quinta-feira, 29 de novembro de 2012

N(ã)o hoje!

hoje eu queria deixar tudo de lado,

a respondabilidade, o medo, o necessário, a idade…

hoje só queria estar em um lugar,

lugar sem nome, mas com aromas, com cores,

com formas e sensações, lugar sem corpo, na verdade

existente nas reminicências do melhor de mim.

 

hoje eu queria cantar o velho mantra de trazer satisfações

deitada ao sofá como fizera antes,

me permitir esquecer, que o mantra não me trará nada

se não me levantar do sofá,

 

hoje queria ser criança

poder acreditar em contos de fadas,

sem me deixar ser interrompida pela praticidade da realidade,

sem ser alertada sobre a falha das estórias

em um “feliz para sempre”, sem nada mais,

com tudo que sei hoje é bem logico

que uma vida não é feita só de alegrias.

 

Hoje queria um mundo onde nomes não tem sentido

e não dizem quem é quem, ou melhor que outrém,

um mundo onde não importa o conceito

e sim o que se é sentido, mundo sem amarras,

onde eu não seria nada, não o nada que existe

que deve vir a ser algo

que resiste na inutilidade, diante da sociedade.

 

hoje estou presa nas grades da janela do  meu quarto

observando um cão que brinca, eu podia brincar com ele

mas tenho muito a fazer e pouco fôlego,

 

A vida, como se apresenta hoje

é um mar de muitas coisas jogadas ao acaso

e preciso agarrar-me ao máximo  das coisas

que flutuam nesse imenso oceano,

mesmo que por perto não esteja sempre o melhor

devo capturar o que for bom,

prender a mim e nadar um pouco mais.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

CaFé frio!

Esses dias em que se acorda devagar, tomando de gole em gole o café frio e velho,  esses goles são as horas com um péssimo gosto e passam numa lentidão desmotivadora.  Horas essas imaginadas já no momento do café matinal, quente e forte pensado para espantar desânimo e suas desventuras!
Esses dias são como o café frio que não se aproveita mais, sem aroma e com uma cor que engana. Tomado assim frio forte e puro, quase intragável!
São o resto do dia de ontem empurrado goela abaixo e se requentado, oxida e ganha um gosto férreo, café que se é tomado é por engano, por achar que era um novo que alguém teve a graça de fazer, ou tomado ainda pela miséria de espirito de não ter coragem de fazer outro ou de não ter mais pó, ou gás, qualquer dessas coisas das receitas do café _cada um com uma_.
Café frio que nada pode acompanhar, nada combina... café frio que nada rende, além da dor estomacal e pensamentos terríveis, sobre o ter, ser e querer, sobre a necessidade do açúcar, e de quaisquer graus de calor no líquido...

Tem sido dias a fio desse caFÉ frio!!


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Confissões de uma psicótica- Natalia Klein

Não preciso nem falar que me identifiquei com esse site e principalmente com o texto, só lamento não ser identificável o senso de humor com que o assunto é tratado! A minha psicose não deve ser tão adorável assim!

