terça-feira, 29 de dezembro de 2009

[...] Ou [.] ?

Lá estava ele oitenta e alguns tombos, não serei injusta foram mais tombos quanto mais agora! Mas é certo que também se levantou muitas vezes dessa escada que agora ele peleja em subir, na verdade, como o vejo, não sobe escada alguma, anda lentamente pelas ruas e também é lento seu olhar até porque, seus olhos custam a ver os velhos conhecidos e também os não conhecidos mas que desde que se entendem por gente o conhecem e reconhecem, dificuldade no andar, no falar, quando fala por vezes tosse uma tosse aguda e pensa em se retirar do local para que não incomode ninguém, mas logo: “incomodar? O mundo é que me incomoda, com sua velocidade e suas regras que me impõem limitações!” Mas a experiência o ensinou sobre paciência, com a qual percebe que a vida lhe sorriu outrora e que ainda lança olhares ternos a ele, de vez em quando, por isso segue, esperando algo que pode não tardar, mas que pode também demorar e somado as dores no seu corpo se tornar um sentimento de morte em vida.
Ao andar pela rua, não espera pena, e sim respeito, sabe sobre a mudança das eras, das gerações, a sente em nervos a flor da pele, sente a hostilidade da impaciente juventude e a rejeição muitas vezes vinda dos seus, é uma espécie de mix ambulante, aprendeu muitas coisas, em um certo intervalo de tempo, mas a sua inacessibilidade aos meios de transmissão do seu conhecimento impedem que ele o transfira, talvez até a mascara que agora jaz em sua face o afaste da atual geração impingindo em si um desuso, pois não está mais dentro do padrão aceitável é retrogrado, ultrapassado. Mas ainda assim consegue ver o mundo com calma.
Não trato de outra coisa senão de um idoso qualquer que vi andar pelas ruas, ele caminhava só, muitos já não podem fazer isso, não são coisas da idade são as durezas da vida, a forma como expusera seu corpo para a convivência, (sobrevivência é melhor) . Alguns já não apresentam os calos nas mãos e sim uma pele fina que a qualquer arranhão sangra, muitos tem diabetes e tantas outras... Eles choram, sorriem, tem lembranças, exceto pelos afetados pelo Alzheimer, viveram como cada um de nós, eles amaram, mas agora tem ainda desejos e um corpo fraco, mas uma alma rica. Muitos acabam ( ou terminam seu processo de definhamento) em asilos, que por mais humanos, acolhedores e outras “qualidades” tiram o idoso de seu lar, de seu mais de meio século de produção, e mesmo que seja por opção deles, é sim doloroso estar longe do que se viu construir e mais ainda saber que não se tem forças para manter, seja um bem material , ou a família, os poucos amigos que restam. Envelhecer é ganhar e perder! É ter conhecimento mas não ter tempo ou forças para usá-lo, é ter experiências de vida que encontram barreiras nas tentativas de serem transmitidas!
Envelhecer requer paciência, como no processo de aprender, assim como em todas as fases da vida, uma nova etapa com muitas barreiras, e como na infância, ou na adolescência ... é sempre aprender, é precisar de amparo! Por mais que se aprenda com a vida, as boas emoções são necessárias a vida toda e em toda ela se sofre com as más, o apoio a assistência podem tornar cada dia, não como uma espera para algo ruim, como o cair da escada da vida, mas como mais um degrau na escada vencida com persistência.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Quando nos colocam em perigo!! hahahahah

Em uma tarde de domingo...
Após o almoço e também após tentar, inutilmente, ficar acordada para estudar e claro me render àquele soninho bom,no auge de um sonho qualquer que não me lembro, ouço ao longe uma voz feminina chamar:"Reginaaallldo", e eu nem ai!!
Ouví uma porta abrir, e ela continua ::"Reginaaallldo vâmo!"... e eu nem ai!! E isso se repetiu por mais ou menos duas vezes... De repente...
Abre-se a porta do meu quarto... E eu nem ai.... MENTIRA.. Fiquei em choque, uma velha loira me olhando e eu... parecia mesmo não estar nem ai.. não me movia, ela fechou a porta e eu... ESTATICA!! E ela continuou.. ::"Reginaaallldo cadê você vâmo..." Até que uma boa alma (era uma pessoa msm) que estava no outro quarto encontrou a perdidona e disse,você está casa errada! Dai ela se desculpou e saiu rindo... Aí eu agí... Rí!!

