segunda-feira, 16 de julho de 2012

CaFé frio!

Esses dias em que se acorda devagar, tomando de gole em gole o café frio e velho,  esses goles são as horas com um péssimo gosto e passam numa lentidão desmotivadora.  Horas essas imaginadas já no momento do café matinal, quente e forte pensado para espantar desânimo e suas desventuras!
Esses dias são como o café frio que não se aproveita mais, sem aroma e com uma cor que engana. Tomado assim frio forte e puro, quase intragável!
São o resto do dia de ontem empurrado goela abaixo e se requentado, oxida e ganha um gosto férreo, café que se é tomado é por engano, por achar que era um novo que alguém teve a graça de fazer, ou tomado ainda pela miséria de espirito de não ter coragem de fazer outro ou de não ter mais pó, ou gás, qualquer dessas coisas das receitas do café _cada um com uma_.
Café frio que nada pode acompanhar, nada combina... café frio que nada rende, além da dor estomacal e pensamentos terríveis, sobre o ter, ser e querer, sobre a necessidade do açúcar, e de quaisquer graus de calor no líquido...

Tem sido dias a fio desse caFÉ frio!!


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Confissões de uma psicótica- Natalia Klein

Não preciso nem falar que me identifiquei com esse site e principalmente com o texto, só lamento não ser identificável o senso de humor com que o assunto é tratado! A minha psicose não deve ser tão adorável assim!

É, meu bem, não vou te enganar não. Sei do teu passado todo. E ele te condena. Li os comentários constrangedores que você postou há dez anos num fórum acerca de um possível teste de DNA para Darth Vader e Luke Skywalker, já que eles vivem no futuro e no futuro a tecnologia não pode funcionar só à base da Força. Vi sua classificação no vestibular da faculdade de medicina que você largou faz sete anos para ingressar em comunicação - de onde, aliás, você não saiu até hoje. Te vi no flog super miguxo daquela coisinha ninda adoradora da Hello Kitty que julgo (lamentavelmente) ser sua ex. E posso, inclusive, te adiantar que o peguete novo dela é mais bonito que você. Só que ele escreve errado. Você não. Sua ortografia é sempre impecável. Mesmo quando discorre sobre a saga de Star Wars. E você nunca escreveu aXxim, deXxi jeiTu fOfuxXxO.
Meu nome é Adorável Psicótica e eu sou uma xereta anônima. Xereta, com t. Caso contrário, meu problema seria outro. E eu não estaria aqui agora, escrevendo essa confissão descarada. Pode ter certeza que eu estaria fazendo algo bem mais útil e (re)produtivo. Mas, para o meu infortúnio (e talvez o seu também), cá estou. Uma xereta viciada, entregue ao submundo dos links, perdida na selva dos scrapbooks, sem lenço, sem documento - exceto a sua carteira de identidade que eu achei na internet, número 58765664-9, expedida pelo Detran. Não que eu tenha algum intuito criminoso, longe disso. Não fuço ninguém por maldade. Fuço simplesmente porque posso. Porque tenho os dedos mais rápidos do Google Earth e te encontro antes de você conseguir soletrar O-N-D-E-E-S-T-Á-W-A-L-L-Y.
Começa com uma buscazinha no orkut, uma olhada en passant pelas comunidades, pelos scraps, pelos testimonials mais calorosos. Daqui a pouco vira uma pesquisa refinada no Google, um pente fino que devassa tudo que faz de você o indivíduo complexo e subjetivo que é. Ou, pelo menos, o ser Frankenstein que eu monto no meu dossiê imaginário, encaixando as peças e tentando decifrar o indecifrável.
Porque não adianta fugir. Quem tá vivo tá no Google e mais cedo ou mais tarde vai ter seu nomezinho no histórico de buscas de outrem. No futuro que já começou (pois a festa é sua, a festa é nossa, é de quem quiser), todo mundo terá suas 15 ocorrênciazinhas de fama. Ninguém está imune.
Mas não precisa ter medo da internet (ou da Virginia Woolf). Um amigo meu tem medo do Sting. Porque o Sting vai ficar te olhando a cada passo que você der, cada palavra que você disser. Todo dia.
Então fica aí o recado para os que gostam de sair por aí comentando em blogs alheios com pseudônimos malucos ou emitindo opiniões anonimamente. Não pensem que vão se safar dessa assim tão fácil. Hei de persegui-los até as profundezas do inferno, se for preciso, mas irei encontrá-los, um a um. E quando acontecer, vou ficar só na espreita. Que nem o Sting.
I’ll be watching you.

Acessado em 23 de janeito de 2012 no site Adorável Psicose- por Natalia Klein

O gato, a bailarina e a borboleta.