É, meu bem, não vou te enganar não. Sei do teu passado todo. E ele te condena. Li os comentários constrangedores que você postou há dez anos num fórum acerca de um possível teste de DNA para Darth Vader e Luke Skywalker, já que eles vivem no futuro e no futuro a tecnologia não pode funcionar só à base da Força. Vi sua classificação no vestibular da faculdade de medicina que você largou faz sete anos para ingressar em comunicação - de onde, aliás, você não saiu até hoje. Te vi no flog super miguxo daquela coisinha ninda adoradora da Hello Kitty que julgo (lamentavelmente) ser sua ex. E posso, inclusive, te adiantar que o peguete novo dela é mais bonito que você. Só que ele escreve errado. Você não. Sua ortografia é sempre impecável. Mesmo quando discorre sobre a saga de Star Wars. E você nunca escreveu aXxim, deXxi jeiTu fOfuxXxO.
Meu nome é Adorável Psicótica e eu sou uma xereta anônima. Xereta, com t. Caso contrário, meu problema seria outro. E eu não estaria aqui agora, escrevendo essa confissão descarada. Pode ter certeza que eu estaria fazendo algo bem mais útil e (re)produtivo. Mas, para o meu infortúnio (e talvez o seu também), cá estou. Uma xereta viciada, entregue ao submundo dos links, perdida na selva dos scrapbooks, sem lenço, sem documento - exceto a sua carteira de identidade que eu achei na internet, número 58765664-9, expedida pelo Detran. Não que eu tenha algum intuito criminoso, longe disso. Não fuço ninguém por maldade. Fuço simplesmente porque posso. Porque tenho os dedos mais rápidos do Google Earth e te encontro antes de você conseguir soletrar O-N-D-E-E-S-T-Á-W-A-L-L-Y.
Começa com uma buscazinha no orkut, uma olhada en passant pelas comunidades, pelos scraps, pelos testimonials mais calorosos. Daqui a pouco vira uma pesquisa refinada no Google, um pente fino que devassa tudo que faz de você o indivíduo complexo e subjetivo que é. Ou, pelo menos, o ser Frankenstein que eu monto no meu dossiê imaginário, encaixando as peças e tentando decifrar o indecifrável.
Porque não adianta fugir. Quem tá vivo tá no Google e mais cedo ou mais tarde vai ter seu nomezinho no histórico de buscas de outrem. No futuro que já começou (pois a festa é sua, a festa é nossa, é de quem quiser), todo mundo terá suas 15 ocorrênciazinhas de fama. Ninguém está imune.
Mas não precisa ter medo da internet (ou da Virginia Woolf). Um amigo meu tem medo do Sting. Porque o Sting vai ficar te olhando a cada passo que você der, cada palavra que você disser. Todo dia.
Então fica aí o recado para os que gostam de sair por aí comentando em blogs alheios com pseudônimos malucos ou emitindo opiniões anonimamente. Não pensem que vão se safar dessa assim tão fácil. Hei de persegui-los até as profundezas do inferno, se for preciso, mas irei encontrá-los, um a um. E quando acontecer, vou ficar só na espreita. Que nem o Sting.
I’ll be watching you.

Acessado em 23 de janeito de 2012 no site Adorável Psicose- por Natalia Klein

O gato, a bailarina e a borboleta.

Um gato, um bendito de um gato, era o que ele era, que se encantou por aquela bailarina que rodopiava em sua caixinha de música, a infeliz bailarina. Ele achava os movimentos circulares que ela fazia muito interessantes, esperava que ela mudasse de rota, acompanhava com os olhos, e a queria, armava o salto/ pulo/golpe, ela era linda, e provavelmente seria muito divertida, tão graciosamente vestida!
Mas algo o incomodava, era a música, aquela melodia tranquilizante o sedava ao mesmo tempo que o atraia, e ele não gostava disso, de repente começava a pensar o quão estaria satisfeito se capturasse a bailarina e interrompesse a musica, alguém de súbito fecha a porta por onde ele havia entrado, algo como o destino que os encerrava frente a frente, para um momento decisivo, ao que ele lança um olhar qualquer e continua a observar a bailarina e sua musica, a fascinação era grande.
 Ela percebia que ele a observava, e sentira medo, mas ao mesmo tempo gostava de saber que alguém a observava, se sentia importante, seguia seu curso, dançando ao som da musica... O gato num salto sobre a bailarina a separa de sua caixinha de musica, ela sofrera com a separação de sua dança e começava a pensar em o que seria daí para frente, mas o gato em completo gozo, desfere sutis tapinhas na bailarina tentando fazer com que a bailarina se mova, mas é inútil, ela não é nada sem sua caixa, sem sua música, sem sua dança, não tem mais a mesma graciosidade...
Uma borboleta entra pela janela_ O gato nota a presença da borboleta e se recompõem da diversão com a bailarina, persegue a livre borboleta que dá rasantes pelo ar, como que há o convidar a persegui-la, trazia o vento bom do exterior em suas asas, e as cores da vicissitude, da real vida_ A borboleta sai pela janela_ O gato de pronto segue a borboleta em um salto sorrateiro e a bailarina permanece no chão, sem sentido de ser!

terça-feira, 5 de junho de 2012

ainda aqui!

