"Tem dias que eu me sinto tão dawn". rs' uma risada amarela por traz da piada, uma piada preto e branco para fazer surgir sorrisos.
Tem dias que eu queria querer ouvir aquela voz, A voz, que mudaria o dia, ver aquela face, sentir aquela presença...
Uma, um, indefenido.
Tem dias que queria ser diferente, dispistar de mim a sombra da culpa, por ser menos que poderia, tem dias que queria surpreender, aos outros e a mim, talvez não só eu, todos tenhamos essa vontade (?)
Tem dia que nem sequer amalerado consigo sorrir, (mesmo que se meus dentes se aparecessem em um sorriso o forçariam a assim sê-lo).
Tem dias que me sinto inútil, preguiçosa, completamente desnecessária. Isso pela solidão que as vezes se mostra... por dias!
Nesses dias, tenho tido a única coragem de dizer, coisas sobre mim, mas me acovardei para as verdades do mundo, que são as que eu precisava saber.É dificil sentir o mundo, ouvir tantas vozes, tantos pensamentos, sei que é, pois difícil se torna as vezes, me ouvir.
Acabei de perceber, tem dias que contradigo a outros dias.
E tem dias que preferia noite. Que noite fosse!
Tem dias que quero colo, dias que tenho medo, sei tem os que queria fugir, os que queria voar, os que queria ser apenas uma partícila no oceano ( e me pergunto se não sou isso agora).
Tem dias que meu ser é noite!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Vírus
Por vezes tenho que me recuperar de falhas no meu sistema que permiti que fossem causadas,por brechas abertas a vírus que se apossa primeiro dos sentidos, depois das emoções e por último se faz estímulo de minhas ações. Vírus não tão facilmente controlável, dada a fragilidade da resistencia do organismo.
Nesse estágio tudo já está perdido, é crônico, vivo em função da "virose" o olhar é de um doente, o tocar é febril, o andar é despreocupado quase a cair. E não há antídoto, nem médico que resolva. E ainda que esse estado cegue, é anestésico e não permite que se veja as chagas que já começam a surgir, nem perceber que há algo errado, que há que se tomar providências antes que se generalize pelo todo.
Haveria prevenção, me cuidar, me alimentar bem? Talvez sim.
Mas mesmo que se aplicasse depois do contágio um "remédio" a cura é mais fácil quando o "vírus" se alimentou como pôde, se saciou ,quando não mais vê vantagem nesse corpo lesado e parte enfím para um novo lugar, ou corpo, e liberta para uma possivel reestruturação e logo em seguida nova contaminação. Infelizmente é assim, se adoecer, curar-se, adoecer-se novamente!
Meu remédio, amor-proprio? Desapego´! Assim não há vírus que mexa facilmente com minhas frágeis sensações, como minhas abaladas (sempre) emoções, e que em última instância afete minhas ações, me desnorteando, tomando atitudes por mim.
Uma boa dose de auto confiança talvez, seja suficiente para impedir que novos ataques sejam sofridos. Enquanto isso! Vou tomando meus compostos e vacinas, sentindo ainda dor. E que da proxima vez, não AFETE tanto, que seja um resfriar apenas, sem vermelhídão nos olhos, talvez uma coriza de nada, sem mais dores.
Nesse estágio tudo já está perdido, é crônico, vivo em função da "virose" o olhar é de um doente, o tocar é febril, o andar é despreocupado quase a cair. E não há antídoto, nem médico que resolva. E ainda que esse estado cegue, é anestésico e não permite que se veja as chagas que já começam a surgir, nem perceber que há algo errado, que há que se tomar providências antes que se generalize pelo todo.
Haveria prevenção, me cuidar, me alimentar bem? Talvez sim.
Mas mesmo que se aplicasse depois do contágio um "remédio" a cura é mais fácil quando o "vírus" se alimentou como pôde, se saciou ,quando não mais vê vantagem nesse corpo lesado e parte enfím para um novo lugar, ou corpo, e liberta para uma possivel reestruturação e logo em seguida nova contaminação. Infelizmente é assim, se adoecer, curar-se, adoecer-se novamente!
