas que nunca vi
Conheço lugares onde nunca estive
Sinto saudades de um tempo que não vivi
A dor e a angústia me consomem
Desespero maior não existe
Como pode alguém tão jovem
Dizer palavras tão tristes
O sombrio cemitério
E seu aspecto mortuário
É o fúnebre império
Do coveiro solitário
Eu sou a vida e a morte
Ambas habitam minha mente
Não sou fraco, nem sou forte
Sou simplesmente diferente
Minha vida é cheia de sonhos
Que nunca se tornam realidade
Minha mente é povoada de demônios
Sou vítima de minha insanidade
Não notarão quando eu houver partido
Pois morrerei uma morte sem sentido
Como se eu nunca tivesse existido
Eu morrerei, porém sem nunca ter vivido
Estas figuras angelicais,
Que compõem esta doce paisagem,
Não estragarei mais,
Com minha sombria imagem.
Sonhei com você noite passada
Mas sonhos não valem nada
Pois sonhos são pura ilusão
E na vida sempre predomina a razão.
A pedido de Roberto!
Se eu fosse...
Se eu fosse um blues,
te mandava embora
Se eu fosse um samba,
esperava a aurora
Se eu fosse um jazz,
improvisava o amor
Se eu fosse um forró,
sacudia toda dor
Se eu fosse uma valsa,
te conduzia pela vida
Se eu fosse um tango,
te empurrava pra saída
Se eu fosse um rock,
te doava minhas veias
Se eu fosse um choro,
te sorria a noite inteira
Se eu fosse um maxixe,
remexia sua libido
Se eu fosse uma canção,
te acarinhava os ouvidos
Se eu fosse uma modinha,
jurava que você vinha
Se eu fosse um Sebastian Bach,
tentava a fuga todo dia
Se eu fosse um Beethoven,
era tua a Nona Sinfonia
Se eu fosse letra de música
Fazia uma rima única
E no final de um verso chinfrim
Cantava você pra mim…
te mandava embora
Se eu fosse um samba,
esperava a aurora
Se eu fosse um jazz,
improvisava o amor
Se eu fosse um forró,
sacudia toda dor
Se eu fosse uma valsa,
te conduzia pela vida
Se eu fosse um tango,
te empurrava pra saída
Se eu fosse um rock,
te doava minhas veias
Se eu fosse um choro,
te sorria a noite inteira
Se eu fosse um maxixe,
remexia sua libido
Se eu fosse uma canção,
te acarinhava os ouvidos
Se eu fosse uma modinha,
jurava que você vinha
Se eu fosse um Sebastian Bach,
tentava a fuga todo dia
Se eu fosse um Beethoven,
era tua a Nona Sinfonia
Se eu fosse letra de música
Fazia uma rima única
E no final de um verso chinfrim
Cantava você pra mim…
A história de Lili Braun
Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom
Ele me comi a
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz
E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão
Foi desde então ficando flou
Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilingüindo toda
Ao som do blues
Abusou do scoth
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris
E voltou
No derradeiro show
Com dez poe mas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê
Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz
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