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Depois  de tanto tempo… Depois de tantos contratempos, tanto medo meu, tanta mentira tua….

Para além de achar que te odiava, de que me vingaria, de te desejar coisas ruins, além de tudo isso descobri, não posso te odiar.

Apesar disso, o que  fiz foi reviver o que achava que estava morrendo… ouvir novamente as musicas, que você faz questão de apagar da tua vida, ir aos velhos lugares, apreciar as antigas comidas… chorar… acreditar que você um dia tenha feito o que fiz por tanto tempo, e ainda faço, se importar!

Ainda vejo algumas pessoas e é inevitável não lembrar de você, é como se os gestos delas projetassem o seu sorriso na parede oposta, e a sua voz, a sua risada, seu jeito de olhar, a-que-le seu jeito de olhar…!

…Eu não tinha me dado conta, meu sentimento é maior do que deveria, até para aquela época. E isso é paradoxal por que, tenho plena certeza que você me achava estranha, sempre inquisidora, sempre nervosa, na verdade eu sou meio assim, posso, à princípio, ter passado a impressão de que não gostava de você. Só que eu não soube aproveitar o pouco tempo que eu tinha, eu no fundo sabia que você não me pertencia, e que em pouco se ausentaria, eu não fui o melhor para você… Ainda me questiono, por que, qual meu erro?

Eu não aceitei muito bem a perda, e nem a entendi… mas não há como negar, à minha maneira, te amei, e por pura idiotice, falta de vergonha e amor proprio ainda te amo, com toda minha força, e é tão doloroso não saber mais nada, e ficar pensando sobre como alguem pode estar te fazendo feliz. É tão ruim acordar e saber que vou findar o dia sem o mais lindo sol, que é o teu olhar.

Ainda assim agradeço a Deus, em algum lugar você sorri. E me culpo por não poder ser parte desse sorriso.

Eu só sinto que se houvesse mais algo que eu pudesse fazer… mas tudo o que havia de ser feito, foi feito… Há quem diga que quem quer de verdade, encontra tempo, e não desculpas… e ainda me lembro… das tantas desculpas, e me lembro de tudo que abri mão, coisas até que você nunca tomará consciencia.

Sabe, eu ainda não sei por que sinto tudo isso, era pra ser completamente o oposto, pra eu te odiar, pra não querer ver-te ou ouvir falar de ti! Mas aqui estou eu… falando sobre algo para alguem que nem sequer vai ler, mesmo sabendo que isso, para as outras pessoas, é patético!

…Mesmo sabendo que sua vida anda melhor impossivel, não consigo evitar o desejo de ter sido importante… bom na verdade acho até que fui, espero ter-te feito ver as coisas realmente importantes da tua vida, teu verdadeiro amor, teu foco na vida, eu não gostaria de ter sido apenas mais uma pessoa, espero não ter sofrido à toa. Pois sei que você pensa que não havia motivo algum para que eu sofresse, e que não sentido no sentimento que eu dizia ter, mas tinha sim, não está sendo fácil mudar o que você representa!

Passei por coisas que me fizeram entender um pouco das suas atitudes, não posso dizer que me tornei o que você foi para mim, eu não conseguiria chegar tão longe, o que sei é que te entendo! Que te julguei, condenei demais, mas a vida me impôs “lentes” e eu ví ou sentí, uma parte do que você sentiu, e o que mais me aterroriza é ter a certeza, com tudo isso que ví, de que você nunca me amou, mas  fez o possivel para que eu continuasse a acreditar que eu podia amar e que podia acreditar em alguma coisa, mesmo que ela não fosse tão verdade.

As vezes queria realmente te colocar na lista dos sem importância, mas isso não dura nem um dia inteiro, já no outro dia suas atribuições retornam.