Meu remédio, amor-proprio? Desapego´! Assim não há vírus que mexa facilmente com minhas frágeis sensações, como minhas abaladas (sempre) emoções, e que em última instância afete minhas ações, me desnorteando, tomando atitudes por mim.
Uma boa dose de auto confiança talvez, seja suficiente para impedir que novos ataques sejam sofridos. Enquanto isso! Vou tomando meus compostos e vacinas, sentindo ainda dor. E que da proxima vez, não AFETE tanto, que seja um resfriar apenas, sem vermelhídão nos olhos, talvez uma coriza de nada, sem mais dores.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Os Insetos Interiores - O Teatro Mágico
A metamorfose ou Os insetos interiores ou O processo
Notas de um observador:
Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.
A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se
A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.
Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
mel[o]drama (lê-se:meu drama)
Hoje tenho que crescer sem as hastes, sem estacas de sustentação, tenho que conseguir meus nutrientes da terra e não esperar que eles venham de qualquer lugar. Hoje é como se fosse um daqueles 31 de dezembro, em que se fazem promessas e planos de uma vida diferente, um belíssimo projeto de vida.
A verdade é que hoje caí, e lesei todos os esquemas já aprendidos, a partir de agora terei que aprender a andar novamente, me locomover, sorrir... bom, chorar já sei! Vou ter que aprender a buscar o que quero, o que preciso, sem intermediários como antes. Sou uma pessoa inválida e só!
Não, não é tão alarmante assim! Mas dentro de mim, é o que sinto, tudo isso por me sentir inquieta diante da inquisição, das interrogações acusatórias que me são dirigidas, por (apesar de ter feito analogia a um vegetal) não estar estática diante do que me vem e seguir as regras impostas por essa troca, eu cresço, eu penso, sou crítica sim, e não nego que minha naturalidade está em me defender, animalidade, a melhor defesa é o ataque e isso um ser não racional é capaz de nos mostrar.
Quem é mais racional, um homem que tira o outro do sério, logo, o priva de razão, ou o infeliz que perdeu o sentido, o bom senso? Não tenho resposta, mas já senti isso.
Bom, sem respostas vou levar o meu barquinho nessas águas de tormenta, há que se navegar mesmo sem saber em que mar, se desvendar o além, se nortear pelas estrelas, e tentar viver com o nada, até quando puder, até o acaso nos mostrar terra firme a frente!
Posso demorar quinze anos para percorrer um caminho que demoraria cinco, mas vou fazer como quero, sem ter que ser investigada, se errar vou saber onde, vou poder escolher, e ter clareza das minhas opções, não vou simplesmente ouvir e seguir. Talvez isso seja um erro, mas vou pagar o preço.
sexta-feira, 26 de março de 2010
A peculiaridade de hoje (?)
Hoje quando acordei, olhei pela janela e o céu foi minha primeira alegria do dia, o sol ainda não havia nascido e o céu numa coloração alaranjada com nuvéns espalhadas ao acaso um tanto distantes umas das outras, me perdí por alguns instantes nessa visão esperando que o sol se mostrasse por inteiro em toda sua majestade. Nesse momento nada me passava pela cabeça, mas agora a pouco me peguei lembrando essas imagens ( É realmente uma pena não ter tido a oportunidade de registrar um dos amanheceres mais lindos que já ví e o anoitecer de ontem também não deixou a desejar!).
