terça-feira, 7 de dezembro de 2010

E... As coisas sempre voltam a ser como antes, o mesmo medo de tudo, a mesma apatia de sempre, a imobilidade diante de tudo, a falta de vontade das festinhas de confraternização, o desespero da inadequação, da evidente desaprovação! A cada fim de ano sinto como se fosse uma prova diferente, como fosse uma retrospectiva que me desagrada, que me mostra o tempo perdido.
O futuro é assustador, é a certeza de que mesmo mudando algumas coisas, o ciclo permanece!
Sinto um descontentamento, com tudo, com cada coisa. E isso não é um bom presságio. É fato, isso passa, mas hoje tanto dores no que se pode dizer alma, ou ego, orgulho, ou coisas assim, me atemoram e me atormentam, mas também dores físicas, de cansaço, dores no peito, nas costas, de cabeça. Enfím a vida começa a doer, mas espero que as festas de bom ano, me mascarem essas dores, e que me sinta com esse efeito placebo, uma enganosa felicidade, mas que por ser felicidade, nunca deixa de ser bem vinda. E que o ânimo venha, ancorado a essa felicidade, enquanto ela durar, e que se não durar, que pelo menos o ânimo desanime e não queira ir fazer morada em outro lugar.

"Alguém que não sorri, não convida. A apatia não é boa anfitriã."
Jucely Regis

Um comentário:

Júnior de Paiva / Dish disse...

Você escreve de uma forma tão bacana e sucinta que não há como não ler e reler!
Gosto da forma como aborda as suas esperanças e frustrações vindouras ou não!
É muito intensa!
Parabéns!

dez_interessantes

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