Em tudo que aconteceu, e no mais que acontecerá em nossas vidas, logimante nunca mais unidas, desejo apenas nossa felicidade, muitas coisas ainda devem me acontecer para eu chegar ao nivel de realização comparável ao teu mas espero atingir o meu ideal, e se tenho certeza de algo é que a tranquilidade há de te agraciar sempre! Por mais que tenha tentado, por mais que tenha evocado o sofrimento que passei para cultivar sentimentos de raiva e desprezo por você, só consigo sentir o melhor, mesmo que não devesse, mesmo que saiba que o amor que você precisa ter, você já tem, e que o meu é irrelevante.

No mais, o que eu peço é que Deus é que ele me direcione e me encaminhe à vontade Dele, pois não sei nada e não posso nada. Mas ele sabe de tudo que passei e por que passei, sabe também os seus motivos… Enfím, Ele nos honra ou nos julga!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

ex- friends

A_Alô!

B_Oi!

A_Eu estou te ligando por que você sumiu (silêncio), não está mais respondendo minhas mensagens como antes, quando te chamo pra gente sair… conversar como antes, você nunca pode! Você está bem? Tem alguma coisa acontecendo?

B_Eu estou bem! Não está acontecendo nada!

(silêncio)

A_ Ah!!

B_E você está bem?

A_Sim, estou bem, só estou com saudade da minha melhor amiga de infância!

B_Eu tô namorando sabia!

A_Sim eu sabia, já tem uns dois meses né?!?

B_É!

A_Você deve gostar dele, para se afastar assim…

Se bem que, acho que o motivo é outro!

B_Não é isso!

A_Eu espero que não, nem acredito que seja, pois… baseando na época em que éramos amigas, você deveria ser uma pessoa descolada, sem julgamentos ou preconceitos!

B_Nós ainda somos amigas, só estamos um tanto afastadas … e eu não tenho preconceito!

A_Ah! Me desculpe então, eu é que entendi errado a forma como você se afastou de mim assim que lhe contei que não gostava quando você tentava me fazer sair com amigos seus e em seguida lhe contei que achava ser lésbica!  Mas sabe eu sofri muito por que para mim você é como uma irmã, quase que uma parte de mim, mas junto com o tempo em que você se distanciou, eu me aproximei do inevitável, eu comecei a me conhecer, e hoje eu posso dizer que sou homossexual, lesbica, gay, ou como qualquer outro nome que queira me chamar… Eu tinha medo de te contar, medo de perder a sua amizade… mas agora, tenho dúvidas de até quando você me considerou sua amiga, e o que foi realmente que aconteceu! O que eu sei é que eu ainda te amo muito, mesmo que você possa ter medo de mim, mesmo que você ache que não me conhece mais, só queria que soubesse de uma coisa, o meu sentimento por você não mudou, e que se fosse você no meu lugar… Bom talvez agiria como você, mas por tudo que passei, pelo que sofri em ter que me afastar das pessoas, em vê-las me olhar diferente, hoje sei o quanto doi… e tendo passado por isso aprendi a ser diferente e não me importar com os conceitos sociais e buscar o que me faz bem.

Eu nunca te vi como mulher para mim, te vi como irmã, como amiga… Mas é o tipo de coisa que eu não conseguiria te provar ou explicar isso…

B_Larga de ser boba, não tem nada a ver com isso não, é só que……. tomamos caminhos difentes! (risos)

A_É… realmente, na mesma cidade, na mesma escola… talvez até com alguns dos velhos sonhos…..Hun…! Muitas coisas …. diferentes…., mas ainda somos alma…. deixa pra lá!

B_Me desculpa por qualquer coisa, eu não quis passar essa impressão, você ainda é minha amiga e….. bom… qualquer dia a gente marca de encontrar para conversar, mas agora eu tenho realmente que desligar…!

A_Tá bom!

B_Fica bem.. beijo… tchau!

A_Você também….

tu tu tu tu tu….

