quinta-feira, 12 de julho de 2012

O gato, a bailarina e a borboleta.

Um gato, um bendito de um gato, era o que ele era, que se encantou por aquela bailarina que rodopiava em sua caixinha de música, a infeliz bailarina. Ele achava os movimentos circulares que ela fazia muito interessantes, esperava que ela mudasse de rota, acompanhava com os olhos, e a queria, armava o salto/ pulo/golpe, ela era linda, e provavelmente seria muito divertida, tão graciosamente vestida!
Mas algo o incomodava, era a música, aquela melodia tranquilizante o sedava ao mesmo tempo que o atraia, e ele não gostava disso, de repente começava a pensar o quão estaria satisfeito se capturasse a bailarina e interrompesse a musica, alguém de súbito fecha a porta por onde ele havia entrado, algo como o destino que os encerrava frente a frente, para um momento decisivo, ao que ele lança um olhar qualquer e continua a observar a bailarina e sua musica, a fascinação era grande.
 Ela percebia que ele a observava, e sentira medo, mas ao mesmo tempo gostava de saber que alguém a observava, se sentia importante, seguia seu curso, dançando ao som da musica... O gato num salto sobre a bailarina a separa de sua caixinha de musica, ela sofrera com a separação de sua dança e começava a pensar em o que seria daí para frente, mas o gato em completo gozo, desfere sutis tapinhas na bailarina tentando fazer com que a bailarina se mova, mas é inútil, ela não é nada sem sua caixa, sem sua música, sem sua dança, não tem mais a mesma graciosidade...
Uma borboleta entra pela janela_ O gato nota a presença da borboleta e se recompõem da diversão com a bailarina, persegue a livre borboleta que dá rasantes pelo ar, como que há o convidar a persegui-la, trazia o vento bom do exterior em suas asas, e as cores da vicissitude, da real vida_ A borboleta sai pela janela_ O gato de pronto segue a borboleta em um salto sorrateiro e a bailarina permanece no chão, sem sentido de ser!

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