quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Felicidade (?)

Como vem a calhar com a descrição do blog, estava me perguntando o que me faz feliz. E percebi que como dantes, quando o criei, não consigo encontrar resposta, pergunta difícil de se responder, pelo menos para mim.
Há quem diga que a felicidade está na paz, na calma, estar em um lugar onde seja possível estar em contato consigo . Mas essa felicidade não seria apenas paz? e não há felicidade sem paz? Penso que realmente seja difícil! 
Uma coisa que é consenso é que a felicidade, muitas vezes parece passar tão rápido que só nos damos conta de que fomos felizes quando ela já passou, muito comum, o fato é que não nos atentamos para um nível elevado de análise dessa felicidade. Tendemos a crer que ser feliz é trazer a todo instante um sorriso resplandecente, inabalável no rosto, ou algo parecido! Sendo assim não se encontraria realmente um sujeito plenamente feliz por toda uma vida, visto que temos altos e baixo em nossas vidas!
Há quem afirme que felicidade é viver toda intensidade da vida, é lutar para estar se fazendo, se renovando todos os dias diante das exigências que nos são apresentadas, tornando-nos sempre melhores, concordo! Mas não duvido da felicidade também entre os "desavisados" sobre a mesma vida, sobre suas dificuldades, os obstáculos que se apresentam , esses não almejam nada, nem sequer sentem falta de nada, visto que não se lamenta algo que não se conhece, ou melhor não se deseja algo sem saber o que é, o conformismo jaz aí e se confunde com felicidade. Ignorância pode ser felicidade? 
São ainda em maior número aqueles que tudo querem, em um tempo que eles próprios delimitam e se não conseguem, se frustram e começam a desejar coisas novas, muitas vezes nem agem para que isso aconteça e  alguns chegam a confiar unicamente em forças extra-humanas! Forças que deveriam ser seu apoio e não alicerce, não estou dizendo que essas crenças são inúteis, na verdade são necessárias, mas apenas como disse, apoio! 
Há quem creia que feliz é aquela pessoa que vê o positivo em tudo, que é capaz de ver uma solução mesmo em um naufrágio no meio do oceano deserto. Um dos caminhos mais difíceis de se encontrar, e de seguir, pois se torna difícil ver uma opção menos danosa diante de uma ocasião de frustração, a tendência é de achar que nada há que se possa fazer!
Diante desses pensamentos e de muitos outros, pude notar que não há algo certo que me faça feliz, talvez só o fato de poder sorrir ou por estar viva, algumas vezes isso não parece ser suficiente mas que apesar de muitas vezes parecer estar triste tenho uma vida feliz, que posso melhorar a cada dia. Há momentos agradáveis que posso manter e os desagradáveis evitar, que mesmo que algo não contribua para minha felicidade, posso tentar ver como algo passageiro e reversível ou quiçá, tolerável. Notei a relatividade dessa felicidade, pois o que se torna desagradável para alguns, para outros não é, e também é importante focar essa característica, pois pode-se estar em busca de um padrão de felicidade que muitas vezes, é descomunal. O importante é descobrir a alegria em cada momento, em todos eles.
A tristeza não requer esforço, mas a vitória pelo movimento positivo conquistado é de grande valia e ouso dizer que também contribui para um estado mais alegre!
Vou me arriscando nesse caminho para a felicidade onde só tenho a ganhar, e não digo que não terão momentos de profundo descontentamento, mas no todo, sou e serei feliz.


"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade."
Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Como por esses dias ando bem abalada, por tantos episódios descontentes/desanimantes, coloco essa musica que não vem do meu gênero favorito, no entanto, mexeu comigo! Uma boa melodia e uma letra... melosa... rs' enfim, a combinação que meus sentimentos frágeis adora nesses períodos.  


“O inferno dos vivos não é algo que será; se existe é aquele que já

 está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos

 estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é

 fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte

 deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e

 exige ação e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e

 o quê no meio do inferno não é inferno, e preservá-lo a abrir espaço.”


Ítalo Calvino, As cidades invisíveis

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Achados de alguns anos atrás.

Não faça mais isso, eu lhe imploro!

Não me faça desejar a morte antes de qualquer coisa.

Não faça com que a minha última lembrança seja seus braços me envolvendo, me aquecendo e me molhando pelas lágrimas de ter perdido alguém que insipidamente conheceu, mas não quis amar. Eu sentindo seu cheiro de pureza de lividez ouvindo seus gritos por ajuda.

Não me deixe ir sem provar um pouco da vida, sem conhecer a liberdade, sem testemunhar o amor.