Como nem tudo "são sóis"!! Fui pra faculdade normalmente, um pouco atrasada por me permitir esse momento de deleite, e lá presenciei as mesmas coisas de sempre, a minha imperfeição acrescida à incompreensão das pessoas ao meu redor e a recíproca também é aplicável. Viajei nos pensamentos um pouco, me detive neles, me restringí sem querer a uns conteúdos exteriores à aula e assim, nessa abertura ou por vezes fechamento, pude contribuir negativamente para minha formação, pois alí deveria me ater ao conteúdo da aula. No intervalo ouví uma história que já rendeu e que ainda vai render muito! E grandes características dessa história é o desapego que algumas pessoas conseguem ter ( eu não consigo!). A despreocupação com os sentimentos dos outros em detrimento de suas próprias sensações ( um mal de nossa geração, apesar de eu não me sentir parte dessa "surubagem") esse tipo de historia se ouve e se vive todos os dias, a cada piscar de olhos.
Voltei para casa, fiz as coisas que me é de costume em minha rotina, senti por vezes, um deslocamento de meu eu, como se não estivesse ali, senti muitas saudades de quem amo, e de quem ainda não amei medo de minhas ações, determinantes de quem serei, alegria por ter superado em partes o passado e por ter forças para a cada dia curar as feridas que podem voltar a doer.
Agora à noite ao recordar meu dia sinto que poderia ter feito algo a mais para que as coisas que eu quero que aconteçam de fato acontecessem, mas que por um motivo ou outro não agi nesse sentido, talvez minha ação ajudasse, talvez piorasse, questão que me leva a pensar, sou dona do meu destino ou estou determinada a ele, quer ele seja como for? Olhei pela janela novamente, (afinal isso se tornou um hábito constante) não vi a lua, como posso terminar meu dia sem ver a lua? Mas talvez isso tenha se dado pelo estado extremo de grandeza do sol, não há lugar no universo para a magnificência de dois elementos. Rs’ (onde estará meu esplendoroso sol?) , não costumo planejar os dias, nem esperar muito deles, mas o que espero é que seja melhor que hoje e que se isso realmente existir, forças do destino, conspirem ao meu favor /risos/, talvez se alguém gastar de seu precioso tempo lendo esse texto cansativo e sem sentido, a essa altura pense, a autora não pensa em agir por sua própria conta? Respondo, todos nós ansiamos pela ascensão eu não sou diferente, e diante de minhas possibilidades modifico minha realidade, de acordo com minhas forças, ( que são quase nada diante do universo e das circunstancias de nossas vidas.) almejo o crescimentos e subo meus degraus, um de cada vez para que não me precipite e tropece quando tentar dar um salto da ordem.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Delirious
00:50
Lana~~> Éh!! Vou dormir.. pq... até a lua ja foi dormir!!
Karine~~> an? ( na verdade ela fez uma cara de an?)
Lana~~> Ah!! A lua não tá no céu.. Ela só pode ter ido dormir!
Lana~~> Ou ter ido namorar com o sol do outro lado do planeta!
Karine~~> Rs'!!
Lana~~> Até a lua meldels.. !! E eu ??
Lana~~> Vou dormir!
00:55 Fim!!
Lana~~> Éh!! Vou dormir.. pq... até a lua ja foi dormir!!
Karine~~> an? ( na verdade ela fez uma cara de an?)
Lana~~> Ah!! A lua não tá no céu.. Ela só pode ter ido dormir!
Lana~~> Ou ter ido namorar com o sol do outro lado do planeta!
Karine~~> Rs'!!
Lana~~> Até a lua meldels.. !! E eu ??
Lana~~> Vou dormir!
00:55 Fim!!
domingo, 21 de março de 2010
vidaminha!
Quem me dera ter te apagado dos meus sonhos, vida minha!
Quem me dera esta última brisa de verão ter te apagado da minha vida.
Como poderia esquecer aqueles beijos, vida minha!
Se estão gravados em minha pele, memória traidora,
quando penso que te esquecí o brilho dos teus olhos está nas estrelas
e a imensidão do seu sorriso para além do horizonte que vejo da minha janela.
Lembro seu gosto sem te sentir, tua presença sem que esteja, vida minha!
Pois você vai sempre estar em mim!
Os anos estão passando e a sua presença ausente está me matando, vida minha!
Tentei como num jogo de peças te substituir,
mas em um milhão de vezes tive a confirmação,
só você cabe em mim.
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