A_Adeus… Ainda assim, se fosse o caso! Sei que você tem amigos que tem intenções, e nem por isso você se afasta deles! Eu sempre goste e sempre vou gostar de você… mas não como mulher… Tem coisas que são sepultadas sem se explicar as minuncias da morte!

domingo, 6 de maio de 2012

Sim, eu proferi, palavras… profanei, com as palavras que proferi, foi você que ataquei, revidei, foi por causa do que sentí, do que deixou… E sei, que em tudo que disse e tentei, nada chegou a tí, nada te alcançou.

não fiz questão de mencionar, de mascarar, de eufemizar, qualquer coisa hiperbólica que sentí. A sutileza não era aliada da minha dor, tal qual o exagero é amigo de sua felicidade.

Você andou muito mais do que eu, sorriu pras pessoas que eu envenenei contra vc, você as conquistou, e elas precisavam de você… Agora aqui estou, o quadro perfeito da loucura, que você mesmo pintou! Afinal, nunca em qualquer hipotese você me deu esperanças, o que em suas descrições consta, é que eu sempre soube quem era seu amor, e ainda assim, não deixara de ser inconveniente.

Mas tal qual uma frase tem um ponto final, e todas as sentenças mesmo que se usem reticencias, tem uma idéia geral, um lugar a chegar, aviso-te, meu nome ainda será mencionado nessa história, que houvera sido só minha, e saiba, os verbos, aliterações e adjetivos qualitativos positivos serão acompanhados do sujeito que sou eu!!

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Eu vou…

É…eu to seguindo, essa é a opção, única e irrefutável. Eu vou tentando, em cada sorriso, em cada gesto, em cada apagar de cada lembrança… não necessariamente apagar mas a ilusão do que possa ser isso.

Eu vou vivendo no dilema: saber da sua felicidade e ainda pensar em como ela pode ser, felicidade que de tão diversa e intensa me mostra um mundo que nunca seria meu. Eu vou me culpando, me questionando, me amando sempre menos, e me prendendo a um tempo que já passou.

Eu vou me perguntando “por que?”, “em que sou menos?”, “o que não sou?” , e sei que são perguntas lançadas ao vento.

Vou me froçando a lembrar das imperfeições, das mentiras dos desenganos, na verdade, do engano puro e simples em que o tudo vivido se traduz.

Vou tentando dar chance a outras vidas, tentando outras histórias, vou quebrando com um martelo de vidro as paredes rochosas do meu velho mundo. Não pense que a vontade de quebrar essas barreiras é pouca, pois a vontade é muita, mas a ferramenta é incapaz de tal obra.

Eu vou arquitetando/inventando um novo final feliz, mas antes de tentar, parece não dar certo, não há coerência, não há sujeitos que se adjetivem da forma como gostaria, a história morre assim, sem cor, sem mocinho e no fim sei, a vilã serei eu.

Vou me dando a chance de jogar para fora algo que será apenas problema meu, sempre foram e sempre serão, afinal a história de drama/horror é apenas minha.

Vou me preocupando, recriando, revivendo, vou esperando coisa que não vêm, vou ficando sozinha, sempre assim, e sentindo o calor e brilho da tua vida mesmo que de tão longe.

Vou lutando, contra o desejo de procurar saber de ti e sofrer imensamente com coisas novas e certas, a sofrer imensamente com o já sabido.

Eu vou tentando apagar tudo isso, não dar sentido a qualquer palavra ou sentimento, e no fundo, sinto que o que a mim foi dado foi tão pouco, que o que aqui escrevo se torna injustificado.

Eu vou, lutando contra o aniquilamento, vou tendo esperanças.

Eu vou seguindo o meu caminho, com medo de te encontrar e esperando que isso aconteça. Medo de ver seu sorriso genuino que não é por mim, medo de que faças que não me conheces ou que me faças como a culpada de qualquer coisa, medo do seu olhar que me rejeita e condena, No entando esperando ver seu sorriso, só por ver, e acreditar que um dia estive por perto, e que mesmo que não tenha sido nada para você, foi de um tudo para mim.

