sexta-feira, 12 de agosto de 2011
12 de agosto
Tem muito tempo que não passo por aqui, e também, não devia passar hoje! Não vai ganhar absolutamente nada quem me ler hoje, esse post é totalmente inútil. Estou passando o tempo em uma lan house, não porque eu tenho tempo para queimar assim, com nada... mas, eu devia estar em casa arrumando a pilha de bagunças que deixei, sozinha é sempre mais dificil, me mudei essa semana, ainda não deu tempo de colocar as coisas em órdem. Já me mudei 4 vezes aqui em Catalão e por essas e outras coisas acredito que eu sou uma daquelas pessoas... como posso dizer... "inconvivíveis" kkk... não é tão irônico quanto trágico! Estou trabalhando e para falar a verdade, não achei que um emprego tão símples me venceria tão fácil. Na faculdade, as coisas nunca saem como eu espero, às vezes acho que eu já nem quero tanto assim! Como quem leu pôde perceber, tem algumas coisas nada ajustadas na minha vida! E eu sou a única pessoa capaz de ajustá-las! Mas querem saber, não sei o que seria de mim se fosse diferente, quem seria eu? Talvez os raros que me admiram por qualquer coisa, não tivessem o que admirar, ou teriam mais, não dá pra saber... O fato é que não gostaria que fosse diferente, com tudo que passo, sou satisfeita, é o que me constitui, e me faz ser querida ou não, nada mais verdade que a frase " cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é!"
Bom, uma noticia me chamou atenção, sempre quiz saber sobre numerologia, sei que posso estar completamente errada ao associar uma fato de coincidencia como um numerológico, mas enfím, mais uma peculiaridade minha, a falibilidade...uma noticia de hoje, dia 12 de uma juiza que foi morta noite passada constava em uma lista de "marcados para morrer" uma lista de 12 pessoas, hoje é dia 12... Bom, vamos esquecer essa falha, e leiam sobre, com certeza há coisas mais importantes na noticia, tem muita coisa acontecendo no mundo, mas parece que mesmo estando nele e ele querendo que eu conheça por várias módias, sinto que estou criando um mundo só meu, onde o que mais me afeta não é a pré falência da bolsa, ou as novas tecnologias/avanços científicos, nem mesmo os acontecimentos dos campus, ou da cidade (que estão mais proximos de mim), o que mais me afeta são coisas miúdas que não deviam incomodar, são feridas pequenas que unfeccionam e ficam em carne viva, é... não vou exagerar, mas é como me parece, é como tudo se apresenta. Queria tanto contar sobre coisas legais mas acho que eu devo ter uma especie de imã captador para coisas não tão boas, de modo que as boas até são atraídas mas as ruins, por maior aderência à minha superfície, se fixam com mais intensidade, eu prometo ( a mim mesma, pois não sei se tem alguem que lê isso) que meu proximo post vai ser mais proveitoso!
Meu tempo se esgotou, para não fugir do nímero, vou indicar uma breve leitura, nada tão antigo fala de coisas tão atuais quanto esse livro... A Bíblia, a quem interessar, é sempre boa a leitura!
dia 12...
Salmos 12 [Salmo de Davi para o músico-mor, sobre Seminite] Salva-nos, SENHOR, porque faltam os homens bons; porque são poucos os fiéis entre os filhos dos homens.
Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado.
Pois dizem: Com a nossa língua prevaleceremos; são nossos os lábios; quem é senhor sobre nós?
Pela opressão dos pobres, pelo gemido dos necessitados me levantarei agora, diz o SENHOR; porei a salvo aquele para quem eles assopram.
As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes.
Tu os guardarás, SENHOR; desta geração os livrarás para sempre.
Os ímpios andam por toda parte, quando os mais vis dos filhos dos homens são exaltados.
E o que eu mais tenho lido, achei por acaso outro dia e se tornou quase uma oração!
Salmos 4 [Salmo de Davi para o músico-mor, sobre Neginote] Ouve-me quando eu clamo, ó Deus da minha justiça, na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.
Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira? (Selá.)
Sabei, pois, que o SENHOR separou para si aquele que é piedoso; o SENHOR ouvirá quando eu clamar a ele.
Perturbai-vos e não pequeis; falai com o vosso coração sobre a vossa cama, e calai-vos. (Selá.)
Oferecei sacrifícios de justiça, e confiai no SENHOR.
Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? SENHOR, exalta sobre nós a luz do teu rosto.
Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se lhes multiplicaram o trigo e o vinho.
Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Como cães e gatos
A maioria de nós já teve um dia um animal de estimação e há grandes chances de terem sido, ou um cachorro, ou um gato, ou ambos. Algumas características nesses animais, a meu ver, são aplicáveis a nós humanos, e isso vai além das características que nós, os criadores imprimimos neles.
Bom, somos, no frigir dos ovos, como cães e gatos, e nos relacionamos mais ou menos como tais, às vezes de tanto forçar a convivência, aprendemos a nos dar bem, acostumamos com as diferenças, mas na maioria das vezes, cães andam com cães, e gatos, andam com gatos!
Pessoas cães, são mais receptivas, andam em bando, não gostam muito da solidão, esperam com lealdade quem lhe agrada. Quando brinca, brinca com cuidado para não machucar o outro “animal”, pois ele não é uma presa, no entanto, quando preciso, também é caçadora, e usa todos os seus instintos, é protetora e não deixa que o inimigo se aproxime de quem ela gosta, rosna, late, morde, pode ser feroz, matar, ou morrer (mesmo que não literalmente). Deprimem-se quando o escolhido por dono se ausenta, e quando o mesmo se entristece, ela fica triste também e tenta afagar o entristecido! São por vezes atrapalhados, mas muito engraçadinhos, seus erros são perdoados, pois sabem dar aquela recompensa carinhosa ao dono.
A pessoa gato é sedutora e não se fixa a qualquer um, escolhe o dono, seu cuidador e quando ele não está por perto, tenta seduzir outro que o substitua, para trazer os carinhos de que precisa. Faz-se de difícil, toda galante, anda com bastante cuidado e está sempre à espreita, caça por prazer não por necessidade, mas se for preciso... Não erra um golpe é sagaz e estrategista. Muito cuidadoso com a aparência, ela é tudo. Passa as noites fora, chega exausto e dorme o dia todo, para sua paz não ser perturbada, vai se recolher em um lugar bem inacessível. Em um estado “bebê” é fofa, toda atrapalhada, meiga, faz amizade com todos, só quer brincar, não faz distinção de amizades como em sua fase adulta.
Cães e gatos podem conviver juntos, mas quando disputam a atenção de uma mesma pessoa acaba dando confusão.
Cada um agrada à sua maneira, de forma que por vezes nos encantamos por pessoas-cães e outras por pessoas-gatos, mas ambos trazem momentos de pura satisfação, a gratificação tão desejada, as pessoas podem falar mal o quanto quiserem da pessoa-cão ou gato, que para o “dono” não faz diferença alguma, pelo contrário, como os outros não vêem o quanto ele é maravilhoso e lindo.Mas devemos sempre lembrar, cães e gatos quando disputam a atenção de uma mesma pessoa, os problemas são inevitáveis e quando são pessoas, os problemas são ainda maiores, portanto ao se tratar de pessoas, os cuidados devem estar em primeiro lugar.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
flash back
Uma volta pela minha cidade natal foi suficiente para sentir ainda mais saudades do tempo que já se foi. Em frente ao primeiro colégio o do jardim de infância, a lembrança de tantas brincadeiras, de muitos detalhes, dos antigos coleguinhas, do cheiro da sala, cheiro de tintas guache, de lápis de cor, das folhas nas quais desenhávamos, de ter respeito com o professor, a plaquinha de beber água e ir ao banheiro, sem a qual não podíamos ir a nenhum lugar. A pirraça na entrada, nunca queria ficar, foi ainda pior nos primeiros dias. Lembro o rosto da professora, as aulas sobre diferenciação do tempo, (nublado naquela época era só o céu cheio de nuvens onde o sol sorridente não aparecia. Hoje, tem o sentido mais abstrato e subjetivo possível!) os bonecos de massinha ( eu amava!) , as colagens, os recortes, tantas cores, tantas formas, lembro das estrelinhas que iam no caderno, e na testa, da ansiedade pelo ditado, o medo de errar e ter que repetir 20 vezes cada palavra, a cartilha, a tabuada, caderno de ortografia (quem me dera tudo pudesse ter um caderno para aprimoramento) a lancheira, a sandalinha da moda, a mochila, o vestido predileto. Perto das mangueiras em frente à escola, lembro das estórias contadas embaixo delas, do pique - pegue, do pula –corda... Lembro inclusive da coleguinha muito tímida, da qual, na época, eu ria (sim eu fui muito má! =/) lembro de ser “zuada” depois em uma séria mais avançada. Eu era feia! Tinha sardas, vivia com falhas nos dentes, tinha, e ainda tenho um cabelo um tanto rebelde, muiiito magra, desastrada, muitos riam de mim, lembro dos apelidos!
A casa das avós... Uma muito alegre, dançava e cantava enquanto fazia o almoço, e ainda improvisava brinquedos para mim e meu irmão, tudo para que ficássemos dentro de casa, mas era impossível. Com tantas árvores lá fora a espera de ser escaladas, com tantos “moleques” brincando pela rua, e por estar brincando nos intimando a fazer parte dessa nossa única gloriosa atividade, lembro de suas broncas, pois menina mulher não brinca com “moleque”, lembro de um enterro de cigarra que fizemos, rs’. A outra avó, mais sofrida, mais séria e mais doente, lamentando não ter aprendido o que queria não ter podido ir para a escola, e advertindo sobre os “males” da vida, é claro, que de acordo com sua visão e seu vocabulário, matuto-baiano-goiano, e é claro, não se ouve gente velha, era isso que eu pensava, que sua sabedoria popular e simplória não me serviria de nada, até que um dia ela se foi e o que ela disse que viria, veio, não da forma como ela narrou, mas veio!
...
Em outro bairro, a segunda escola, as gafes gramaticais, o insucesso na matemática, o amor pela história, as sofridas aulas de educação física, os primeiros amores, cartinhas, segredos, (eu sempre os tivera menos que as demais colegas!) o medo do furto do diário, que estava mais para “semanário” que qualquer outra coisa, as amigas da infância (sempre tive poucas!), os lanches, as tias do lanche, o porteiro, o tio das quitandas, os pedidos na maioria das vezes malogrados para ganhar uma graninha para as besteiras que se vendia fora da escola, (balas, chocolates, salgadinhos, quem foi que disse que na infância não tem status, comprar lanche era “tuuudo na vida de um ser humano!”), as quadrilhas, das quais nunca participava, por ter muita vergonha!
...
Lembro da adolescência, acho que ainda estou nela, a fase da rebeldia, da contestação às leis dos pais, dos sofrimentos eternos pela impossibilidade de estar onde se quer com quem se quer, sem se importar, com o que o mundo quer com o que ele espera de nós. De “amar para sempre” platonicamente alguma pessoa, de passar na porta da casa dessa pessoa esperando que ela coincidentemente saia, de ter vergonha de tudo, de ficar enfurecida por isso! Das musicas preferidas, dos acessórios, da mudança de visual, das decisões mais “importantes”, como mudar de cidade, mudar de opiniões, o afastamento de preceitos e a retomada deles depois, o aprimoramento das opiniões, a mudança delas paulatinamente, a escolha por uma cor, a fixação em um grupo, em algumas atitudes, no mais, a pertinência na negação, a incerteza inconsciente de nossa posição, negando ser adulto e negando ser criança, a insatisfação com o corpo, que começa a tomar forma, mas uma forma que não se define, e não é aquela com a qual sonhávamos. O que aconteceu com o cabelo que tinha grande chance de ficar mais liso, pois alguma prima não se sabe de quem teve uma grande mudança no cabelo e o seu não ficou (até que se estuda a dominância genética e os sonhos se desfazem!? A família da mãe tem mulheres muito belas, muito bem talhadas, porque não puxei esse lado, os belos dentes do outro lado, as únicas características são os ânimos exaltados de ambas as partes, as características físicas que não agradam ( e ainda as chamam de seletivas, seletivas de que, de tragédias?!?! Hehehe).