Um gato, um bendito de um gato, era o que ele era, que se encantou por aquela bailarina que rodopiava em sua caixinha de música, a infeliz bailarina. Ele achava os movimentos circulares que ela fazia muito interessantes, esperava que ela mudasse de rota, acompanhava com os olhos, e a queria, armava o salto/ pulo/golpe, ela era linda, e provavelmente seria muito divertida, tão graciosamente vestida!
Mas algo o incomodava, era a música, aquela melodia tranquilizante o sedava ao mesmo tempo que o atraia, e ele não gostava disso, de repente começava a pensar o quão estaria satisfeito se capturasse a bailarina e interrompesse a musica, alguém de súbito fecha a porta por onde ele havia entrado, algo como o destino que os encerrava frente a frente, para um momento decisivo, ao que ele lança um olhar qualquer e continua a observar a bailarina e sua musica, a fascinação era grande.
 Ela percebia que ele a observava, e sentira medo, mas ao mesmo tempo gostava de saber que alguém a observava, se sentia importante, seguia seu curso, dançando ao som da musica... O gato num salto sobre a bailarina a separa de sua caixinha de musica, ela sofrera com a separação de sua dança e começava a pensar em o que seria daí para frente, mas o gato em completo gozo, desfere sutis tapinhas na bailarina tentando fazer com que a bailarina se mova, mas é inútil, ela não é nada sem sua caixa, sem sua música, sem sua dança, não tem mais a mesma graciosidade...
Uma borboleta entra pela janela_ O gato nota a presença da borboleta e se recompõem da diversão com a bailarina, persegue a livre borboleta que dá rasantes pelo ar, como que há o convidar a persegui-la, trazia o vento bom do exterior em suas asas, e as cores da vicissitude, da real vida_ A borboleta sai pela janela_ O gato de pronto segue a borboleta em um salto sorrateiro e a bailarina permanece no chão, sem sentido de ser!

terça-feira, 5 de junho de 2012

ainda aqui!

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Depois  de tanto tempo… Depois de tantos contratempos, tanto medo meu, tanta mentira tua….

Para além de achar que te odiava, de que me vingaria, de te desejar coisas ruins, além de tudo isso descobri, não posso te odiar.

Apesar disso, o que  fiz foi reviver o que achava que estava morrendo… ouvir novamente as musicas, que você faz questão de apagar da tua vida, ir aos velhos lugares, apreciar as antigas comidas… chorar… acreditar que você um dia tenha feito o que fiz por tanto tempo, e ainda faço, se importar!

Ainda vejo algumas pessoas e é inevitável não lembrar de você, é como se os gestos delas projetassem o seu sorriso na parede oposta, e a sua voz, a sua risada, seu jeito de olhar, a-que-le seu jeito de olhar…!

…Eu não tinha me dado conta, meu sentimento é maior do que deveria, até para aquela época. E isso é paradoxal por que, tenho plena certeza que você me achava estranha, sempre inquisidora, sempre nervosa, na verdade eu sou meio assim, posso, à princípio, ter passado a impressão de que não gostava de você. Só que eu não soube aproveitar o pouco tempo que eu tinha, eu no fundo sabia que você não me pertencia, e que em pouco se ausentaria, eu não fui o melhor para você… Ainda me questiono, por que, qual meu erro?

Eu não aceitei muito bem a perda, e nem a entendi… mas não há como negar, à minha maneira, te amei, e por pura idiotice, falta de vergonha e amor proprio ainda te amo, com toda minha força, e é tão doloroso não saber mais nada, e ficar pensando sobre como alguem pode estar te fazendo feliz. É tão ruim acordar e saber que vou findar o dia sem o mais lindo sol, que é o teu olhar.

Ainda assim agradeço a Deus, em algum lugar você sorri. E me culpo por não poder ser parte desse sorriso.

Eu só sinto que se houvesse mais algo que eu pudesse fazer… mas tudo o que havia de ser feito, foi feito… Há quem diga que quem quer de verdade, encontra tempo, e não desculpas… e ainda me lembro… das tantas desculpas, e me lembro de tudo que abri mão, coisas até que você nunca tomará consciencia.

Sabe, eu ainda não sei por que sinto tudo isso, era pra ser completamente o oposto, pra eu te odiar, pra não querer ver-te ou ouvir falar de ti! Mas aqui estou eu… falando sobre algo para alguem que nem sequer vai ler, mesmo sabendo que isso, para as outras pessoas, é patético!

