quinta-feira, 28 de abril de 2011

Confiança e sinceriade



Tenho pensado muito em temas como sinceridade e confiança, como somos seres sociais dependemos da relação com o outro e em diversos níveis de comprometimento. Em nossas relações mais próximas com o outro, com um nível maior de compartilhamento dos nossos diversos aspectos, é primordial o sentimento de confiança.

Essa confiança não depende, como sabemos, apenas dos outros, não implica simplesmente em uma pessoa querer confiar em mim, eu tenho que fazê-la sentir que sou uma pessoa confiável. Tenho/temos que ser sinceros para que as pessoas nos conheçam e dispensem ou não, seu sentimento de confiança em nós.

Quando a confiança é arquitetada sobre um terreno de inverdades não se torna sólida é o contato/relação, vai balançando como uma pilha de coisas empilhadas sem planejamento, e em um certo momento, desmorona! Aí o desgosto é evidente.

Não devemos ser ingênuos, em certo nível, todas as nossas relações vão nos causar danos, pois o que é intrínseco do ser humano é a mudança. O não pertencimento a um padrão imutável, estamos sempre nos reajustando, o que de fato interfere em nossas relações. É exatamente aí que a sinceridade vem em nosso auxílio, em se dizer, dizer suas verdades, seus momentos, mesmo que esses não se pareçam permanentes.

Há pensamentos como:

"A sinceridade imprudente é uma espécie de nudez que nos torna indecentes e desprezíveis." Marquês de Maricá

"Nenhum homem merece uma confiança ilimitada - na melhor das hipóteses, a sua traição espera uma tentação suficiente."
Henry Mencken

"A sinceridade imprudente é uma espécie de nudez que nos torna indecentes e desprezíveis."
Marquês de Maricá


... Nos fazem pensar sobre o quão devemos ser sinceros, o quanto serão sinceros conosco...

Mas só quem é verdadeiro a qualquer custo, entende a tranquilidade que isso traz, o prazer de não se atormentar com algo pendente!

"Um ato de confiança dá paz e serenidade."
Fiodor Dostoievski


“A confiança por vezes pode levar à ruína”, se encontra muita coisa dita a esse respeito. Por isso a necessidade de se confiar em pessoas que se mostrem o mais verdadeiras possível. Isso não significa que essa relação não vá causar "dor" mas as possibilidades diminuem!

A confiança exagerada, ilimitada, é decorrente da falta de auto-confiança, e é de fato desesperador, quando precisamos confiar em outra pessoa, pois estamos tão enfraquecidos que não somos um bom juizo!



"O mais importante para o homem é crer em si mesmo. Sem esta confiança em seus recursos, em sua inteligência, em sua energia, ninguém alcança o triunfo a que aspira."
Thomas Atkinson


Mais alguns pensamentos acerca dessas duas palavras mediadoras de toda nossa vida relacional com o outro. Seria bom para nossa geração começar a pensar e agir com maior sinceridade, orientados à honestidade e respeito, para que possamos confiar, não de forma cega e alienada, (assunto muito delicado, com muita possibilidade de explanação!) mas de modo que saibamos o que acontece e quem é digno de assumir o lugar de outro nas nossas tão preciosas relações. Afinal, esse outo pode ser, o nosso representante político, o nosso companheiro, nossos amigos!




bjos à quem ainda anda lendo o que eu raramente posto, vocês são demais!! heheh
Eu daria um prêmio a vocês, mas não tenho recursoso!

bjos... até qualquer post!


"Coloque a lealdade e a confiança acima de qualquer coisa; não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir teus erros."
Confúcio


"O homem que tem confiança em si ganha a confiança dos outros."
Textos Judaicos


"Presta confiança às acções dos homens, mas não ao que eles dizem." Demófilo


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Para Viver Um Grande Amor

[Vinicius de Moraes]



Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva obscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

breve dicionário reflexivo

Essas palavras foram buscadas para que eu pudesse pensar e quem sabe faze-los pensar também em coisas que perpassam pelo nosso cotidiano.
O valor que as pessoas têm nas nossas vidas, onde cada uma delas se encaixa em cada momento que passamos o que temos feito por essas pessoas, e assim até por nós mesmos. Decepcionei-me comigo, quando pensei sobre, e com pessoas que estão ao meu redor também. E com tristeza cheguei a conclusão de que um juízo que fazemos das pessoas que norteia nossas ações, leva à conclusão de uma pessoa sobre nós, ou seja, é um ciclo, onde por ora julgamos e por ora somos julgados, ora agimos, ora somos vítimas de ações. Sei que poderiam ter mais palavras e em se tratando de pessoas elas são necessárias, mas pra mim, essas bastaram! Pensem também, eu tentarei agir melhor também...