Caminhando pela rua vi, as antigas amigas, a maioria casadas, com filhos, muitas nem sequer tecem diálogo, algumas não mais me reconhecem, talvez por causa do cabelo, ou pela cara feia que faço ao andar pelas ruas, ou graças a Deus talvez eu tenha mudado, tomara que pra melhor Algumas continuaram os estudos, umas apenas trabalham, mas muitas não estão mais nessa cidade. As antigas “paixonites” com as quais se desejava muito encontrar, agora se por acaso for necessário passar de frente suas casas eles certamente sairão, mas agora a atenção é dispensada, agora, que ela não e bem quista. Tudo está diferente, e as saudades são inevitáveis, vontade de voltar às melhores coisas de cada época.
As lembranças de cada dificuldade, de cada medo, de cada felicidade, as lagrimas, as brincadeiras, tudo dá saudade, as dificuldades que por vezes pareciam o fim do caminho, foram apenas mais uma pedra, que foi retirada do caminho, mas que acima de tudo representou um obstáculo vencido! Um dia recordarei o dia de hoje, e espero que assim como me sinto hoje, continue me sentindo uma vencedora, apesar das oportunidades perdidas, que as perdas sejam vistas como a oportunidade para algo melhor que sempre vêm, e que continue tendo a capacidade de optar pelo melhor, e que a proteção superior esteja comigo sempre, pois a escolha sempre é nossa, mas que traça os caminhos não somos nós. Ás vezes questionamos este traçado, mas como poderíamos entender algo que é tão superior a nós.
Vou colocar umas fotos de quando era criança, para provar a quão “bela” eu era, um dia desses coloco uma de quando era de fato bonitinha, quando era bebê.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Confiança e sinceriade
Tenho pensado muito em temas como sinceridade e confiança, como somos seres sociais dependemos da relação com o outro e em diversos níveis de comprometimento. Em nossas relações mais próximas com o outro, com um nível maior de compartilhamento dos nossos diversos aspectos, é primordial o sentimento de confiança.
Essa confiança não depende, como sabemos, apenas dos outros, não implica simplesmente em uma pessoa querer confiar em mim, eu tenho que fazê-la sentir que sou uma pessoa confiável. Tenho/temos que ser sinceros para que as pessoas nos conheçam e dispensem ou não, seu sentimento de confiança em nós.
Quando a confiança é arquitetada sobre um terreno de inverdades não se torna sólida é o contato/relação, vai balançando como uma pilha de coisas empilhadas sem planejamento, e em um certo momento, desmorona! Aí o desgosto é evidente.
Não devemos ser ingênuos, em certo nível, todas as nossas relações vão nos causar danos, pois o que é intrínseco do ser humano é a mudança. O não pertencimento a um padrão imutável, estamos sempre nos reajustando, o que de fato interfere em nossas relações. É exatamente aí que a sinceridade vem em nosso auxílio, em se dizer, dizer suas verdades, seus momentos, mesmo que esses não se pareçam permanentes.
Há pensamentos como:
"A sinceridade imprudente é uma espécie de nudez que nos torna indecentes e desprezíveis." Marquês de Maricá
"Nenhum homem merece uma confiança ilimitada - na melhor das hipóteses, a sua traição espera uma tentação suficiente."
Henry Mencken
"A sinceridade imprudente é uma espécie de nudez que nos torna indecentes e desprezíveis."
