terça-feira, 7 de dezembro de 2010

E... As coisas sempre voltam a ser como antes, o mesmo medo de tudo, a mesma apatia de sempre, a imobilidade diante de tudo, a falta de vontade das festinhas de confraternização, o desespero da inadequação, da evidente desaprovação! A cada fim de ano sinto como se fosse uma prova diferente, como fosse uma retrospectiva que me desagrada, que me mostra o tempo perdido.
O futuro é assustador, é a certeza de que mesmo mudando algumas coisas, o ciclo permanece!
Sinto um descontentamento, com tudo, com cada coisa. E isso não é um bom presságio. É fato, isso passa, mas hoje tanto dores no que se pode dizer alma, ou ego, orgulho, ou coisas assim, me atemoram e me atormentam, mas também dores físicas, de cansaço, dores no peito, nas costas, de cabeça. Enfím a vida começa a doer, mas espero que as festas de bom ano, me mascarem essas dores, e que me sinta com esse efeito placebo, uma enganosa felicidade, mas que por ser felicidade, nunca deixa de ser bem vinda. E que o ânimo venha, ancorado a essa felicidade, enquanto ela durar, e que se não durar, que pelo menos o ânimo desanime e não queira ir fazer morada em outro lugar.

"Alguém que não sorri, não convida. A apatia não é boa anfitriã."
Jucely Regis

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Olá caríssimos


Hoje não tenho nada de bom nem de ruim para contar, como em um dia normal, em levantei e vim para a faculdade, aqui corri o tempo todo atras de trabalhos que a um tempo estão atrasados, apresentei em conjunto com a sala um seminário dialogado, uma proposta pedagógica de uma de nossas professoras, que por pior que se possa classificar os resultados, foi muito produtivo! Conseguiu com que toda a classe se entrosasse cada um com seu tema, no entanto, todos imbricados uns nos outros. Foi muito bom! Não almocei, hehehehe, mas fiz um lanche na cantina e como não podia faltar inseri na soma da nota a ser paga, um generoso café, tanto na quantidade, quanto nos efeitos em minha pessoa, um eterna sonolenta ( sim eu acho que o café me desperta um pouco!). Agora estou na biblioteca esboçando um trabalho, mas creio que é trabalho demais para minha mente por hoje. O que queria agora?
Uma janta feita pela minha mãe, e dormir muuito... rs' Mas essa pratica não se aplica à minha realidade, por enquanto, muahahaha! Nas férias quero tirar o atraso do sono! Queria também ouvir as discussões familiares, que em um segundo se tornam enfadonhas, mas que nesse momento em especial, me dão saudade de todos, e de suas expressões tão altivas em momentos de discussão, talvez seja nesse momento em que as pessoas devessem nos conhecer, pois assim teriam diante de sí a face de uma verdadeira fera, ou quase isso! rs'
Também queria não me santir tão insegura, com relação a tudo! Pensando que em cada atitude que tenho piso em ovos e que esses estão por rachar! 
Mesmo estando entre algumas pessoas, sinto falta de um contato que não sei explicar, a religião interferiria aí e tentaria dizer que preciso me afixar a fé no deos/Deus ou algo semelhante , e alguns que creem em comportamentos me diriam que devo propiciar o contato e tentá-lo sempre mais, alguns que acreditam na minha constituição mais arcaica diriam que estou revivendo situações de abandono e de necessidade de aprovação em face de um perigo iminente de uma possível separação adicta a essa primeira.
Na verdade pode ser tudo isso, que seja, o que realmente é palpavel, ou não ( para externos) é meu medo, meu tédio, meu sentimento de incapacidade, minha segura insegurança.
Eles estão sempre aqui e, vez por outra, vão tomar um café, e voltam revigorados e onipotentes, se existe uma certeza é de que eles existem e exigem, cada vez mais de mim. Me tiram as energia e levam pra onde não sei.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

sexTos sentidos

Te peço segredo, pois
o que lhe dou, 
o que lhe mostro
o que faço diante de tí
são partes que não se encaixam,
em minha realidade,
não consigo sustentar sozinha
e não posso deixar que tantos saibam.
Seja meu confessor...
de desejos pulsantes
que contarei em seus ouvidos
com toda perturbação 
que lhe causarei aos sentidos.
E te peço, ao menos,
que guarde apenas consigo, 
me ajude a dar certa vazão 
aos meus segredos.
Que serão partes das "visões"
que tive, que tenho, mantenho
dos sons que me perturbam
vozes acariciando meus "instintos"
gostos que elevam a minha vontade
incitam minha gula,
toques que inquietam, arrepiam. 
...
Seja o aroma que tanto me agrada
Seja os sons que me inquietam
Seja o toque em minha pele
Seja o sabor que me apetece
Seja a imagem que me agrada aos olhos
Seja o meu SEXtO SENTIDO

...

sábado, 23 de outubro de 2010

...