Seu coração está preso a uma ilusão, que se prendeu a outra e eu estou presa a você, um cárcere voluntário, és minha ilusão.

És parte de um sonho lindo, que não pode se concretizar, pois sendo assim, seria eu a primeira pessoa a presenciar toda plenitude celestial em terra.

Mas agora, já estou me sentindo fraca, pois já senti todos os sentimentos dos mais diversos e sinto o último deles desistindo de me acompanhar, a esperança. Essa se morresse talvez te levasse com ela e eu tornaria a viver, tornaria a pensar em outras coisas, a sorrir, a gostar de outras cores... Sim, a esperança de te ter ao meu lado se vai e com ela meu fluido vital.

Perguntaram-me porque da insistência em usar a cor preta. Acho que “essa é a cor que me sorri” A cor que meu coração aceita para representá-lo.


Tem gente que sente...
mas sente errado...
... e eu ...
sinto muito!





(Sobre o engano que "alguns" cometem, quando acham "a pessoa certa".
Teria eu uma visão além? rs')

segunda-feira, 17 de maio de 2010

reflexão

Tive medo de a cada dia, ver se esvair cada vez mais a já tão insuficiente beleza, nesse caso seria então a jovialidade, tal qual uma rosa que seca rapidamente em meio a um incêndio, e exala seu perfume em incenso e perde cor, perde textura e vira pó, que vai compor algo posteriormente.
Questionei minha benevolência, minha tolerância para com erros de um ser que se diz metade de mim, pensei que talvez fosse achar essa metade nada mais que isso, um incompleto sem sentido, que não entendo por que me ligo ao mesmo. A metade inacabada de meu ser inacabado.
Pensei nunca um dia ser capaz de gerar seres que amaria mais que a mim mesma, pelos quais suportasse qualquer coisa, minha pele arriscada por seres vindos de mim, pensei como seria um ser que se criasse a partir de mim! Eu ri!
Senti o impacto de ver fragmentarem-se algumas amizades, que vão “seguindo suas vidas, construindo família” me senti ficando para traz .Questionei o meu futuro, que incerto se apresenta, que põem em risco minhas tentativas atuais de moldá-lo de forma que seja “tranqüilo”.
Me avaliei , me esforcei em ver a projeção de meus atos em possíveis conseqüências, não tive resultados, talvez por não ser dada ao cientificismo, se isso pode se enquadrar em tal.
No fundo me aterrorizei ao pensar que poderia um dia acordar totalmente insatisfeita com a vida, depois de verem morrer uma a uma as esperanças que carregava na bagagem como impulsos para caminhar, e por qualquer coisa que fosse. Seguir uma vida mecanicamente, como agora, no entanto com a diferença de não mais contar com a possibilidade de um futuro “promissor” em qualquer que seja o sentido, pois é isso que me gere hoje.
Quando passei por todos os caminhos que minha mente me apresentou, apenas notei o tamanho da minha insegurança com relação às perspectivas que tenho do futuro, do que absorvi do meu passado, do que me apresenta o presente, e de minhas forças para me levar onde quero, do que na verdade eu quero coisa que de fato não sei. Tive medo do amanhã, diante do chão inseguro do hoje. E nem sei se queria alguma certeza, visto que possivelmente não gostaria de sabê-la.
A única coisa que lamento é o quão breve é a vida e antes que perceba terei passado por tudo isso, terei rido, ou chorado, ou sido indiferente, ou qualquer outra coisa. Terei passado, melhor ou pior, sem nem ter me atentado para as possibilidades de ser diferente, vai ser quase automático. Só vou refletir no momento que esse momento tiver passado.
(tive duvidas sobre minha capacidade de um dia ser mãe, ou dona de casa...
marido espalhado no sofá em um dia de domingo e o filho na mesma situação
quais as funções dos elementos familiares. Qual a garantia da coesão dessa estrutura mediante o seguir dessas "regras"?)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

cores

As cores...
que coram,
coloram e
acoram o acordo

que atordoam
os sentidos
gemidos
dos olhos

tormentam
os sentidos
expressam...
o impresso
na alma.

Impresso no papel
as cores contorcem
o amor e a dor
angustia e alegria

E o que
dessa forma seria?
vedade ou mentira?

As cores são partes
de um branco
em luz e sem,
são nada!

Aí estão no escuro
são o tudo que outrora não
elas dizem do mar do céu...
das asas em alguem

da fuga do silêncio que,
é dado pelas palavras
explodem sentimentos
implicitos as vezes...

mas aí estão
são mundo ou tudo
que conhecemos
são o que desconhecemos
num medo-mundo!

dez_interessantes

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