…Mesmo sabendo que sua vida anda melhor impossivel, não consigo evitar o desejo de ter sido importante… bom na verdade acho até que fui, espero ter-te feito ver as coisas realmente importantes da tua vida, teu verdadeiro amor, teu foco na vida, eu não gostaria de ter sido apenas mais uma pessoa, espero não ter sofrido à toa. Pois sei que você pensa que não havia motivo algum para que eu sofresse, e que não sentido no sentimento que eu dizia ter, mas tinha sim, não está sendo fácil mudar o que você representa!

Passei por coisas que me fizeram entender um pouco das suas atitudes, não posso dizer que me tornei o que você foi para mim, eu não conseguiria chegar tão longe, o que sei é que te entendo! Que te julguei, condenei demais, mas a vida me impôs “lentes” e eu ví ou sentí, uma parte do que você sentiu, e o que mais me aterroriza é ter a certeza, com tudo isso que ví, de que você nunca me amou, mas  fez o possivel para que eu continuasse a acreditar que eu podia amar e que podia acreditar em alguma coisa, mesmo que ela não fosse tão verdade.

As vezes queria realmente te colocar na lista dos sem importância, mas isso não dura nem um dia inteiro, já no outro dia suas atribuições retornam.

Em tudo que aconteceu, e no mais que acontecerá em nossas vidas, logimante nunca mais unidas, desejo apenas nossa felicidade, muitas coisas ainda devem me acontecer para eu chegar ao nivel de realização comparável ao teu mas espero atingir o meu ideal, e se tenho certeza de algo é que a tranquilidade há de te agraciar sempre! Por mais que tenha tentado, por mais que tenha evocado o sofrimento que passei para cultivar sentimentos de raiva e desprezo por você, só consigo sentir o melhor, mesmo que não devesse, mesmo que saiba que o amor que você precisa ter, você já tem, e que o meu é irrelevante.

No mais, o que eu peço é que Deus é que ele me direcione e me encaminhe à vontade Dele, pois não sei nada e não posso nada. Mas ele sabe de tudo que passei e por que passei, sabe também os seus motivos… Enfím, Ele nos honra ou nos julga!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

ex- friends

A_Alô!

B_Oi!

…

A_Eu estou te ligando por que você sumiu (silêncio), não está mais respondendo minhas mensagens como antes, quando te chamo pra gente sair… conversar como antes, você nunca pode! Você está bem? Tem alguma coisa acontecendo?

B_Eu estou bem! Não está acontecendo nada!

(silêncio)

A_ Ah!!

B_E você está bem?

A_Sim, estou bem, só estou com saudade da minha melhor amiga de infância!

B_Eu tô namorando sabia!

A_Sim eu sabia, já tem uns dois meses né?!?

B_É!

A_Você deve gostar dele, para se afastar assim…

Se bem que, acho que o motivo é outro!

B_Não é isso!

A_Eu espero que não, nem acredito que seja, pois… baseando na época em que éramos amigas, você deveria ser uma pessoa descolada, sem julgamentos ou preconceitos!

B_Nós ainda somos amigas, só estamos um tanto afastadas … e eu não tenho preconceito!

A_Ah! Me desculpe então, eu é que entendi errado a forma como você se afastou de mim assim que lhe contei que não gostava quando você tentava me fazer sair com amigos seus e em seguida lhe contei que achava ser lésbica!  Mas sabe eu sofri muito por que para mim você é como uma irmã, quase que uma parte de mim, mas junto com o tempo em que você se distanciou, eu me aproximei do inevitável, eu comecei a me conhecer, e hoje eu posso dizer que sou homossexual, lesbica, gay, ou como qualquer outro nome que queira me chamar… Eu tinha medo de te contar, medo de perder a sua amizade… mas agora, tenho dúvidas de até quando você me considerou sua amiga, e o que foi realmente que aconteceu! O que eu sei é que eu ainda te amo muito, mesmo que você possa ter medo de mim, mesmo que você ache que não me conhece mais, só queria que soubesse de uma coisa, o meu sentimento por você não mudou, e que se fosse você no meu lugar… Bom talvez agiria como você, mas por tudo que passei, pelo que sofri em ter que me afastar das pessoas, em vê-las me olhar diferente, hoje sei o quanto doi… e tendo passado por isso aprendi a ser diferente e não me importar com os conceitos sociais e buscar o que me faz bem.

Eu nunca te vi como mulher para mim, te vi como irmã, como amiga… Mas é o tipo de coisa que eu não conseguiria te provar ou explicar isso…

B_Larga de ser boba, não tem nada a ver com isso não, é só que……. tomamos caminhos difentes! (risos)

A_É… realmente, na mesma cidade, na mesma escola… talvez até com alguns dos velhos sonhos…..Hun…! Muitas coisas …. diferentes…., mas ainda somos alma…. deixa pra lá!