A unica certeza que me cerca é a dúvida, queria poder dizer que tenho como certo algo menos impreciso, queria sentir que essa dúvida não me afeta. Queria a segurança em cada passo, em cada gesto, ou pelo menos em alguns deles! Essa dúvida, pode ser rastro de insegurança, de descrença do que virá, do que se mostra hoje e deixa sob um crepúsculo o amanhã.
A verdade é que não sei até que ponto poderei ser mais do que pouco sou, mais do melhor. Não sei ao certo o que é esse melhor!

domingo, 19 de setembro de 2010

variável interveniente

Se quis um dia duvidar da  inter-funcionalidade da dicotomia mente-corpo, hoje sei que não posso mais. Mente e corpo são indissociáveis, no meu caso. Tudo que acontece a minha mente é antes sentido, de alguma forma, pelo meu corpo e volta a ele, com uma resposta, que meu cérebro se encarrega de formular. Eles se correspondem cada qual a sua maneira, sinto o mundo por ambos, o mundo de venturas e desventuras.
As vezes o corpo pede mais, quer experimentar o mundo, e a mente é seduzida, todas as sensações parecem tão boas, que não parecem trazer risco algum e ambos se aventuram, experimentam, mas sinto que por vezes sugem variáveis intervenientes, o que parecia ter sido apenas pedidos de um corpo que é atraído por novas sensações, parece ter sido também uma exigência de uma mente, que precisa de sentir, que tem emoções por sua vez, essas parecem ser uma ameaça às sensações, pois direcionam as experiências, fazem com que o corpo, que antes queria apenas experimentar, queira agora continuar em uma sensação, limitada a um objetos.
Assim, mente e corpo tentam achar um ponto de contato, um lugar onde ambos se encontrem, apesar de impulsionados, ora por um, ora por outro. Algumas vezes, um sofre pela necessidade do outro e vice versa, e logo tenta se recompor de algum modo. 
O que me parece é que tem aí uma variável que não previa, que minha mente tentou identificar, inutilmente e não encontrando-a permitiu vazão aos sentidos e às emoções, emoções essas que se alteram no decorrer, o que era alegria transverte-se em sofrimento e o que era pesar, se torna felicidade!
O fato é que não sei, quem tem forças maior nessa dialética, e até que ponto medio as forças! Sei que as vezes sofro e algumas, precipitadamente, algumas me sinto bem.

domingo, 12 de setembro de 2010

Dó-minguo!

Hoje é domingo ♫
"pê" de capenga...
... é, foi sem graça, mas domingo é sem graça. Alguns argumentariam: "para quem não sabe como aproveitar é sim sem graça!". É, eu não sei mesmo! 
Mas não cultivo nada que me leve para além do que me cultiva, o que me cultiva? O entretenimento barato e apelativo! A preguiça! O ócio destrutivo, se é que se pode crer que ócio pode render algo! A gula! Enfim esses e seus familiares. " meu mundo inteiro que é tão fácil de enxergar, de chegar!"  
Ah! Que relapsa! Me referi a família e me lembrei! A minha família. Domingos bons são os que passo ao lado deles! Aqueles ditos: " só sabemos dar valor quando perdemos" e "casa é onde o coração se encontra" são mesmo verdadeiros. Não que tenha perdido minha família, mas não fico tanto em casa mais, só em alguns fimdis. Nesses a gente  discute até o sexo dos anjos e no fim ainda nos amamos, comemos juntos a comida mais gostosa do mundo, reclamamos por ter tantas coisas a fazer, por sujar tanto e bem, apontamos e reclamamos dos defeitos uns dos outros e no fim pode ter dado algo errado, mas acho ruim por ter que ir embora! "Enquanto houver você do outro lado, aqui do outro, eu consigo me orientar!"
Bom, com relação às "famílias" que deveria cultivar, visitar em dias como hoje, incluo as das classes de : amizades, leituras, músicas (diferente da mais popular que se ouve), filmes, viagens,  etc. Mas essas familias são difíceis! Não se acha em qualquer " quase nada de esforço" que se faz! E esse quase nada de esforço que se faz é o que jaz, dia após dia, e domingo pior ainda!
Enfim, lamentavelmente, posso dizer, o "clima de domingo" que estou sentindo hoje, se estende ultimamente pela a semana afora. Nada se move, tudo permanece infértil, e de onde partiria o milagre do nascimento? Um jovem e lindo bebê que desse esperanças para novos laços, eu não sei, espero descobrir em breve. Pois o domingo está acabando e segunda precisa nascer em um ambiente renovado, de boas vindas e de bonança!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Felicidade (?)