O FATO: haviam esquecido o portão destrancado...
A CONCLUSÃO: Duas casas iguais uma do lado da outra confundem velhas (ou será q era pq ela era loira.. hahaha tá parei!)
AS SUPOSIÇÕES: São muitas não caberiam aqui!! não resisto vou colocar uma.. poderia ser uma também possivel namorada da boa alma que jazia no outro quarto!

MORAL DA HISTORIA: as coisas mais estranhas acontecem quando vc não está nem aí!

CONCLUSÃO: foi tenso!!

sábado, 21 de novembro de 2009

...

O que faz com que em uma pequena fração de dias nosso humor se altere? E que querendo verificar se é mais uma mudança que logo volta ao normal,se espere,até que se perceba que é em vão, foi uma situação, uma condição que se instalou que por mais que se movam as lágrimas, e as decepções, não vai mudar.Que não há palavra de consolo, que em sí lá no fundo essa tristeza vai permanecer. O que fazer quando ao olhar no espelho não há nada de seu agrado, quando ao olhar ao redor se vê indigna da beneficiência dos outros, quando tudo parece grande e difícil demais, quando tudo que te pertence parece não ser seu? Quando se perde noção de tempo e espaço?
O que fazer quando não se pode tomar decisões, pois não se pode perceber qual caminho é melhor?
O que fazer agora?

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

"O amor é nosso estado natural quando não optamos pela dor, pelo medo ou pela culpa."
[...]

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A todas as amigas!!

Achei por aí na net, gostei e dedico a todas as minhas amigas!!

"Encontre um homem que te chame de linda em vez de gostosa.
Que olhe pra você e lhe entenda só pelo seu simples jeito de olhar.
Que deite embaixo das estrelas e escute as batidas do seu coração,
ou que permaneça acordado só para observar você dormindo.
Espere pelo homem que te beije na testa.
Que queira te mostrar para todo mundo mesmo quando você está suando.
Um homem que segure sua mão na frente dos amigos dele...
que te ache a mulher mais bonita do mundo
mesmo quando você está sem nenhuma maquiagem
e que insista em te segurar pela cintura.
Aquele que te lembra constantemente
o quanto ele se preocupa com você
e o quanto sortudo ele é por estar ao seu lado.
Espere por aquele que esperará por você...
Aquele que vira para os seus amigos e diga:
'É... ELA É A MULHER DA MINHA VIDA!'"

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Carta....