Eu sei que tu vais, para longe de mim…e que mesmo que eu não goste do caminho e não tenha por que seguir, por qualquer rumo eu também vou!

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quarta-feira, 7 de março de 2012

426283_371310409559859_304955779528656_1312280_971067582_n Se é pra ler uma nota, ou redigir qualquer outra, se é pra sorrir para os colegas ou para a simpática senhora da padaria, se é pra ser gentil com o prestador de serviços…

Farei mecânicamente, pois a mente, a alma o coração, o que quer que seja. Tem lugares específicos para vagar, o nada além de mim… que não chega a  tocar em tí, o que se perdeu em qualquer momento de minha história que você reproduz por aí lamuriando como uma estória de pesar… Qualquer coisa da qual eu e apenas eu tenha a chave, pois ninguem mais quis tomar conta, coisas que doeram antes e agora que são apenas “souveniers” doem ainda mais. Não há lugar para guardar, não há cuidador para nomear… Há apenas eu e qualquer mundo que seja meu!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

D’vaneio… se permitir!

Tem horas em que a gente se permite admitir, que aquele prato caro de um restaurante refinado, na verdade estava uma droga, que aquele vinho de uma determinada região, daquela safra, “ a melhor”, não parecia nada mais que um vinho qualquer. Falta de requinte para perceber coisas realmente boas? Talvez, mas nada mais é que, uma opção feita em um determinado momento, fundamentada em opiniões de pessoas diferentes que certamente não vivem o mesmo mundo que você.

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Tem horas que a gente se permite, similarmente avaliar friamente o que umas e outras pessoas nos proporcionaram, de posse de nosso arquivo de pessoal e um tempo hábil, livre de todas as variáveis sentimentais ou regido por elas em mais uma de suas características, ou seja, variante, escarafunchamos memórias, cenas, representadas, apresentadas, verdadeiras ou não, imaginamos, conjecturamos, e alí está, um quadro novo, que se assim o fosse antes, o hoje seria diferente.

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Nos permitimos em certos momentos avaliar o quão nos afixionamos à um ideal… a possibilidades, o quanto mudamos por algumas pessoas, o quantos nos calamos, quantas vezes desviamos rotas, interrompemos projetos, adoecemos, nos diminuimos, nos exaltamos, nos entristecemos,por quantas vezes choramos, nos damos nossa propria sentença, decretamos fim certo de tanto sofrimento, talvez possamos um dia ser assim para alguem, ou fomos, ou simplesmente não seremos (meu caso), quantas vezes nos enfurecemos e juramos nunca mais… nunca mais!

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O fato é que, ainda assim nos permitimos, que essas mesmas pessoas retornem e se elas ainda o quiserem, seremos novamente o que fomos.  Talvez não as mesmas pessoas, de fato, mas um outro personagem o os sentimentos alí estarão.

Se permitirmos que a miséria pessoal se instale, e que nossa mente nos remeta a essas lembranças e conjecturas sobre esses já mencinados atores, seremos deveras infelizes sujeitos, às voltas com a felicidade alheia,  risos e festas, momentos gloriosos em companhia de amigos e familiares, o céu na terra, exceto que não para nós e sim para esses atores.

E o pior, isso tudo pode não passar de imaginação como também pode ser real, mas o abandono a esses pensamentos petrifica e vicia, até que não se viva sem que seja em função da paranóia persecutória da vida ilusória de outrem. Talvez eu tenha exagerado um pouco, mas quanto mais espalhafatoso mais visto!

Se imagine assim, diga se em uma porcentagem menor já não estiveste em uma situação parecida. Somos seres humanos, somos parecido, alguns de fato não se afixionam tanto quanto outros mas, penso que cada um cumpre um PAPEL.

