sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

SóLidão

Me sinto sem lugar, minha cama é estranha. minha casa e cada objeto me irritam, o som de tudo lá fora são insuportáveis! Pensar em sair é muito ruim, o sol: quimera, a chuva: tristeza. As pessoassão confusão e ao mesmo tempo muita simplicidade, mesmo isso sendo um paradoxo.

Amanha isso passa?

Me viro do avesso toda, mudo a rotina, encaro as pessoas e os desafios, a chatice ou complexidade e não me dou ao luxo de permanecer assim na completa ausência do mundo. O mundo já está a cada dia mais se ausentando para mim, não posso lhe virar as costas, pois se nessa demonstração de “solidão” e incapacidade me sinto tão mal o que seria de tudo isso, de mim, se eu apenas aceitasse e deixasse para lá, não assumisse o risco e fosse lá fora no sol, me queimar um pouco, não é o que gostaria de fazer, mas… a moda é ter o corpo bronzeado, então pego o meu biquine e meu protetor que é pra não ter insolação. Vou lá fora, tentar uma aproximação sem que isso me invada!

isolamento

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

NOiTe

Há dias em que a noite cheira tão bem, não o cheiro embriagante das pessoas com seu porte ao caminhar. Não pelo ébrio licor vendido em qualquer lugar, ás vezes apenas o cheiro da magrugada, que não se sabe de onde vêm, sendo assim no mínimo, o esvaecer de um dia e nascer de outro, a hora mesma do começo e do fim.

Quiz eu caminhar lá fora e me perder por aí,

souberas tu que fiquei em casa a te encontrar em tudo que ví.

Antes de fato saisse e fosse até à lua um conselho pedir,

mas essa tão apressada, do céu logo teria que ir,

se encontrar com o sol do outro lado a sorrir

ambos em sua plenitude mantém o que trazem de sí.

Não alteram sua existência sempre estarão bem alí

Seu caminho… percorreram, a vida deve seguir.

[…]

Quiz eu sair pela rua, agora ainda cedo da noite

mas ainda não me adaptei: o frio, a solidão… um afronte

não tive tempo de excluir o medo, esse açoite

que ao meu primeiro passo avisa dos perigos de seguir adiante

não me desvencilhei da ilusória segurança que era minha fonte

e agora não saio para rua e a rua que não me encontre

pois eu na minha pequenez, não soube ser nada além do ontem

fui apenas parte de algo demasiadamente estanque

eu que não encontre a lua e ela que não me encante

eu que não vá até a lua e ela compulsoriamente me engane.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

unself

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Não sei se essa palavra existe mas também pouco importa, ela está aí apenas para descrever um sentimento. Pode parecer egocentrismo usar uma palavra inventada por si mesmo para descrever algo de sí, que seja, mais uma faceta! Egocentrista em umas coisa e em outras … Bom, o unself seria a pormenorização do self_ mas não estava falando agora mesmo de egocenstrismo? De fato, uma coisa não depende da outra_ Como quando não existe “ Self-help” ou “ Self-esteem”, “Self- discipline”, “self-control,’ “self-confidence”, “self-assurance”, nem um pouco “self-centred”, bom, uma coisa todas essas palavras tem em comum, o self… myself… yourself… Como nos tratamos? como tratamos o outro?

Usei a palavra em “inglês” por que pensei no “un” que é  prefixo de contrário . O “unself” muitas vezes acontece por descuido, deixamos de satisfazer nosso Self para engrandecer outras coisas, não necessariamente outro self, algumas vezes pensamos que com certas atitudes iremos construir algo para o futuro que nos beneficie, o que pode na verdade, estar adiando a satisfação do nosso self. Todo cuidado é pouco nesse caso, pois se há algo certo é que quanto mais poder temos, mais poder queremos, se pulamos do telhado empunhados de uma sombrinha aberta, certamente desejaremos uma emoção superior_quem sabe asa delta?!?_ Assim como nos permitimos o prazer, há que se permitir o desprazer, sem que, se chege ao cúmulo de se anular totalmente.

 

(unself realmente não existe é uma das combinações não aceitadas pela regra da língua, o correto seria unselfish… mas mantenho a palavra, por mais “nonsense” que seja.)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Cheguei de Urutaí ha certo tempo, não tenho a mínima vontade de fazer qualquer coisa, apenas ver TV. Meu celular permanece desligado e não tenho vontade de liga-lo, sei que não terei a ligação que espero, ou a mensagem, enfim a resposta que pedí.
 Ultimamente tenho me sentido muito mau, na verdade, já faz mais de um ano, muita insegurança, desconfiança, fraqueza, raiva, nenhum sentimento construtivo, eu de fato não sei e não tenho mais nada o que fazer. Já tentei exigir atenção, fui ignorada, já tentei merecê-la com afeto e diálogo, não fui entendida.  A única resposta que tive foi a desconsideração, a prova de que existem pessoas sem escrúpulos que não se comovem com pedidos ou com qualquer outra coisa que venha do outro, olham para sí e agem apenas para se beneficiar. Queria a resposta do por que de tudo que passei, mas nem todas as pessoas tem a grandeza de assumir seus erros ou de confessar seus motivos acabam se apegando a outras pessoas fracas  as quais os dão suporte, dessa forma sua fortaleza não pode ser destruída, lançando mão disso  e de sua habilidade de convencimento e astúcia em inventar ou amentar algumas histórias, se transformam em mocinhos, a verdadeira pintura de um arcanjo, mesmo para alguém para a qual já deve ter feito algum mau, nesse ponto, me refiro às pessoas fracas em quem se apoiam, é irônico isso, se apoiar em alguém fraco. Não pense que isso é impossível, uma pessoa fraca, precisa de alguém que “cuide” delas, mas a recíproca também é verdadeira. É uma relação que se sustenta dada pela necessidade de ambas as partes!
Voltando, tenho aprendido que existem sim pessoas que apenas se importam consigo e farão de tudo para manter seu “lugar seguro” usarão degraus que tanto podem ser uma oportunidade de uma melhor colocação no emprego quanto a destruição de um “rival”, ou até mesma a desconsideração à outra pessoa se essa ameaçar sua estabilidade! O ser humano pode ser o que quiser, pode ser um anjo ou um demônio, depende apenas do que o motiva, o egoísmo ou a compaixão!

dez_interessantes

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