Valor:  Qualidade de valente; bravura, coragem: soldado de valor. Merecimento, mérito: ação de muito valor. Fig. Importância: não dá valor a futilidades. Préstimo, serventia: objeto de valor. Preço de um objeto: joia de grande valor. Validade: documento sem valor. Música. Duração de uma nota. Matemática. Cada uma das determinações possíveis de uma grandeza ou de uma quantidade variáveis. Comércio. Valor mobiliário, título negociável, emitido por entidade pública ou privada, e que materializa certos direitos. Filosofia. Juízo de valor, julgamento que enuncia uma apreciação (por opos. a juízo de realidade, que se limita a constatar um fato). Economia política. Teoria do valor, explicação que se faz do valor de um bem: os marxistas e os maximalistas enunciaram teorias do valor. Comércio. Quaisquer títulos de crédito, ações etc., representativos de dinheiro e negociáveis em bolsa.

Doação:  O ato de doar. Ato jurídico pelo qual uma pessoa transfere a outra gratuitamente uma parte ou a totalidade de seus bens.Legado, dádiva.
O objeto doado.

Juízo: Ato de julgar. Faculdade intelectual de julgar, entender, comparar e tirar conclusões. Julgamento, apreciação: fazer bom juízo de alguém. Sensatez, bom senso, tino, siso:

Cuidar: Ter cuidado, tratar de, assistir; Cogitar, imaginar, pensar, meditar;Julgar, Ter cuidado; tratar-se

Importância: valia, relevância, prestígio, influência, preço, valor, valimento

Mudar: Remover, pôr em outro lugar, deslocar. Alterar, modificar, transformar, converter. Trocar, substituir.

Ação: O que resulta do fato de agir; tudo aquilo que se faz: praticar uma boa ação.
Manifestação de uma força agente: a ação do vento, de um remédio; a ação das leis sobre a sociedade. Seqüência dos acontecimentos numa narrativa, num drama: ação acelerada. Direito. Meio legal para obter um direito em juízo: intentar uma ação. Parcela de capital que se toma de uma sociedade, título que representa os direitos de um associado: comprar, vender ações. (As ações podem ser nominativas [a transferência é feita mediante assinatura do termo]; à ordem [a transferência é feita por endosso]; ao portador [a transferência se faz pela própria tradição do título]; preferencial [possui direitos preferenciais sobre outras categorias de ações emitidas pela sociedade].) Filosofia. Ato encarado do ponto de vista de seu valor moral: a deliberação precede necessariamente a ação.

Ação de graças, ato de piedade ou devoção com que se agradecem benefícios recebidos; agradecimento, reconhecimento. Ação entre amigos, rifa. 


Consideração: Exame atento, reflexão: isto merece consideração. Respeito, estima, valimento, importância que se dá a alguém. Razões, arrazoado, exposição fundamentada.
Levar em consideração, levar em conta, dar importância.




terça-feira, 7 de dezembro de 2010

E... As coisas sempre voltam a ser como antes, o mesmo medo de tudo, a mesma apatia de sempre, a imobilidade diante de tudo, a falta de vontade das festinhas de confraternização, o desespero da inadequação, da evidente desaprovação! A cada fim de ano sinto como se fosse uma prova diferente, como fosse uma retrospectiva que me desagrada, que me mostra o tempo perdido.
O futuro é assustador, é a certeza de que mesmo mudando algumas coisas, o ciclo permanece!
Sinto um descontentamento, com tudo, com cada coisa. E isso não é um bom presságio. É fato, isso passa, mas hoje tanto dores no que se pode dizer alma, ou ego, orgulho, ou coisas assim, me atemoram e me atormentam, mas também dores físicas, de cansaço, dores no peito, nas costas, de cabeça. Enfím a vida começa a doer, mas espero que as festas de bom ano, me mascarem essas dores, e que me sinta com esse efeito placebo, uma enganosa felicidade, mas que por ser felicidade, nunca deixa de ser bem vinda. E que o ânimo venha, ancorado a essa felicidade, enquanto ela durar, e que se não durar, que pelo menos o ânimo desanime e não queira ir fazer morada em outro lugar.