B_Me desculpa por qualquer coisa, eu não quis passar essa impressão, você ainda é minha amiga e….. bom… qualquer dia a gente marca de encontrar para conversar, mas agora eu tenho realmente que desligar…!

A_Tá bom!

B_Fica bem.. beijo… tchau!

A_Você também….

tu tu tu tu tu….

A_Adeus… Ainda assim, se fosse o caso! Sei que você tem amigos que tem intenções, e nem por isso você se afasta deles! Eu sempre goste e sempre vou gostar de você… mas não como mulher… Tem coisas que são sepultadas sem se explicar as minuncias da morte!

domingo, 6 de maio de 2012

Sim, eu proferi, palavras… profanei, com as palavras que proferi, foi você que ataquei, revidei, foi por causa do que sentí, do que deixou… E sei, que em tudo que disse e tentei, nada chegou a tí, nada te alcançou.

não fiz questão de mencionar, de mascarar, de eufemizar, qualquer coisa hiperbólica que sentí. A sutileza não era aliada da minha dor, tal qual o exagero é amigo de sua felicidade.

Você andou muito mais do que eu, sorriu pras pessoas que eu envenenei contra vc, você as conquistou, e elas precisavam de você… Agora aqui estou, o quadro perfeito da loucura, que você mesmo pintou! Afinal, nunca em qualquer hipotese você me deu esperanças, o que em suas descrições consta, é que eu sempre soube quem era seu amor, e ainda assim, não deixara de ser inconveniente.

Mas tal qual uma frase tem um ponto final, e todas as sentenças mesmo que se usem reticencias, tem uma idéia geral, um lugar a chegar, aviso-te, meu nome ainda será mencionado nessa história, que houvera sido só minha, e saiba, os verbos, aliterações e adjetivos qualitativos positivos serão acompanhados do sujeito que sou eu!!

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Eu vou…

É…eu to seguindo, essa é a opção, única e irrefutável. Eu vou tentando, em cada sorriso, em cada gesto, em cada apagar de cada lembrança… não necessariamente apagar mas a ilusão do que possa ser isso.

Eu vou vivendo no dilema: saber da sua felicidade e ainda pensar em como ela pode ser, felicidade que de tão diversa e intensa me mostra um mundo que nunca seria meu. Eu vou me culpando, me questionando, me amando sempre menos, e me prendendo a um tempo que já passou.

Eu vou me perguntando “por que?”, “em que sou menos?”, “o que não sou?” , e sei que são perguntas lançadas ao vento.

Vou me froçando a lembrar das imperfeições, das mentiras dos desenganos, na verdade, do engano puro e simples em que o tudo vivido se traduz.

Vou tentando dar chance a outras vidas, tentando outras histórias, vou quebrando com um martelo de vidro as paredes rochosas do meu velho mundo. Não pense que a vontade de quebrar essas barreiras é pouca, pois a vontade é muita, mas a ferramenta é incapaz de tal obra.

Eu vou arquitetando/inventando um novo final feliz, mas antes de tentar, parece não dar certo, não há coerência, não há sujeitos que se adjetivem da forma como gostaria, a história morre assim, sem cor, sem mocinho e no fim sei, a vilã serei eu.

Vou me dando a chance de jogar para fora algo que será apenas problema meu, sempre foram e sempre serão, afinal a história de drama/horror é apenas minha.

Vou me preocupando, recriando, revivendo, vou esperando coisa que não vêm, vou ficando sozinha, sempre assim, e sentindo o calor e brilho da tua vida mesmo que de tão longe.

Vou lutando, contra o desejo de procurar saber de ti e sofrer imensamente com coisas novas e certas, a sofrer imensamente com o já sabido.

Eu vou tentando apagar tudo isso, não dar sentido a qualquer palavra ou sentimento, e no fundo, sinto que o que a mim foi dado foi tão pouco, que o que aqui escrevo se torna injustificado.

Eu vou, lutando contra o aniquilamento, vou tendo esperanças.

Eu vou seguindo o meu caminho, com medo de te encontrar e esperando que isso aconteça. Medo de ver seu sorriso genuino que não é por mim, medo de que faças que não me conheces ou que me faças como a culpada de qualquer coisa, medo do seu olhar que me rejeita e condena, No entando esperando ver seu sorriso, só por ver, e acreditar que um dia estive por perto, e que mesmo que não tenha sido nada para você, foi de um tudo para mim.

Eu sei que tu vais, para longe de mim…e que mesmo que eu não goste do caminho e não tenha por que seguir, por qualquer rumo eu também vou!

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