Hoje a única coisa da qual não tenho sombra de dúvidas é da incerteza do amanhã, da imprevisibilidade na qual estamos imersos e sujeitos todos os dias, se me encontrasses ontem e me perguntasses como me imagino no futuro, o certo é que de todos os palpites que daria nenhum chegaria perto do meu hoje.
O que tenho agora, não é nem de longe... um emprego, um amor,um sorriso em lugar disso tenho, ociosidade, piedade e a compaixão dos que me cercam, nunca me imaginei assim, da ociosidade, por vezes a quis em situações diferentes, não precisar fazer nada, mas o que vivo é o não poder realizar coisas alguma, a piedade, me faz pensar que sou indigna e por vezes medíocre, e a compaixão, mesmo que não tenha intenção alguma, me leva a pensar que sou de todo inútil. Ouvi por vezes que, se me apóiam na situação em que me encontro e se estão do meu lado, é porque mereço ajuda, pois vivi de forma que cativasse as pessoas, as quais de forma alguma me deixariam passar por isso sozinha, deves não estar entendendo, mas não vou me demorar mais, contarei da forma mais rápida e simples que puder o que me acontece.
Meu nome é Kamily, tenho 16 anos e sou portadora de uma doença que médico algum consegue diagnosticar, por vezes penso que seja mais uma dessas epidemias que se multiplicam a cada nascer do dia em todo o mundo e sinceramente espero que esse mal morra em minha sepultura, não desejo a ninguém coisa semelhante à que estou passando. Essa doença, que não sei dizer o que é não me permite nem sequer escrever-vos, sim, não sou eu quem vos redige a carta, mas a enfermeira responsável por meus cuidados, nem escrever, nem comer o suficiente, nem ver ou respirar com precisão, estou nessa maca sem me levantar a doze dias, não tenho forças, há uma sonda para que não fique totalmente desnutrida, e por vezes é necessário o balão, não preciso dizer que é constante o soro, os médicos temem que eu possa passar esse mau aos demais pacientes, por isso estou isolada.
Enquanto estou aqui, penso em coisas que jamais pensei em minha vida, como quão frágil é a vida. Há pouco tempo ia à escola, me divertia com minhas amigas, descobria a cada dia um sentimento diferente, odiava uma amiga e no dia seguinte já éramos novamente as “melhores amigas do mundo”, amava algum garoto “como nunca houvera amado ninguém em toda minha vida” e também no dia seguinte, ele era como a pior de todas as criaturas, a mais infantil de todas as crianças, não sabia o que significava a preocupação dos meus pais diante de uma atitude minha, que segundo eles pudesse me prejudicar, agora sei, pois tenho medo eterno de perdê-los, e queria que nada pudesse afetá-los, penso que é a mesma coisa que eles sentiam e sentem nesse momento.
Tenho medo de não poder novamente ver o céu, as estrelas, tenho medo de não conseguir sobreviver, mesmo que minha família e meus amigos estejam sempre comigo, me sinto sozinha, como se a cada segundo perdesse mais um pedaço do fio da vida que é o que me permite estar junto deles.
Nunca tinha pensado nisso, mas queria poder um dia, ter uma família, ser mãe, pois o que sempre senti por minha família e em especial pela minha mãe é algo inexplicável, acho que seria a pessoa mais feliz do mundo se alguém sentisse por mim o que sinto por ela, queria ter uma casa decorada a meu estilo, ter amigas que tem “segredos de adultas”, antes não queria, mas agora, penso que seria bom até ter um emprego, como as minhas bonecas de quando ainda era uma criança tinham, saudades de minhas bonecas, do meu quarto, de poder ir onde eu quisesse, de buscar meu próprio copo d’água!... Quando penso no que poderia ser e no que vivi, no pouco que vi da vida, tenho receio de ter que estar como espectadora nesse espetáculo, o tempo todo presa a uma cama, ouvindo alguns sorrisos que existem lá fora, vendo com muita imperfeição, pela janela, as pessoas caminharem e seguirem suas vidas, não poder sentir novamente com prazer os sabores, os aromas, os toques... Ah!!! Toques... tenho vergonha, pois não sou eu quem escreve e sim outra pessoa, talvez nem seja fiel nos meus desejos, mas queria provar do verdadeiro amor, da paixão, dos sentimentos que dizem ser arrebatadores, é bem verdade que há pessoas que passam suas longas vidas sem tê-los experimentado, mas mesmo correndo o risco de ser uma delas, queria ter a chance de tentar. Por outro lado diante da incerteza do que me espera, da possibilidade de passar o resto dos meus dias nessa situação, pensei algumas vezes em dar fim ao meu, e ao sofrimento alheio, mas fora levada a pensar de diversas formas sobre, para minha mãe, religiosa, isso é um pecado gravíssimo, pois como amaria a alguém, se não amo nem minha vida e Deus deu a vida, só Ele pode tirá-la; para a lei, sou menor e não posso decidir sobre mim; para a medicina ainda pode haver uma esperança uma cura, para a sociedade muitas vezes serei vista como uma egoísta, mas enquanto cada um pensa da sua forma, eu não me alimento, não respiro com eficiência... não sinto prazer em viver, e a esperança se torna uma velha fraca, moribunda.
Não gosto de ver a falta de vivacidade nos olhos de meu pai, e aquele brilho único e somente causado pela lágrima indiscreta que lhe corre no rosto e que ele tenta a todo custo esconder, não queria a piedade de algumas pessoas que me vêm visitar ou que me mandam bilhetes as vezes até parecendo ressentidas, como se me tivessem feito algo, pessoas que nem me lembro, sei que é por boa intenção, mas antes disso nem sequer me olham algumas, me desdenhavam até.
Talvez amanha volte a vos escrever, ou não! Espero que possa dizer na próxima que descobriram cura para mim, e poder realizar os sonhos que antes disso não tinha. Realizá-los e criar novos, enfím acho que em mim ainda resta mais da esperança do que eu mesma penso.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Eu sou um Escorpião!!