Às vezes nos permitimos pensar sobre o nosso proprio papel, nos compadecemos de nós mesmos, na nossa balança fomos algumas vezes o personagem: indefeso, o de tamanha bravura e coragem, outras até, o indeciso, amedrontado por alguma ameaça, o imaturo, o jovial, o paquerador, o maduro, o aconselhador, amigo, fiel, o vilão, o sábio…

tragedia grega

É necessário grande virtude para se avaliar na sua propria peça, não trapacear e se achar sempre o mocinho indefeso, há que se ter hombridade para reconhecer o momento em que a fera rosna dentro de nós e sai dilacerando tudo! Há que se ter força titânica para não se comover com o proprio sofrimento e se entregar a ele, como numa imagem narciso/egoista. (não que a imagem do sofrimento seja tão sedutora, mas antes a tentativa de recuperar aquele ser dentre às suas próprias águas!).

Entretanto, o irônico é que somos o personagem principal e o autor da peça , ainda que não o único, pois sofremos influência de outras representações, e por vezes somos mais influenciados que influentes.

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Nos permitimos, raras vezes, perceber que a peça que estávamos representando nada mais era que um pop qualquer, campeão de bilheteria, cheio de acrobacias , cenas e burburilho, mas que na realidade… de arte era pobre e consumia demais do ator, o autor subjazia, sem se esforçar tanto. O ator se expressava… se expressava em uma cena que todos se cansaram de o ver, o lugar comum.

Ainda assim nos permitimos avaliar em um momento, no atuar, no decorrer… Algumas cenas são total improviso, mas outras são tiradas do roteiro, e é de grande importância o olhar crítico do autor em perfeita sincronia com a pulsação do ator para que a obra seja lembrada como um clássico e não apenas um re-make. Em todo caso, é importante se permitir a se omitir.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

SóLidão

Me sinto sem lugar, minha cama é estranha. minha casa e cada objeto me irritam, o som de tudo lá fora são insuportáveis! Pensar em sair é muito ruim, o sol: quimera, a chuva: tristeza. As pessoassão confusão e ao mesmo tempo muita simplicidade, mesmo isso sendo um paradoxo.

Amanha isso passa?

Me viro do avesso toda, mudo a rotina, encaro as pessoas e os desafios, a chatice ou complexidade e não me dou ao luxo de permanecer assim na completa ausência do mundo. O mundo já está a cada dia mais se ausentando para mim, não posso lhe virar as costas, pois se nessa demonstração de “solidão” e incapacidade me sinto tão mal o que seria de tudo isso, de mim, se eu apenas aceitasse e deixasse para lá, não assumisse o risco e fosse lá fora no sol, me queimar um pouco, não é o que gostaria de fazer, mas… a moda é ter o corpo bronzeado, então pego o meu biquine e meu protetor que é pra não ter insolação. Vou lá fora, tentar uma aproximação sem que isso me invada!

isolamento

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

NOiTe

Há dias em que a noite cheira tão bem, não o cheiro embriagante das pessoas com seu porte ao caminhar. Não pelo ébrio licor vendido em qualquer lugar, ás vezes apenas o cheiro da magrugada, que não se sabe de onde vêm, sendo assim no mínimo, o esvaecer de um dia e nascer de outro, a hora mesma do começo e do fim.

Quiz eu caminhar lá fora e me perder por aí,

souberas tu que fiquei em casa a te encontrar em tudo que ví.

Antes de fato saisse e fosse até à lua um conselho pedir,

mas essa tão apressada, do céu logo teria que ir,

se encontrar com o sol do outro lado a sorrir

ambos em sua plenitude mantém o que trazem de sí.

Não alteram sua existência sempre estarão bem alí

Seu caminho… percorreram, a vida deve seguir.

