domingo, 6 de maio de 2012

Sim, eu proferi, palavras… profanei, com as palavras que proferi, foi você que ataquei, revidei, foi por causa do que sentí, do que deixou… E sei, que em tudo que disse e tentei, nada chegou a tí, nada te alcançou.

não fiz questão de mencionar, de mascarar, de eufemizar, qualquer coisa hiperbólica que sentí. A sutileza não era aliada da minha dor, tal qual o exagero é amigo de sua felicidade.

Você andou muito mais do que eu, sorriu pras pessoas que eu envenenei contra vc, você as conquistou, e elas precisavam de você… Agora aqui estou, o quadro perfeito da loucura, que você mesmo pintou! Afinal, nunca em qualquer hipotese você me deu esperanças, o que em suas descrições consta, é que eu sempre soube quem era seu amor, e ainda assim, não deixara de ser inconveniente.

Mas tal qual uma frase tem um ponto final, e todas as sentenças mesmo que se usem reticencias, tem uma idéia geral, um lugar a chegar, aviso-te, meu nome ainda será mencionado nessa história, que houvera sido só minha, e saiba, os verbos, aliterações e adjetivos qualitativos positivos serão acompanhados do sujeito que sou eu!!

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Eu vou…

É…eu to seguindo, essa é a opção, única e irrefutável. Eu vou tentando, em cada sorriso, em cada gesto, em cada apagar de cada lembrança… não necessariamente apagar mas a ilusão do que possa ser isso.

Eu vou vivendo no dilema: saber da sua felicidade e ainda pensar em como ela pode ser, felicidade que de tão diversa e intensa me mostra um mundo que nunca seria meu. Eu vou me culpando, me questionando, me amando sempre menos, e me prendendo a um tempo que já passou.

Eu vou me perguntando “por que?”, “em que sou menos?”, “o que não sou?” , e sei que são perguntas lançadas ao vento.

Vou me froçando a lembrar das imperfeições, das mentiras dos desenganos, na verdade, do engano puro e simples em que o tudo vivido se traduz.

Vou tentando dar chance a outras vidas, tentando outras histórias, vou quebrando com um martelo de vidro as paredes rochosas do meu velho mundo. Não pense que a vontade de quebrar essas barreiras é pouca, pois a vontade é muita, mas a ferramenta é incapaz de tal obra.

Eu vou arquitetando/inventando um novo final feliz, mas antes de tentar, parece não dar certo, não há coerência, não há sujeitos que se adjetivem da forma como gostaria, a história morre assim, sem cor, sem mocinho e no fim sei, a vilã serei eu.

Vou me dando a chance de jogar para fora algo que será apenas problema meu, sempre foram e sempre serão, afinal a história de drama/horror é apenas minha.

Vou me preocupando, recriando, revivendo, vou esperando coisa que não vêm, vou ficando sozinha, sempre assim, e sentindo o calor e brilho da tua vida mesmo que de tão longe.

Vou lutando, contra o desejo de procurar saber de ti e sofrer imensamente com coisas novas e certas, a sofrer imensamente com o já sabido.

Eu vou tentando apagar tudo isso, não dar sentido a qualquer palavra ou sentimento, e no fundo, sinto que o que a mim foi dado foi tão pouco, que o que aqui escrevo se torna injustificado.

Eu vou, lutando contra o aniquilamento, vou tendo esperanças.

Eu vou seguindo o meu caminho, com medo de te encontrar e esperando que isso aconteça. Medo de ver seu sorriso genuino que não é por mim, medo de que faças que não me conheces ou que me faças como a culpada de qualquer coisa, medo do seu olhar que me rejeita e condena, No entando esperando ver seu sorriso, só por ver, e acreditar que um dia estive por perto, e que mesmo que não tenha sido nada para você, foi de um tudo para mim.

Eu sei que tu vais, para longe de mim…e que mesmo que eu não goste do caminho e não tenha por que seguir, por qualquer rumo eu também vou!

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