Eu me rasgo




E me queimo




E me curo com tesão




Sou chorona




Sou guerreira




Eu sou um escorpião!








Eu me mato




E renasço




E das cinzas faço pão.




Bebo o sangue




Da minh’alma




Eu sou um escorpião.








Faço a guerra




Trago a paz




Enfeitiço com porrada




Falo sim e muito não




Sou sutil fiel amada




Eu sou um escorpião








Se da festa




Tu sentires




Meu perfume de paixão




Sejas sábio




Tens cautela...




Eu sou um escorpião!








Mas se forte aceitares




E seguires sem cansaço




Os prazeres mais sublimes




Sentirás no meu abraço.




E tua calma será santa




E teu corpo será são




E tua vida será tanta...




Com o teu escorpião...








(autor desconhecido)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

28/09/09

Ultimamente não há nada de novo a se louvar, nem sequer um momento do qual me vanglorie, um dia sequer que me sinta diferente dos demais, e nem sequer sei que similaridade é essa na qual acordo todos os dias. O que me acontece hoje é nada mais que parte de minha rotina. Um dia com um milhão de dúvidas, com uma gama de opções, as quais não são em grande parte, passiveis de averiguação se foram boas ou ruins para a construção do meu eu... ( Meu eu?), um dia que ao seu findar me faz perceber que poderia ser melhor preenchido, se não fossem caracteristicas (que não sei se são constantes, se já estão enraizadas em mim, na verdade é bom pensar que não.) que insistem em me levar em mão oposta a minha referencia do que é enriquecedor para.... Meu futuro!! Aliás, palavra complicada essa, futuro, nem sequer ouso arriscar um palpite sobre tal, pois das poucas vezes que me aventurei por essas terras, me ví impotente diante da imprevisibilidade, um terreno muito inseguro, é complicado até pensar no que se planta, pois, pode ser que vingue e pode ser que não.
O que me cabe é a repetição dos dias, sem forças, em mim, para que sejam um tanto distintos entre sí, permitindo possibilidades ainda maiores de opções, alternativas, o que me cabe é essa imprecisão, todos os dias, e não sei se é ela que me mantém no que creio ser um estado de inércia, (ou se até minha visão sobre as forças reativas de mudança do meu futuro estão um tanto deturpadas) ou se me fazem dessa forma, meio que sem que perceba, evoluir e contribuir para a evolução de alguma coisa. Espero que esteja enganada e que esteja agindo de forma a me tornar melhor do que qualquer idealização que faça, que toda noção de melhora seja superada.

domingo, 12 de julho de 2009

Significados


Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.
Pouco é menos da metade.
Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.
Lágrima é um sumo que sai dos olhos quando se espreme o coração.
Vergonha é um pano preto que você quer para se cobrir naquela hora.
Solidão é uma ilha com saudade de barco.
Abandono é quando o barco parte e você fica.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Ausência é uma falta que fica ali presente.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Emoção é um tango que ainda não foi feito.
Desejo é uma boca com sede.
Paixão é quando apesar da palavra “perigo” o desejo vai e entra.
Excitação é quando os beijos estão desatinados para sair da sua boca depressa.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Ansiedade é quando sempre faltam cinco minutos para o que quer que seja.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que deveria ser outra coisa.
Agonia é quando o maestro de você se perde completamente.
Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.
Sorte é quando a competência encontra a oportunidade.
Ousadia é quando a coragem diz para o coração “ vá ” e ele vai mesmo.
Lealdade é uma qualidade dos cachorros que nem todo ser humano consegue ter.
Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.
Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e para.
Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.
Desatino é desataque de prudência.
Alegria é um bloco de carnaval que não liga se não é fevereiro.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Pressentimento é quando passa em você um trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dela.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito mais, mas geralmente não podia.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Perdão é quando o Natal acontece em Maio, por exemplo.
Renuncia é um não que não quer ser.
Vaidade é ter um espelho onisciente, onipotente e onipresente.
Amigos são anjos que nos levantam quando nossas asas estão machucadas.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Sorriso é a manifestação dos lábios quando os olhos encontram o que o coração precisa.
Desculpa é uma palavra que pretende ser um beijo.
Beijo é um procedimento inteligentemente desenvolvido para a interrupção mútua da fala quando as palavras se tornam desnecessárias.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado, não...Amor é um exagero, também não....
É um cuidar de.... uma batelada de carinho, um exame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego, talvez se não tivesse sentido... talvez porque não houvesse explicação....é acho que esse negócio de amor decididamente eu não sei definir.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Estranhas entranhas...