[…]

Quiz eu sair pela rua, agora ainda cedo da noite

mas ainda não me adaptei: o frio, a solidão… um afronte

não tive tempo de excluir o medo, esse açoite

que ao meu primeiro passo avisa dos perigos de seguir adiante

não me desvencilhei da ilusória segurança que era minha fonte

e agora não saio para rua e a rua que não me encontre

pois eu na minha pequenez, não soube ser nada além do ontem

fui apenas parte de algo demasiadamente estanque

eu que não encontre a lua e ela que não me encante

eu que não vá até a lua e ela compulsoriamente me engane.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

unself

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Não sei se essa palavra existe mas também pouco importa, ela está aí apenas para descrever um sentimento. Pode parecer egocentrismo usar uma palavra inventada por si mesmo para descrever algo de sí, que seja, mais uma faceta! Egocentrista em umas coisa e em outras … Bom, o unself seria a pormenorização do self_ mas não estava falando agora mesmo de egocenstrismo? De fato, uma coisa não depende da outra_ Como quando não existe “ Self-help” ou “ Self-esteem”, “Self- discipline”, “self-control,’ “self-confidence”, “self-assurance”, nem um pouco “self-centred”, bom, uma coisa todas essas palavras tem em comum, o self… myself… yourself… Como nos tratamos? como tratamos o outro?

Usei a palavra em “inglês” por que pensei no “un” que é  prefixo de contrário . O “unself” muitas vezes acontece por descuido, deixamos de satisfazer nosso Self para engrandecer outras coisas, não necessariamente outro self, algumas vezes pensamos que com certas atitudes iremos construir algo para o futuro que nos beneficie, o que pode na verdade, estar adiando a satisfação do nosso self. Todo cuidado é pouco nesse caso, pois se há algo certo é que quanto mais poder temos, mais poder queremos, se pulamos do telhado empunhados de uma sombrinha aberta, certamente desejaremos uma emoção superior_quem sabe asa delta?!?_ Assim como nos permitimos o prazer, há que se permitir o desprazer, sem que, se chege ao cúmulo de se anular totalmente.

 

(unself realmente não existe é uma das combinações não aceitadas pela regra da língua, o correto seria unselfish… mas mantenho a palavra, por mais “nonsense” que seja.)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Cheguei de Urutaí ha certo tempo, não tenho a mínima vontade de fazer qualquer coisa, apenas ver TV. Meu celular permanece desligado e não tenho vontade de liga-lo, sei que não terei a ligação que espero, ou a mensagem, enfim a resposta que pedí.
 Ultimamente tenho me sentido muito mau, na verdade, já faz mais de um ano, muita insegurança, desconfiança, fraqueza, raiva, nenhum sentimento construtivo, eu de fato não sei e não tenho mais nada o que fazer. Já tentei exigir atenção, fui ignorada, já tentei merecê-la com afeto e diálogo, não fui entendida.  A única resposta que tive foi a desconsideração, a prova de que existem pessoas sem escrúpulos que não se comovem com pedidos ou com qualquer outra coisa que venha do outro, olham para sí e agem apenas para se beneficiar. Queria a resposta do por que de tudo que passei, mas nem todas as pessoas tem a grandeza de assumir seus erros ou de confessar seus motivos acabam se apegando a outras pessoas fracas  as quais os dão suporte, dessa forma sua fortaleza não pode ser destruída, lançando mão disso  e de sua habilidade de convencimento e astúcia em inventar ou amentar algumas histórias, se transformam em mocinhos, a verdadeira pintura de um arcanjo, mesmo para alguém para a qual já deve ter feito algum mau, nesse ponto, me refiro às pessoas fracas em quem se apoiam, é irônico isso, se apoiar em alguém fraco. Não pense que isso é impossível, uma pessoa fraca, precisa de alguém que “cuide” delas, mas a recíproca também é verdadeira. É uma relação que se sustenta dada pela necessidade de ambas as partes!
Voltando, tenho aprendido que existem sim pessoas que apenas se importam consigo e farão de tudo para manter seu “lugar seguro” usarão degraus que tanto podem ser uma oportunidade de uma melhor colocação no emprego quanto a destruição de um “rival”, ou até mesma a desconsideração à outra pessoa se essa ameaçar sua estabilidade! O ser humano pode ser o que quiser, pode ser um anjo ou um demônio, depende apenas do que o motiva, o egoísmo ou a compaixão!

dez_interessantes

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