quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Uma corda cheia de nós..


Será que posso dizer?
Rompi as barreiras e não existe permissividade, não há verdade a ser dita, não existe o porquê de uma verdade.
O ódio está mais próximo do que se imagina, está do seu lado e por todos os lugares, te segue e te espreita é indestrutível. E você não pode fazer nada, criada para atrapalhar... Você quer ter algo seu, mas tudo que você conhece é de outros. Você tem um coração inútil que se aprisionou a um ser que nunca te notou e nunca te notará.
São tantas as coisas a dizer ao mundo, mas o mundo te vê ridícula, suas palavras não valem nada, nem abra sua boca.
Milhões de pessoas e você estão consigo mesma, a melhor e pior companhia. Não tens em seus braços o cheiro tão desejado e tão agradável, não tens a formosura em seu rosto, não possuis o toque suave e acalentador. Combinação danosa é o que és, nem sequer agradável ao trato consegues ser.
Um animal também tem sentimentos... Um animal tem sentimentos? Tu tens, mas és arisca, e suspeita de aproximações.
És uma corda cheia de nós, remendos, que de nada serve, talvez apenas como passatempo a quem confecciona os nós, algo que era pra ligar pra unir, para dar firmeza, está cheia de imperfeições e dobras, que impossibilitam o uso.
Até mesmo suas idéias são como uma corda cheia de nós, onde não existe seqüência, um nó sucede o outro sem freqüência de repetições, sem ordem...
Vai um dia estar velha, gasta talvez, e impossível, de tantos nós que terás, não serás mais tão comum, mas deveras de tão incomum nada será. Desconhecida, e amarrada a si mesma sem opções, sem significado algum, lamentavelmente algo sem vida e sem utilidade.

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