Tenho um corpo e milhão de células nele que agem a meu
favor... Um organismo sustentado por órgãos e sistemas complexos a meus ver,
formando, ou não, ao nível máximo, possibilidades de relação com os demais
indivíduos iguais a mim, e não sei como tão importante parte de mim age,
como na
verdade esse meu todo funciona.
Sou um organismo, e o mundo também se assemelha a um , e que
idiotice dizer, mas se células sentissem como sinto, “sou parte de um grande
organismo e ele não tem noção de quem sou, de como trabalho, se rendo se
atraso
todo o funcionamento."
Estou subsistindo, e minha função é ser mais uma dessas
milhões de células que não escolhem, que simplesmente nascem com uma função
e um
dia hão de morrer, mas se uma célula morre, outra cumpre sua
função.
Sou uma célula em constante destruição!

sábado, 11 de abril de 2009

sóhoje

Uma distância de quase tudo, uma distância de sí mesmo.
A solidão dos pensamentos, o pensamento de solidão.
E tudo alí... A distância e a solidão, ao menos distância de medo.
Um dia após o outro, sem medo, sem nada.
Tudo a se fazer.... Mas tudo se distanciou ou se distanciaste de tudo. 
Você pode ver o mundo, ele pode te ver, ele pode te ver? Você se faz ser visto.

E ao olhar no espelho um quadro dirente, uma figura plástica inconstante, adquirindo características incomuns, ou seriam as reais? Uma figura sem conteúdo, um enfeite de parede.
Os sabores não são os mesmos não se pode encontrar novamente aqueles mesmos sabores, mas seria isso bom uma novidade a cada dia, sem que se tenha rotinha.
Como um pequeno inseto, uma barata, percebe-se o mundo e a vida tão maior, tão imenso, intenso, que a vezes parece nem se ter noção de sua imensidão.
E cada um segue um caminho e os caminhos que se encontram uma vez, jamais torna a se encontrar e surgem-se novas esquinas e novos encontros novamente sem aqueles mesmos sabores. 
Sem razão, instinto.
E por fim se tem um final infeliz!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

"Os sapatos ficam entre os pés e o chão, no que são como as palavras. As meias entre os pés e os sapatos, como os adjetivos. Os verbos passos. Cadarços laços.
Os pés caminham lado a lado calçados. Sapatos são calçados. Porque são e porque são usados. Palavras são pedaços. Os pés descalços caminham calados."
[Arnaldo Antunes]

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ginóide



Olhos, boca, ela é capaz de sentir o vento e tem um sistema que simula emoções.
Última geração, mas o material não é de boa qualidade e sempre precisa de reparos, mal polido, mal talhado. Por superaquecimento, as vezes entra em curto, isso acontece frequentemente, como quando entra em comflito com a linguagem de outros.
Mal tingido, sua blindagem eh escass, não tem resistencia contra sol ou agua, mas ainda assim insiste na segunda, talvez por isso se enferruge tanto.Não é um androide de guerra, não porta armas, não recebeu nenhuma órdem, não tem finalidade alguma a não ser compor um montante de outros iguais. A base a mesma, características físicas singulares .
Quando tem o sistema agredido, se formata, mas quase sempre não se tem pleno sucesso e restam partes que deviam ter sido apagadas.
Não descansa, enquanto todos dão uma pausa na operação, ela fechaos olhos e passa a acessar sua memória PROM, terá sido outrora sua carcaça para outra configurada?
.
.
.
.
.
Um andróide que se apaixona, que não se adapta à instantaneidade, que não se desgarra dos seus, que não se conecta com a interatividade, nem sequer com a rapidez de informações...