Como vem a calhar com a descrição do blog, estava me perguntando o que me faz feliz. E percebi que como dantes, quando o criei, não consigo encontrar resposta, pergunta difícil de se responder, pelo menos para mim.
Há quem diga que a felicidade está na paz, na calma, estar em um lugar onde seja possível estar em contato consigo . Mas essa felicidade não seria apenas paz? e não há felicidade sem paz? Penso que realmente seja difícil! 
Uma coisa que é consenso é que a felicidade, muitas vezes parece passar tão rápido que só nos damos conta de que fomos felizes quando ela já passou, muito comum, o fato é que não nos atentamos para um nível elevado de análise dessa felicidade. Tendemos a crer que ser feliz é trazer a todo instante um sorriso resplandecente, inabalável no rosto, ou algo parecido! Sendo assim não se encontraria realmente um sujeito plenamente feliz por toda uma vida, visto que temos altos e baixo em nossas vidas!
Há quem afirme que felicidade é viver toda intensidade da vida, é lutar para estar se fazendo, se renovando todos os dias diante das exigências que nos são apresentadas, tornando-nos sempre melhores, concordo! Mas não duvido da felicidade também entre os "desavisados" sobre a mesma vida, sobre suas dificuldades, os obstáculos que se apresentam , esses não almejam nada, nem sequer sentem falta de nada, visto que não se lamenta algo que não se conhece, ou melhor não se deseja algo sem saber o que é, o conformismo jaz aí e se confunde com felicidade. Ignorância pode ser felicidade? 
São ainda em maior número aqueles que tudo querem, em um tempo que eles próprios delimitam e se não conseguem, se frustram e começam a desejar coisas novas, muitas vezes nem agem para que isso aconteça e  alguns chegam a confiar unicamente em forças extra-humanas! Forças que deveriam ser seu apoio e não alicerce, não estou dizendo que essas crenças são inúteis, na verdade são necessárias, mas apenas como disse, apoio! 
Há quem creia que feliz é aquela pessoa que vê o positivo em tudo, que é capaz de ver uma solução mesmo em um naufrágio no meio do oceano deserto. Um dos caminhos mais difíceis de se encontrar, e de seguir, pois se torna difícil ver uma opção menos danosa diante de uma ocasião de frustração, a tendência é de achar que nada há que se possa fazer!
Diante desses pensamentos e de muitos outros, pude notar que não há algo certo que me faça feliz, talvez só o fato de poder sorrir ou por estar viva, algumas vezes isso não parece ser suficiente mas que apesar de muitas vezes parecer estar triste tenho uma vida feliz, que posso melhorar a cada dia. Há momentos agradáveis que posso manter e os desagradáveis evitar, que mesmo que algo não contribua para minha felicidade, posso tentar ver como algo passageiro e reversível ou quiçá, tolerável. Notei a relatividade dessa felicidade, pois o que se torna desagradável para alguns, para outros não é, e também é importante focar essa característica, pois pode-se estar em busca de um padrão de felicidade que muitas vezes, é descomunal. O importante é descobrir a alegria em cada momento, em todos eles.
A tristeza não requer esforço, mas a vitória pelo movimento positivo conquistado é de grande valia e ouso dizer que também contribui para um estado mais alegre!
Vou me arriscando nesse caminho para a felicidade onde só tenho a ganhar, e não digo que não terão momentos de profundo descontentamento, mas no todo, sou e serei feliz.


"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade."
Carlos Drummond de Andrade

dez_interessantes

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