"Alguém que não sorri, não convida. A apatia não é boa anfitriã."
Jucely Regis

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Olá caríssimos


Hoje não tenho nada de bom nem de ruim para contar, como em um dia normal, em levantei e vim para a faculdade, aqui corri o tempo todo atras de trabalhos que a um tempo estão atrasados, apresentei em conjunto com a sala um seminário dialogado, uma proposta pedagógica de uma de nossas professoras, que por pior que se possa classificar os resultados, foi muito produtivo! Conseguiu com que toda a classe se entrosasse cada um com seu tema, no entanto, todos imbricados uns nos outros. Foi muito bom! Não almocei, hehehehe, mas fiz um lanche na cantina e como não podia faltar inseri na soma da nota a ser paga, um generoso café, tanto na quantidade, quanto nos efeitos em minha pessoa, um eterna sonolenta ( sim eu acho que o café me desperta um pouco!). Agora estou na biblioteca esboçando um trabalho, mas creio que é trabalho demais para minha mente por hoje. O que queria agora?
Uma janta feita pela minha mãe, e dormir muuito... rs' Mas essa pratica não se aplica à minha realidade, por enquanto, muahahaha! Nas férias quero tirar o atraso do sono! Queria também ouvir as discussões familiares, que em um segundo se tornam enfadonhas, mas que nesse momento em especial, me dão saudade de todos, e de suas expressões tão altivas em momentos de discussão, talvez seja nesse momento em que as pessoas devessem nos conhecer, pois assim teriam diante de sí a face de uma verdadeira fera, ou quase isso! rs'
Também queria não me santir tão insegura, com relação a tudo! Pensando que em cada atitude que tenho piso em ovos e que esses estão por rachar! 
Mesmo estando entre algumas pessoas, sinto falta de um contato que não sei explicar, a religião interferiria aí e tentaria dizer que preciso me afixar a fé no deos/Deus ou algo semelhante , e alguns que creem em comportamentos me diriam que devo propiciar o contato e tentá-lo sempre mais, alguns que acreditam na minha constituição mais arcaica diriam que estou revivendo situações de abandono e de necessidade de aprovação em face de um perigo iminente de uma possível separação adicta a essa primeira.
Na verdade pode ser tudo isso, que seja, o que realmente é palpavel, ou não ( para externos) é meu medo, meu tédio, meu sentimento de incapacidade, minha segura insegurança.
Eles estão sempre aqui e, vez por outra, vão tomar um café, e voltam revigorados e onipotentes, se existe uma certeza é de que eles existem e exigem, cada vez mais de mim. Me tiram as energia e levam pra onde não sei.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

sexTos sentidos

Te peço segredo, pois
o que lhe dou, 
o que lhe mostro
o que faço diante de tí
são partes que não se encaixam,
em minha realidade,
não consigo sustentar sozinha
e não posso deixar que tantos saibam.
Seja meu confessor...
de desejos pulsantes
que contarei em seus ouvidos
com toda perturbação 
que lhe causarei aos sentidos.
E te peço, ao menos,
que guarde apenas consigo, 
me ajude a dar certa vazão 
aos meus segredos.
Que serão partes das "visões"
que tive, que tenho, mantenho
dos sons que me perturbam
vozes acariciando meus "instintos"
gostos que elevam a minha vontade
incitam minha gula,
toques que inquietam, arrepiam. 
...
Seja o aroma que tanto me agrada
Seja os sons que me inquietam
Seja o toque em minha pele
Seja o sabor que me apetece
Seja a imagem que me agrada aos olhos
Seja o meu SEXtO SENTIDO

...

sábado, 23 de outubro de 2010

...

A unica certeza que me cerca é a dúvida, queria poder dizer que tenho como certo algo menos impreciso, queria sentir que essa dúvida não me afeta. Queria a segurança em cada passo, em cada gesto, ou pelo menos em alguns deles! Essa dúvida, pode ser rastro de insegurança, de descrença do que virá, do que se mostra hoje e deixa sob um crepúsculo o amanhã.
A verdade é que não sei até que ponto poderei ser mais do que pouco sou, mais do melhor. Não sei ao certo o que é esse melhor!

dez_interessantes

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