domingo, 21 de fevereiro de 2010

Quem já tocou o amor?




Quem já tocou o amor pelo sabor do gesto?
Sentiu na boca o som? Mordeu fundo a maçã?
Na casca, a vida vem tão doce e tão modesta
Quem se perdeu de si?
Eu já toquei o amor pelo sabor do gesto


Confesso que perdi, me diz quantos se vão?
Paixões passam por mim, amores que têm pressa
Vão se perder em si


Se o amor durou demais, bebeu nas suas veias
Seus beijos de mentira não chegam muito longe
Paixões correm por mim, são só suaves febres
Seus beijos mais gentis derretem pela neve
Pra que tocar o amor pelo sabor do gesto
Se o gosto da maçã vem sempre indigesto?
Amarga essa canção, os dias e o resto
Se perde como um grão


Mas se eu ousar amar pelo sabor do gesto
Te empresto da maçã, vai junto o coração
Esquece o que eu não fiz
Te sirvo o bom da festa
De um jeito mais feliz


Paixões correm por mim, eu sei tudo de cor
carinho sem querer me cansa e me dói


Se o amor vem pra ficar, faz tudo mais bonito
Me basta ter na mão e o corpo tem razão

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

poema gótico



E no momento sepulcral
Do enterro do meu corpo
Encontrarei a paz afinal
pois enfim estarei morto

De que me vale a juventude
Se a desperdiço pensando
Jovem sem atitude
Por pensar demais vai definhando

Sinto falta do que nunca tive
Quero coisas que nunca vi
Conheço lugares onde nunca estive
Sinto saudades de um tempo que não vivi

A dor e a angústia me consomem
Desespero maior não existe
Como pode alguém tão jovem
Dizer palavras tão tristes

O sombrio cemitério
E seu aspecto mortuário
É o fúnebre império
Do coveiro solitário

Eu sou a vida e a morte
Ambas habitam minha mente
Não sou fraco, nem sou forte
Sou simplesmente diferente
Minha vida é cheia de sonhos
Que nunca se tornam realidade
Minha mente é povoada de demônios
Sou vítima de minha insanidade

Não notarão quando eu houver partido
Pois morrerei uma morte sem sentido
Como se eu nunca tivesse existido
Eu morrerei, porém sem nunca ter vivido

Estas figuras angelicais,
Que compõem esta doce paisagem,
Não estragarei mais,
Com minha sombria imagem.

Sonhei com você noite passada
Mas sonhos não valem nada
Pois sonhos são pura ilusão
E na vida sempre predomina a razão.







A pedido de Roberto!


Se eu fosse...




Se eu fosse um blues,
te mandava embora
Se eu fosse um samba,
esperava a aurora
Se eu fosse um jazz,
improvisava o amor
Se eu fosse um forró,
sacudia toda dor
Se eu fosse uma valsa,
te conduzia pela vida
Se eu fosse um tango,
te empurrava pra saída
Se eu fosse um rock,
te doava minhas veias
Se eu fosse um choro,
te sorria a noite inteira
Se eu fosse um maxixe,
remexia sua libido
Se eu fosse uma canção,
te acarinhava os ouvidos
Se eu fosse uma modinha,
jurava que você vinha
Se eu fosse um Sebastian Bach,
tentava a fuga todo dia
Se eu fosse um Beethoven,
era tua a Nona Sinfonia
Se eu fosse letra de música
Fazia uma rima única
E no final de um verso chinfrim
Cantava você pra mim…

A história de Lili Braun

Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom
Ele me comi a
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz


E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão
Foi desde então ficando flou

Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilingüindo toda
Ao som do blues
Abusou do scoth
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris

E voltou
No derradeiro show
Com dez poe mas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê
Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Flor frágil

Existem algumas flores pelo caminho,
mas elas são tão frageis, o tempo
o implacavel tempo, há de destruir
as odoriferas flores
as nobres flores do caminho.
Sim!! Restam poucas flores pelo caminho
e em torno delas há espinhos
pobres flores...
sangram, atingidas pelos espinhos.
Uma única flor ornamenta agora o caminho
mas logo alguem ao colhe-la
punge-lhe um fatídico fim
sem seiva, secará prematuramente.
Flores... belas e trágicas em seu fim

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

beijo do destino

Quero um beijo do destino
Mais um para eu amar...
Impossível, imprevisível...
E que gosta de me enganar

dez_interessantes

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