Marquês de Maricá
... Nos fazem pensar sobre o quão devemos ser sinceros, o quanto serão sinceros conosco...
Mas só quem é verdadeiro a qualquer custo, entende a tranquilidade que isso traz, o prazer de não se atormentar com algo pendente!
"Um ato de confiança dá paz e serenidade."
Fiodor Dostoievski
“A confiança por vezes pode levar à ruína”, se encontra muita coisa dita a esse respeito. Por isso a necessidade de se confiar em pessoas que se mostrem o mais verdadeiras possível. Isso não significa que essa relação não vá causar "dor" mas as possibilidades diminuem!
A confiança exagerada, ilimitada, é decorrente da falta de auto-confiança, e é de fato desesperador, quando precisamos confiar em outra pessoa, pois estamos tão enfraquecidos que não somos um bom juizo!
"O mais importante para o homem é crer em si mesmo. Sem esta confiança em seus recursos, em sua inteligência, em sua energia, ninguém alcança o triunfo a que aspira."
Thomas Atkinson
Mais alguns pensamentos acerca dessas duas palavras mediadoras de toda nossa vida relacional com o outro. Seria bom para nossa geração começar a pensar e agir com maior sinceridade, orientados à honestidade e respeito, para que possamos confiar, não de forma cega e alienada, (assunto muito delicado, com muita possibilidade de explanação!) mas de modo que saibamos o que acontece e quem é digno de assumir o lugar de outro nas nossas tão preciosas relações. Afinal, esse outo pode ser, o nosso representante político, o nosso companheiro, nossos amigos!
bjos à quem ainda anda lendo o que eu raramente posto, vocês são demais!! heheh
Eu daria um prêmio a vocês, mas não tenho recursoso!
bjos... até qualquer post!
"Coloque a lealdade e a confiança acima de qualquer coisa; não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir teus erros."
Confúcio
"O homem que tem confiança em si ganha a confiança dos outros."
Textos Judaicos
"Presta confiança às acções dos homens, mas não ao que eles dizem." Demófilo
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Para Viver Um Grande Amor
[Vinicius de Moraes]
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva obscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
breve dicionário reflexivo
Essas palavras foram buscadas para que eu pudesse pensar e quem sabe faze-los pensar também em coisas que perpassam pelo nosso cotidiano.
O valor que as pessoas têm nas nossas vidas, onde cada uma delas se encaixa em cada momento que passamos o que temos feito por essas pessoas, e assim até por nós mesmos. Decepcionei-me comigo, quando pensei sobre, e com pessoas que estão ao meu redor também. E com tristeza cheguei a conclusão de que um juízo que fazemos das pessoas que norteia nossas ações, leva à conclusão de uma pessoa sobre nós, ou seja, é um ciclo, onde por ora julgamos e por ora somos julgados, ora agimos, ora somos vítimas de ações. Sei que poderiam ter mais palavras e em se tratando de pessoas elas são necessárias, mas pra mim, essas bastaram! Pensem também, eu tentarei agir melhor também...
Valor: Qualidade de valente; bravura, coragem: soldado de valor. Merecimento, mérito: ação de muito valor. Fig. Importância: não dá valor a futilidades. Préstimo, serventia: objeto de valor. Preço de um objeto: joia de grande valor. Validade: documento sem valor. Música. Duração de uma nota. Matemática. Cada uma das determinações possíveis de uma grandeza ou de uma quantidade variáveis. Comércio. Valor mobiliário, título negociável, emitido por entidade pública ou privada, e que materializa certos direitos. Filosofia. Juízo de valor, julgamento que enuncia uma apreciação (por opos. a juízo de realidade, que se limita a constatar um fato). Economia política. Teoria do valor, explicação que se faz do valor de um bem: os marxistas e os maximalistas enunciaram teorias do valor. Comércio. Quaisquer títulos de crédito, ações etc., representativos de dinheiro e negociáveis em bolsa.
Doação: O ato de doar. Ato jurídico pelo qual uma pessoa transfere a outra gratuitamente uma parte ou a totalidade de seus bens.Legado, dádiva.