L7
Me contou o seu dia numa falsa alegria, estrategicamente montada em ti para de alguma forma me enganar,
palavras doces e um sorriso dolente a ti mesmo.
Não precisa ser assim, as mudanças que lhe pedi, não lhe devem lhe causar pena, mas lhe enternecer a alma,
não precisa ser tão instantâneo, deixe que seja mais natural....
É como se seu olhar buscasse algo diferente de sempre, agora me parece ser mais.... Divino.
Sua voz está trêmula, tens frio? Eu sim! Aqueça-me meu amor!
Estás imóvel... É nítida em ti a não aceitação...

Me fale de algo específico, suas palavras não tem sentido,
me assusta esse teu olhar vidrado e a incoerência de suas palavras, sinto tanta dor ao ouvi-las.
Não olhe para o chão, me olhe nos olhos amor.
O que é isso??? Ohh!! Um lágrima; isso é tão novo, nunca o havia visto chorar!
Quantas supresas?!!? Vejo que me trouxeste flores e como são belas,
belas como tu, nunca me dera flores, e elas e tudo o que estás fazendo é tão lindo, eu vejo verdade em teus olhos e por isso também consigo ver sua dor,
eu sempre esperei por mudanças como essas.

Eu sei meu bem! As coisas não são fáceis, mas ao contrário do que dizes
eu permaneço aqui com você, jamais te abandonei.

Que lindo!! Deitado ao chão disse meu nome em voz baixa e ...
Eu te amo!!
E foi como se eu amasse duas vezes mais, como se sentisse por mim e por você, compulsóriamente chorei também, nunca me havia dito isso,
vindo assim... com uma dor tão grande tão intensa,
sinto falta de mim mesma, você não me perdeu, eu estou aqui.
Senti um sorriso tímido lhe arrebentar da face quando afirmei, também te amo!!
Mas minhas palavras são mudas, meus toques são frios, e minhas lágrimas invisíveis.
... Não movestes os lábios, mas lhe ouvi dizer.Vou te amar além da morte...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Amigo, âmago, ama... [amá-lo?]

Num belo dia de domingo... Domingo... é um saco.
Você resolve fazer algo de interessante, talvez atender ao pedido antigo daquele seu amigo para cultivar sua espiritualidade indo a uma espécie de templo onde grande parte das pessoas busca apoio espiritual. Puxa vida, mas tem tanto tempo que você não põem os pés em um, então vá buscar alguem para que te acompanhe nessa joranada, amigos são para essas coisa não é mesmo. Mas não se assuste se eles não estiverem em casa, ou com dores inacreditáveis aponto de tomar calmante pensando que é analgésio, alopatia? Alopatia, mas serão os efeitos tão imediatos, não serão retardados.
Mas se nesse mesmo domingo você quizesse tomar uma cerveja... Ahhh!!! Se prepare, ressaca na segunda é o que há.
Amigo é pra essas coisas.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Ex_tória

Eu tinha dignidade. Eu tinha olhos que não lacrimejavam.
Eu tinha amor... por mim mesma.
E não deixava essas palavras lançadas de propóstito, meticulosamente preparadas, me abalarem dessa maneira.
Acho que eu tinha um coração.
Agora sou idiota e penso que não tenho mais um coração, mas que misteriosamente ele foi trocado pela incrível capacidade de se martirizar, com ou sem motivo. Será mesmo sem motivo? Você pode dizer.... Você pode dizer?
Eu tinha a esperança de que um dia o canalha do principe encantado viesse com o pangaré dele... Eu o aceitaria mesmo sabendo que depois de um domingo em família ele teria gases, que ele sentiria necessidade de exibir sua boa forma pros amigos príncipes no fim de semana em um evento esportivo (sim porque não pensem que o futebolsinho é só pra suar a camisa, existe um quê de exibicionismo, tanto pras donzelas quanto para os demais galantes senhores, não há nada de homossexual nisso se é que você está pensando algo desse gênero), eu o aceitaria até mesmo no silêncio ensurdecedor característico de "homens quando estão de cabeça quente" eu o aceitaria até frio... O aceitaria de várias maneiras. Mas sabe parece até que não sou princesa... Acho que deveras sou uma bruxa, mas que maldade, bruxas não tem gatões...
E a protagonista dessa HISTÓRIA, poderá ser feliz para sempre?

dez_interessantes

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