O objeto doado.
Juízo: Ato de julgar. Faculdade intelectual de julgar, entender, comparar e tirar conclusões. Julgamento, apreciação: fazer bom juízo de alguém. Sensatez, bom senso, tino, siso:
Cuidar: Ter cuidado, tratar de, assistir; Cogitar, imaginar, pensar, meditar;Julgar, Ter cuidado; tratar-se
Importância: valia, relevância, prestígio, influência, preço, valor, valimento
Mudar: Remover, pôr em outro lugar, deslocar. Alterar, modificar, transformar, converter. Trocar, substituir.
Ação: O que resulta do fato de agir; tudo aquilo que se faz: praticar uma boa ação.
Manifestação de uma força agente: a ação do vento, de um remédio; a ação das leis sobre a sociedade. Seqüência dos acontecimentos numa narrativa, num drama: ação acelerada. Direito. Meio legal para obter um direito em juízo: intentar uma ação. Parcela de capital que se toma de uma sociedade, título que representa os direitos de um associado: comprar, vender ações. (As ações podem ser nominativas [a transferência é feita mediante assinatura do termo]; à ordem [a transferência é feita por endosso]; ao portador [a transferência se faz pela própria tradição do título]; preferencial [possui direitos preferenciais sobre outras categorias de ações emitidas pela sociedade].) Filosofia. Ato encarado do ponto de vista de seu valor moral: a deliberação precede necessariamente a ação.
Ação de graças, ato de piedade ou devoção com que se agradecem benefícios recebidos; agradecimento, reconhecimento. Ação entre amigos, rifa.
Consideração: Exame atento, reflexão: isto merece consideração. Respeito, estima, valimento, importância que se dá a alguém. Razões, arrazoado, exposição fundamentada.
Levar em consideração, levar em conta, dar importância.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
E... As coisas sempre voltam a ser como antes, o mesmo medo de tudo, a mesma apatia de sempre, a imobilidade diante de tudo, a falta de vontade das festinhas de confraternização, o desespero da inadequação, da evidente desaprovação! A cada fim de ano sinto como se fosse uma prova diferente, como fosse uma retrospectiva que me desagrada, que me mostra o tempo perdido.
O futuro é assustador, é a certeza de que mesmo mudando algumas coisas, o ciclo permanece!
Sinto um descontentamento, com tudo, com cada coisa. E isso não é um bom presságio. É fato, isso passa, mas hoje tanto dores no que se pode dizer alma, ou ego, orgulho, ou coisas assim, me atemoram e me atormentam, mas também dores físicas, de cansaço, dores no peito, nas costas, de cabeça. Enfím a vida começa a doer, mas espero que as festas de bom ano, me mascarem essas dores, e que me sinta com esse efeito placebo, uma enganosa felicidade, mas que por ser felicidade, nunca deixa de ser bem vinda. E que o ânimo venha, ancorado a essa felicidade, enquanto ela durar, e que se não durar, que pelo menos o ânimo desanime e não queira ir fazer morada em outro lugar.
O futuro é assustador, é a certeza de que mesmo mudando algumas coisas, o ciclo permanece!
Sinto um descontentamento, com tudo, com cada coisa. E isso não é um bom presságio. É fato, isso passa, mas hoje tanto dores no que se pode dizer alma, ou ego, orgulho, ou coisas assim, me atemoram e me atormentam, mas também dores físicas, de cansaço, dores no peito, nas costas, de cabeça. Enfím a vida começa a doer, mas espero que as festas de bom ano, me mascarem essas dores, e que me sinta com esse efeito placebo, uma enganosa felicidade, mas que por ser felicidade, nunca deixa de ser bem vinda. E que o ânimo venha, ancorado a essa felicidade, enquanto ela durar, e que se não durar, que pelo menos o ânimo desanime e não queira ir fazer morada em outro lugar.
"Alguém que não sorri, não convida. A apatia não é boa anfitriã."
Jucely Regis
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